Como a temporada 2018 da F1 alcança números históricos

As estatísticas do fim de semana da F1 no Azerbaijão, o quarto da temporada, apontam a maior distribuição de pontos entre pilotos e equipes da história. A Fórmula E tem fatos interessantes também

Equipe Grande Premium, de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre

 


A F1 2018 tem mostrado tanto valor que atingiu um grandioso recorde depois dos resultados do GP do Azerbaijão, o quarto do ano: dos 20 pilotos inscritos no campeonato, 18 já pontuaram, o que significa 90% do grid. É o melhor percentual da história, batendo a temporada de 2012.

Quem estão zerados ainda? Romain Grosjean, da Haas — uma vergonha, considerando o bom carro que tem —, e Sergey Sirotkin, da Williams — até poderia ter conseguido algo melhor em Baku não tivesse batido logo na primeira volta. 

Naquele ano de 2012, 18 pilotos também fizeram pontos entre as quatro primeiras corridas, mas naquele ano o grid tinha 12 equipes, 24 pilotos, portanto — 75%.

Ainda, todas as equipes inscritas no Mundial de Construtores deste ano também saíram do zero, outro recorde. Em 2016, foram 9 das 11 equipes — só a Sauber e a extinta Manor estavam com o pires na mão.
 

 

 

 

 

 

Vettel pode não ter conseguido a tão desejada vitória, mas alcançou um feito bom de ter no currículo. Ao fazer a pole no sábado, o alemão largou da primeira fila pela 87ª vez na carreira, empatando com Ayrton Senna. Somente Lewis Hamilton (120) e Michael Schumacher (116) estão à frente.

 

 


Pela primeira vez na história da F1 uma primeira fila teve dois pilotos tetracampeões na carreira. Vettel largou na pole e teve a seu lado Hamilton no Azerbaijão.
 

O número é... 23. Por quê?

... é a 23ª vez que Vettel não vence largando da pole...

... e é a 23ª vez que Hamilton vence não largando da pole.

Ah, e Vettel empatou com Hamilton no número de pistas diferentes onde fez pole: 23.

Depois do GP do Azerbaijão, apenas Hamilton e Vettel completaram todas as voltas possíveis nesta temporada. Valtteri Bottas e Nico Hülkenberg até então acompanhavam os dois, mas o primeiro teve o fatídico furo no pneu quando liderava a corrida em Baku e o segundo acabou batendo na corrida e ficou de fora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O GP do Azerbaijão viu a 63ª vitória de Hamilton na F1. O inglês só perde para Michael Schumacher, que tem 91 triunfos na maior das categorias. O primeiro lugar em Baku também se tornou o 120º pódio do tetracampeão da Mercedes.
 

 

 

 

 

 

 

 


Dos 20 pilotos do atual grid, 9 foram ao pódio. O único que nunca esteve no primeiro lugar é Sergio Pérez, que conquistou, no GP do Azerbaijão, pela oitava vez o direito de subir no lugar mais cobiçado pelos pilotos.

Pérez também virou o mexicano com mais pódios na F1 depois do terceiro lugar da corrida em Baku. O piloto da Force India ultrapassou Pedro Rodríguez, que tem sete no total.
 

Por conta da imprevisibilidade, o GP do Azerbaijão já chama atenção por conta dos resultados quase aleatórios. Talvez a maior prova disso seja uma estatística sobre pilotos no pódio: em três edições da corrida em Baku, foram oito pilotos diferentes bebendo champanhe. Somente um teve tal honra mais de uma vez. Quem? Ninguém menos que Sergio Pérez, em surpreendentes terceiros lugares nas edições de 2016 e 2018.

 

 


O maluco GP do Azerbaijão também ficou marcado pela primeira vez de Charles Leclerc (sexto colocado, oito pontos) e Brendon Hartley (décimo lugar, um ponto) no top-10 na F1.
 

 

 

 

 

 

 


Leclerc, aliás, foi apenas o segundo monegasco a pontuar numa corrida de F1. Antes, apenas Louis Chiron, na corrida de casa em 1950, havia marcado pontos — foi terceiro colocado. Foram apenas 978 corridas de diferença, coisa pouca...

Já Hartley virou o quinto neozelandês a pontuar na F1. Antes dele: Denny Hulme (248), Bruce McLaren (196,5), Chris Amon (83) e Howden Ganley (10).
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O acidente patético de Romain Grosjean no GP do Azerbaijão sob safety-car foi uma coisa triste de se ver. O francês jogou fora uma oportunidade clara de somar os primeiros pontos de 2018 depois de largar em último.

Outro aspecto negativo do incidente é que Grosjean sacramenta o pior começo de temporada em sua carreira na F1. Entre 2012 e 2018, é somente a segunda vez que o piloto passa quatro provas sem pontuar. Em 2014, tendo um 11º lugar como melhor resultado; em 2018, sem ir além do 13º.
 

 

 

 

 

 


Na Fórmula E, foi apenas a segunda vez que um piloto venceu em seu país natal. Jean-Éric Vergne voltou ao lugar mais alto do pódio e, em casa, deu um passo decisivo rumo ao título desta temporada.

A primeira vez aconteceu com Sam Bird em Londres em 2015. Bird, aliás, foi terceiro na corrida do último fim de semana. Lucas Di Grassi completou o pódio.
 

Vergne é o primeiro piloto a cruzar a marca de 100 voltas lideradas na temporada. Com as 46 de Paris, são 137 das 324 de toda a temporada. O francês, assim, completou 42% de todos os giros da temporada na frente.

Reportagem produzida por Evelyn Guimarães, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathália de Vivo, Pedro Henrique Marum, Victor Martins e Vitor Fazio.