Andretti Autosport

A Andretti precisa mostrar que é a terceira força do campeonato e pode brigar com Penske e Ganassi. O problema está na Honda

Gabriel Curty, de São Paulo &
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

O começo da Andretti em 2016 é aparentemente melhor do que era quando 2015 se avizinhava. O motor Honda ainda é mais lento que o da Chevrolet, mas a distância agora pode ser mais facilmente encurtada por um bom chassi. A Andretti ainda entra atrás de Penske e Ganassi, mas mostrou alta capacidade de fazer voltas rápidas. A consistência em corrida ainda é o que separa a equipe do título. Agora há também a parceria com a Bryan Herta, que virou um braço do time. Alexander Rossi, ex-F1, irá guiar no #98.

O ano da Andretti foi ficando ligeiramente melhor conforme se aproximou do fim. Ryan Hunter-Reay venceu dois ovais - duas das quatro últimas corridas do ano. Antes, Carlos Muñoz vencera uma das provas em Detroit.

Que o time também se recupere da tragédia fatal de Justin Wilson, que fazia seu primeiro ano na equipe de Michael Andretti quando morreu nas 500 Milhas de Pocono ano passado.Tem tudo para ser um ano mais forte da Andretti.

Sede: Indianápolis, Indiana
Motor: Honda
Principais dirigentes: Michael Andretti e JF Thormann
Melhor Resultado: Campeã de pilotos – 4 vezes (última em 2012)
Resultado em 2015: 6º lugar (Ryan Hunter-Reay), 9º lugar (Marco Andretti) e 13º lugar (Carlos Muñoz)

 

#28 RYAN HUNTER-REAY


17 de dezembro de 1980 (35 anos), Dallas, Estados Unidos
186 GPs
16 vitórias
33 pódios
6 poles
Melhor resultado: campeão em 2012
Em 2015: 6º Colocado (435 pontos)

Ryan Hunter-Reay ter terminado a temporada 2015 na sexta colocação foi praticamente um milagre. Para se ter ideia de como o desempenho do americano foi esquisito, até a corrida em Milwaukee – 12ª etapa –, Hunter-Reay só tinha ficado no top-5 no Alabama e aparecia bem atrás de seus companheiros. Porém, as vitórias em Iowa e Pocono e o segundo lugar em Sonoma alavancaram o campeão de 2012 que fechou o ano em alta.

A meta para Hunter-Reay é começar o ano de forma melhor. Ao menos em Phoenix, a Andretti deu claros sinais de evolução. E aí pode estar o trunfo para o #28 que venceu a Indy 500 de 2014 novamente se tornar um dos nomes mais temidos da categoria.

 

#27 MARCO ANDRETTI


13 de março de 1987 (29 anos), Nazareth, Estados Unidos
168 GPs
2 vitórias
20 pódios
4 poles
Melhor resultado: Quinto colocado em 2013
Em 2015: 9º colocado (429 pontos)

O desempenho de Marco Andretti em 2015 merece uma análise cuidadosa. A primeira impressão que fica de um nono lugar na classificação final não é das melhores, mas, apesar dos resultados apenas medianos, a postura do americano acabou chamando a atenção. Marco pareceu muito mais maduro do que em anos anteriores, foi extremamente inteligente para garantir os pódios em Detroit e Fontana e foi o único piloto do grid que não tomou volta do líder em nenhuma etapa.

Andretti já conseguiu mudar sua postura na pista e dá claras mostras de maturidade. Para 2016, o americano precisa aliar essa nova característica ao seu arrojo e velocidade para, enfim, poder alçar voos maiores.

#34 CARLOS MUÑOZ


2 de janeiro de 1992 (24 anos), Bogotá, Colômbia
37 GPs
1 vitória
5 pódios
0 pole
Melhor resultado: 8º colocado em 2014
Em 2015: 13º colocado (349 pontos)

Carlos Muñoz não teve um 2015 muito positivo. O colombiano foi a cara da Andretti no último campeonato, por muitas vezes ficando no pelotão de trás e vivendo de lampejos. Em um desses lampejos, entretanto, Muñoz teve um grande momento: sua primeira vitória na Indy. Com a combinação de um ótimo trabalho da equipe com uma pilotagem perfeita, Muñoz puxou a dobradinha com Marco na corrida 1 em Detroit.

Apesar de um ano irregular, Muñoz ainda é um piloto bastante promissor. Fica claro que o colombiano precisa de um bom equipamento, mas, contando com a evolução da Andretti, deve incomodar e aparecer constantemente entre os primeiros colocados.

 

#26 ALEXANDER ROSSI


25 de setembro de 1991 (24 anos), Nevada City, Estados Unidos
Estreante
Em 2015: 20º na F1 (0 ponto)

Alexander Rossi é uma adição e tanto para o grid da Indy. Piloto norte-americano de muito potencial, Rossi brilhou na GP2 em 2015, terminando o ano com o vice-campeonato. Na F1, pela Manor, impressionou pela maturidade e pela velocidade com que superou o mais experiente Will Stevens.

As expectativas em cima de Rossi, por tudo que fez na GP2 e na F1, são elevadíssimas, mas é sempre bom pontuar que a realidade na Indy é outra. O grande desafio do norte-americano, por enquanto, será rapidamente se adaptar aos ovais, para aproveitar o potencial da Andretti. Em Phoenix, Rossi não foi à pista, guardado pela equipe para iniciar o trabalho em um circuito de rua.