Scuderia Toro Rosso

Os planos de chegar ao top-5 do Mundial foram frustrados pelo motor Renault. Para esta nova temporada, a Toro Rosso mantpem os talentosos Max Verstappen e Carlos Sainz, mas agora empurrados pela Ferrari

Fernando Silva, de Sumaré

Se dependesse só de talento bruto, a Toro Rosso poderia facilmente ser uma das postulantes ao título do Mundial de F1. A sua dupla de pilotos é a mais jovem da história, mas reúne dois potenciais campeões do mundo. O chassi é desenvolvido pelo novo mago da aerodinâmica, James Key. A estrutura é boa e, embora sem reunir o mesmo aporte financeiro da matriz Red Bull, dá a segurança para trabalhar com tranquilidade. Faltava mesmo um motor confiável e forte. Faltava.

A crise dos motores, que quase levou a Red Bull a retirar do grid sua própria equipe e também a Toro Rosso, levou os taurinos de Faenza a adotar uma solução ousada: fim da parceria com a Renault e o retorno da aliança com a Ferrari. Foi empurrado pelo motor de Maranello que Sebastian Vettel deu à Toro Rosso sua única vitória na F1, no GP da Itália de 2008.

Mas neste ano, a Toro Rosso vem com o motor Ferrari usado no ano passado. Um fator que pode se converter em vantagem no começo, mas a defasagem fatalmente vai pesar contra Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. Por isso, a estabilidade do chassi é fundamental para que o time possa somar pontos necessários e sonhar com algo melhor que o sétimo lugar no Mundial de Construtores de 2015.

O início da trajetória do novo STR11 mostrou um carro muito bem nascido e confiável, sendo o segundo modelo com mais quilometragem nos testes de Barcelona, ficando só atrás da Mercedes. O talento sobra para Verstappen e Sainz. Se finalmente a Toro Rosso entregar um conjunto à altura da capacidade da dupla, Faenza vai ser o palco de muitas comemorações em 2016.

Sede: Faenza, Itália
Carro: STR11
Motor: Ferrari (especificação 2015)
Principais dirigentes: Dietrich Mateschitz, Franz Tost, James Key
Piloto reserva: Pierre Gasly
Melhor resultado: 8º no Mundial de Pilotos, 6º no Mundial de Construtores
Em 2015: 7ª no Mundial de Construtores (67 pontos)
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s134 (Carlos Sainz Jr., 5º, pneus ultramacios)

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