Em ano de estabilidade e transição, regulamento técnico da F1 prevê apenas mudanças sutis

As breves alterações previstas no regulamento técnico para a temporada 2016 deixaram os carros muito semelhantes aos de 2015, com as principais mudanças imperceptíveis a olho nu

Fernando Silva, de Sumaré

Temporada nova, regulamento técnico quase todo antigo. O Mundial de F1 em 2016 chega com suas normas no que diz respeito aos componentes e medidas do carro praticamente inalteradas em relação ao ano passado. Na prática, tal fator ajudou muito as equipes em um ano considerado de transição e com poucas mudanças, sendo a mais relevante delas a escolha dos pneus para cada fim de semana de GP. No que diz respeito às novas configurações do treino classificatório, agora no formato ‘dança das cadeiras’, tais determinações são abordados pelo regulamento esportivo.

Ocorre que a estabilidade nas normas técnicas permitiu aos times manterem suas respectivas bases nos bólidos deste ano. Tanto foi assim que praticamente nenhum time mudou radicalmente seu carro em relação ao ano passado — a Ferrari, neste quesito, foi quem mais mudou, ao menos visualmente.

Mas não deixa de ser algo salutar, tendo em vista que a F1 viverá uma pequena revolução com seu regulamento a partir da temporada 2017, que vai buscar colocar na pista carros mais rápidos e de pilotagem mais desafiadora. Tudo para garantir um esporte melhor e mais atraente aos fãs e também aos pilotos e montadoras envolvidas.

O livro de regras técnicas do Mundial de F1 para 2016 compreende nada menos do que 20 artigos que ditam as normas sobre os seguintes elementos: definições gerais, princípios gerais, carenagem e dimensões, peso, unidade de potência, sistema de combustível, óleo e sistemas de refrigeração, sistemas elétricos, sistema de transmissão, suspensão e sistemas de direção, sistema de freios, pneus e rodas, cockpit, equipamentos de segurança, construção do carro, teste de impacto, teste de estrutura, teste de carga, combustível e câmeras de televisão e transponders de cronometragem.

Além disso, o regulamento também traz apêndices que tratam, via de regra, das especificações das unidades motrizes híbridas que empurram os carros da F1 atual.

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