O espanhol que vence sempre e o outro que demorou a vencer

Enfim, Fernando Alonso voltou a vencer depois de quase cinco anos. Enquanto isso, um outro espanhol, Marc Márquez, não para de ganhar. O fim de semana ainda teve Stock Car, e a maratona de bons resultados de Lucas Di Grassi

Equipe Grande Premium, de Curitiba

 

 

1.819 dias separam as últimas duas vitórias de Fernando Alonso no automobilismo. É o espaço correspondente aos quase cinco anos entre o GP da Espanha de 2013, quando o espanhol venceu pela Ferrari, e as 6 Horas de Spa-Francorchamps, vencida ao lado de Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima pela Toyota no Mundial de Endurance. 
 

 


Em termos de poles, o jejum era ainda maior: desde o sábado do GP da Alemanha de 2012. Foi só 2113 dias depois, no último fim de semana, que Fernando voltou a conquistar a posição de honra.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As poderosas


Marc Márquez seguiu acumulando triunfos ao vencer o GP da Espanha. Foi sua segunda vitória consecutiva na temporada 2018 da MotoGP, que agora lidera com folga. E falando no piloto da equipe laranja, as últimas 14 corridas foram vencidas por pilotos da Honda ou da Ducati. A última não-Honda/Ducati foi a conquista de Valentino Rossi no GP da Holanda 2016.
 

 

 

Os números são 369 e 8.730

Ao completar a 15ª volta do GP da Espanha, o multicampeão Valentino Rossi atingiu mais uma marca impressionante da carreira: a quilometragem acumulada no Mundial é agora equivalente aos 40.075 km da circunferência da Terra.

Para contornar o planeta, Rossi precisou de 23 temporadas na classe rainha, ao longo das quais conquistou um total de 115 vitórias, 228 pódios e nove títulos em quatro categorias ― 125cc, 250cc, 500cc e MotoGP.
 

 

 

O pódio do GP da Espanha também teve a presença de Andrea Iannone, da Suzuki, que alcançou em Jerez uma marca memorável. Com os terceiros lugares em Austin e em Jerez, é a primeira vez desde que chegou à MotoGP, em 2013, que consegue dois pódios consecutivos.

Também é a primeira vez, desde 2008, que a Suzuki consegue três pódios seguidos. Considerando apenas provas em pista seca, é a primeira vez desde 2007 (Laguna Seca, Brno e Misano com Chris Vermeulen e John Hopkins).
 

 

 

 

 

Cal Crutchlow foi o quarto piloto diferente a conquistar a pole neste ano. A última vez que isso aconteceu nas quatro primeiras provas do ano na classe rainha tinha sido em 2009.
 

A Moto3, a primeira classe do Mundial de Motovelocidade, também tem seus números
Repsol

Ninguém nunca venceu em Jerez na Moto3 partindo da pole. O último piloto a ganhar na classe menor saindo da posição de honra na pista andaluz foi o italiano Marco Simoncelli na prova das 125cc na temporada 2005. E a escrita seguiu no último domingo, quando Jorge Martín partiu da primeira colocação do grid, mas quem venceu foi Philipp Öttl.

 

 

 

 

 

 

 

 


A vitória que é 10


A vitória na corrida 1 em Londrina foi a décima de Max Wilson na carreira na Stock Car. O filho da Dona Maria agora está empatado com Zeca Giaffone e Átila Abreu.
 

 

 

Olha o 36 de novo

 

Assim como fez Julio Campos no Velopark, Daniel Serra também foi ao pódio nas duas corridas do fim de semana em Londrina, marcando um total de 36 pontos no fim de semana.

E 36 é exatamente a nova diferença que separa o líder Serra do segundo colocado na tabela de pontos, Cacá Bueno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


5 em 50

Lucas Di Grassi faturou sua segunda vitória na Stock Car na corrida 2 em Londrina. Juntando Fórmula E e a maior categoria brasileira, foram nada menos que cinco pódios em 50 dias: Punta del Este, Roma e Paris nos elétricos; Curitiba e Londrina (com vitória) na Stock Car.
 

Reportagem produzida por Evelyn Guimarães, Juliana Tesser, Nathália de Vivo, Fernando Silva e Vitor Fazio.