Haas F1 Team

A única equipe 100% estreante da F1 em 2016 é também a grande incógnita: ninguém sabe se a Haas pontuará com frequência ou se será última em todos GPs. A ambição, todavia, é uma certeza: Gene Haas quer ver os Estados Unidos tendo sucesso no certame

Vitor Fazio, de Porto Alegre

Quem disser que sabe o que esperar da Haas em 2016 estará mentindo. A equipe, que prometeu mundos e fundos, teve uma pré-temporada bastante conturbada e certamente não conseguiu se consolidar como o fenômeno que parcela do público imaginava. E os representantes dos Estados Unidos já perceberam que as coisas não são tão simples assim na Europa.

No papel, a equipe tem um conjunto promissor. Romain Grosjean traz o talento, Esteban Gutiérrez traz o dinheiro e consolida os laços com a Ferrari. Os italianos, aliás, cedem seu  bom motor e sua caixa de câmbio em troca de uma parceria técnica. O problema é que, nos outros aspectos, a equipe parece um pouco crua: na aerodinâmica, percebe-se que o bico do carro não é tão desenvolvido quanto o das rivais. Isso só se aprende com o tempo.

A sorte é que a Haas tem tempo de sobra. A equipe claramente quer se firmar na F1 ao longo prazo e é normal que os primeiros passos sejam um pouco difíceis. Mas é preciso ter paciência: um ano de estreia ruim, brigando só com a Manor, não significa que todo o projeto esteja fadado ao fracasso.

 

Sede: Kannapolis, Estados Unidos; Banbury, Inglaterra
Carro: VF-16
Motor: Ferrari
Principais dirigentes: Gene Haas, Guenther Steiner
Piloto reserva: Charles Leclerc, Santino Ferrucci
Melhor tempo em Barcelona: 1min25s255 (pneus macios)

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