O mundo em vermelho

A Ferrari e Sebastian Vettel viveram um domingo para se guardar na memória. No GP do Candá em Montreal de número 40, o tetracampeão conquistou sua 50ª vitória e reassumiu a liderança na F1 em 2018

Equipe Grande Premium, de Curitiba

 


É bem verdade que a F1 não viu uma grande corrida no Gilles Villeneuve no domingo, mas a demonstração de força de Sebastian Vettel e da Ferrari precisa ser reconhecida. Nos 40 anos do GP do Canadá em Montreal, o ferrarista fez bonito, voltou a ganhar e ainda reassumiu a ponta do campeonato, festejando em uma pista em que o principal rival Lewis Hamilton manda. O inglês também deu uma ajuda ao chegar apenas em quinto.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O GP do Canadá foi realmente especial para Sebastian Vettel e a Ferrari. E tudo começou no sábado. A equipe vermelha não pareceu favorita à classificação depois de uma sexta-feira de treinos livres muito apagada. Mas Vettel surgiu muito forte no sábado e cravou a pole-position com direito a recorde de pista, quando virou 1min10s764. Foi a quarta posição de honra do ferrarista na temporada. E também a 54ª  da carreira na F1 e a 217ª da escuderia italiana na história. Agora, o alemão está atrás apenas de Lewis Hamilton (74), Michael Schumacher (68) e Ayrton Senna (61).
 

Ainda, foi a primeira pole da Ferrari no circuito Gilles Villeneuve desde 2001. Naquela temporada, Schumacher assegurou a colocação de destaque com o tempo de 1min15s782. 

E no domingo, Seb dominou a prova para conquistar sua 50ª vitória da carreira na F1. O #5 perde agora somente para Michael Schumacher (91), para rival Lewis Hamilton (64) e para Alain Prost (51). 

Em atuação categórica, o ferrarista conseguiu liderar todas as voltas do GP do Canadá. É a 14ª vitória de ponta a ponta do alemão, que desempata com Jim Clark e se isola como segundo melhor da história no quesito. Só Ayrton Senna, com 19, tem mais.

Na era Ferrari, esta é apenas a segunda vez que Seb consegue dominar neste nível. Além disso, o atual líder da F1 também venceu 31 vezes saindo da posição de honra do grid.

Também foi o 11º triunfo do tetracampeão pela Ferrari. Mesmo número de vitórias que Felipe Massa e Fernando Alonso conquistaram quando defenderam o time do cavalinho rampante. 

Lewis Hamilton viveu um dia atípico no Canadá. O britânico, dono de seis vitórias em Montreal, cruzou a linha de chegada em uma modesta quinta posição. Descartando os abandonos do #44 (em 2008, 2011 e 2014), é o pior resultado do Lewis em solo canadense. Mas o fim de semana no Gilles Villeneuve teve um ponto positivo: o tetracampeão soma agora 32 corridas seguidas nos pontos
Mercedes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fernando Alonso alcançou o número de 300 GPs na F1 no domingo. Apenas outros três pilotos têm mais de corridas que o espanhol da McLaren: Rubens Barrichello (326), Jenson Button (309) e Michael Schumacher (308). O bicampeão, no entanto, abandonou a prova depois de um problema de motor. É a segunda vez no ano que o asturiano não termina uma corrida. 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Depois da rodada dupla de Detroit, a Indy desembarcou no Texas, para mais uma etapa em oval. E Scott Dixon foi quem saiu com a vitória – e do jeito que ele gosta. Com estratégia certeira e um trabalho impecável nos boxes e nas relargadas, o neozelandês escapou de qualquer confusão e virou líder do campeonato. Favorita, a Penske errou a mão no acerto e perdeu boa chance de colocar Josef Newgarden e Will Power na ponta do campeonato.
 

 

 

Foi a corrida 30 da Indy no Texas e a terceira vitória de Scott Dixon. O neozelandês é o recordista de triunfos em Fort Worth no grid atual e só perde para Helio Castroneves (4) na história.

Dixon venceu pela segunda semana consecutiva e chegou aos 43 triunfos, se isolando na terceira posição da história da Indy, atrás de AJ Foyt (67) e Mario Andretti (57).

Dixon ainda chegou a 232 largadas seguidas na Indy, a segunda maior sequência da história. O líder é justamente seu ex-companheiro de Ganassi. Tony Kanaan tem 292 com o GP do Texas.

Graham Rahal é a regularidade em pessoa em 2018. Já são oito top-10 em nove corridas para o americano. Sabe quem está junto dele nessa? Sim, Dixon.

 

 

 


Campeão em 2016, Simon Pagenaud finalmente conquistou seu primeiro pódio em 2018 com o 2º lugar no Texas. Enquanto isso, Alexander Rossi foi top-3 pela quinta vez no ano, líder no quesito.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Lucas Di Grassi acabou com a sequência de segundos lugares na FE ao vencer o eP de Zurique. E alcançou um feito inédito: o brasileiro é o primeiro piloto da história da Fórmula E a ir ao pódio em cinco corridas seguidas. O recorde anterior já era de Lucas, que bebeu champanhe em quatro oportunidades consecutivas na temporada 2015-16. E Di Grassi se juntou a Sam Bird como os únicos dois pilotos a conquistarem vitórias nas quatro primeiras temporadas da categoria elétrica.
 

Reportagem produzida por Evelyn Guimarães, Gabriel Curty, Vitor Fazio, Pedro Henrique Marum e Victor Martins.

Fotos: McLaren, Mercedes, Ferrari, AFP e Indycar.