F1 muda para tirar domínio da Mercedes. Parece que deu certo

O novo regulamento trouxe carros maiores e diferentes, a chance de a Ferrari brigar com a Mercedes, o respiro da Williams e a dúvida da Red Bull, mas a mesma agrura da McLaren com a Honda

Victor Martins, de São Paulo

 

TODA GRANDE MUDANÇA que é feita no regulamento de um campeonato de F1 tem, seja explícita ou desveladamente, a proposta de fazê-lo competitivo entre duas ou mais equipes ou tirar a equipe que está ganhando da zona de conforto e glória. No caso de 2017, as alterações na concepção dos carros previamente estabelecidas coincidiram com a troca recente no comando da categoria. Seja para o olhar mais leigo – que deve achar que tudo se foi junto com Bernie Ecclestone – ou para o fã ferrenho – que já sabe do Liberty Media e do moustache de Chase Carey –, há no horizonte uma pequena revolução.

Só que também houve uma mudança leve dentro desta pequena revolução: era dado como certo que a Red Bull seria a grande beneficiada com os carros e pneus mais largos e os ‘novos’ restritos penducarilhos e aletas. Os desenhos feitos pelas crias de Adrian Newey não poderiam sair mal feitos. Até pode ser que a equipe de fato se aproveite – e esta é a grande dúvida da temporada –, mas o que tem mais ar de verossimilhança, quase pendendo para verdade, é que a Ferrari soube, ao preferir um silêncio quase monasterial, fazer um trabalho esperado desde os tempos de Michael Schumacher

 

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