Red Bull gera incógnita: está atrás ou é blefe puro?

Após os testes pré-temporada, a Mercedes continuou com o posto de grande favorita, mas com a Ferrari mostrando ritmo ameaçador. A Red Bull não andou no mesmo ritmo. Mas não se sabe se é real

Nathalia De Vivo, de São Paulo

 

O início da temporada 2017 da F1 já está virando a esquina. Neste final de semana, os pilotos enfim vão para a pista para a etapa inaugural do calendário, que acontece na Austrália.

Durante duas semanas, a categoria teve Barcelona como palco para realizar os testes pré-temporada. Por oito dias, os pilotos e equipes andaram com os carros seguindo o novo regulamento técnico.

Com mudanças expressivas, como alteração na aerodinâmica e pneus mais largos, os carros mais rápidos puderam mostrar algumas coisas de força do grid. A Mercedes ainda permanece como equipe a ser batida na temporada, mas a Ferrari mostrou ter ritmo para acompanhar a equipe alemã.

Entretanto, um time a ser observado de perto é a Red Bull. Como toda pré-temporada, a equipe tem escondido os seus truques na manga. Com uma dupla forte, Daniel Ricciardo e Max Verstappen, deve vir para também incomodar Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.

Os titulares da escuderia das bebidas energéticas roubaram a cena no campeonato de 2016. A começar pelo jovem holandês, que venceu a primeira corrida após ter sido promovido para a equipe principal, no GP da Espanha.

 

Isso fez com que todas as atenções se voltassem para o filho de Jos. Enquanto isso, a vitória de Daniel também viria, só que mais perto do final da temporada, na Malásia.

É inegável que, especialmente no último ano, a Red Bull tem sido a equipe que mesmo que não tenha ficado no caminho da Mercedes, se fez presente no grid e mostrou sempre estar competitiva. No campeonato passado, inclusive, terminou o Mundial de Construtores à frente da Ferrari.

Já neste ano, o time italiano mostrou durante os testes pré-temporada que é o favorito para bater o domínio absoluto das 'Flechas de Prata'. Mas um fato é real: os resultados das atividades pré-campeonato nem sempre refletem o desempenho ao longo do ano.

Basta pegar o desempenho da Red Bull em 2016. Os tempos dos oito dias combinados mostraram um Ricciardo apenas com a nona melhor marca do grid, enquanto Daniil Kvyat, que ainda defendia a equipe principal, era o 13º.

Mas isso nem de longe espelhou a performance do time ao longo da temporada. Com 16 pódios e duas vitórias, uma do australiano e uma de Verstappen, que seria promovido no meio do campeonato, a equipe acabou o ano com 468 pontos e na segunda colocação, atrás apenas da Mercedes.

 

 

 

 

 

Na temporada 2017, então, os resultados podem se repetir. Principalmente se levar em conta o fato de que o regulamento técnico ter sofrido grandes mudanças e todas as equipes terão que se adaptar e tirar o melhor de seus carros, e Adrian Newey é famoso por tirar os seus coelhos da cartola.

Ainda, a escuderia taurina conta com uma das duplas mais fortes do grid. Apesar de grande favorita, a Mercedes conta com o recém-chegado Valtteri Bottas, enquanto a Red Bull pode apostar no entrosamento e constância de seus titulares para caçar bons resultados para este ano.

Ricciardo chegou até a admitir que, mesmo que não gostasse de ser batido pelo jovem colega, não veria problema em ter uma disputa saudável pelo título. O australiano afirmou ainda que, em um embate justo, parabenizaria o jovem Verstappen pela conquista.

O discurso neste começo de ano dos dois pilotos é de que o RB13 ainda não está à altura nem de Mercedes, nem da provável surpresa Ferrari. Verstappen, aliás, já fala que a evolução ao mesmo patamar será no segundo semestre. Ricciardo tem adotado o discurso de "vou me divertir" na prova de seu país. Até agora, ninguém sabe se é fato ou jogada de marketing. Coisa que ninguém faz melhor que a Red Bull.

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