Chip Ganassi Racing

A equipe mais vitoriosa dos últimos tempos mantém uma dupla principal e outra alternativa, receita de sucesso no ano passado. É a força a ser batida

Gabriel Curty, de São Paulo &
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

A Ganassi entra na temporada 2016, mais uma vez, com quatro carros. Porém, a não ser que Tony Kanaan prove que pode guiar o #10 da forma como Dario Franchitti costumava fazer, Scott Dixon vai continuar sendo a grande ameaça à velocidade do quarteto da Penske. No ano passado, apenas na última corrida Dixon encostou e frustrou os planos de Montoya e da rival.

O motor Chevrolet continua sendo mais forte - apesar da abertura dada à Indy para a evolução da Honda - o que separa a Ganassi e a Penske das rivais com mais condições financeira. Na pré-temporada, embora não tenha liderado qualquer sessão, a Ganassi sempre esteve próximo aos primeiros colocados - quase sempre com Dixon, Kanaan e Charlie Kimball, com Max Chilton ainda tentando entrar em forma. Para o quatro vezes campeão Dixon, é, sim, um ano de defesa de título, mas também de enfim vencer a Indy 500 em sua 100ª edição.

Sede: Indianápolis, Indiana
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Chip Ganassi, Felix Sabates, Steve Lauletta e Mike Hull
Melhor Resultado: campeã de pilotos – 11 vezes (última em 2015)
Resultado em 2015: campeã (Scott Dixon), 8º lugar (Tony Kanaan),12º lugar (Charlie Kimball), 20º lugar (Sage Karam) e 25º lugar (Sebastián Saavedra)

 

#9 SCOTT DIXON


22 de julho de 1980 (35 anos), Brisbane, Austrália (naturalizado neozelandês)
256 GPs
38 vitórias
84 pódios
25 poles
Melhor resultado: tetracampeão em 2003, 2008, 2013 e 2015
Em 2015: campeão (556 pontos)

Scott Dixon é um piloto absurdamente talentoso. Conhecido por sua capacidade muito acima da média de controlar consumo de pneus e combustível, o neozelandês fez dessa uma de suas grandes armas para assegurar o tetracampeonato da Indy em 2015. Com duas vitórias em provas pouco empolgantes e mais um triunfo na decisão, Dixon acabou com a festa da Penske e recolocou a Ganassi no topo.

É impossível formar uma lista de favoritos ao título e não incluir Dixon. Com a Ganassi prometendo mais um bom ano, o calculista neozelandês tem tudo para brigar na ponta outra vez.

 

#10 TONY KANAAN


31 de dezembro de 1974 (41 anos), Salvador, Brasil
311 GPs
17 vitórias
72 pódios
15 poles
Melhor resultado: campeão em 2004
Em 2015: 8º colocado (431 pontos)

A temporada 2015 de Tony Kanaan foi cheia de altos e baixos. Apesar de um bom número de pódios – três –, o brasileiro não conseguiu vencer nenhuma corrida, batendo na trave em Fontana. Os fracos resultados em quase metade das provas, porém, acabaram derrubando o piloto para o oitavo lugar na classificação final.

Apesar de ter sido o segundo melhor piloto da Ganassi no campeonato, Kanaan tem bagagem e resultados suficientes para se credenciar a buscar algo mais. O campeão de 2004 tem bom carro e talento para tentar vencer corridas e, quem sabe, triunfar mais uma vez nas 500 Milhas de Indianápolis, onde venceu em 2013 com a modesta KV.

#83 CHARLIE KIMBALL


20 de fevereiro de 1985 (31 anos), Chertsey, Inglaterra
84 GPs
1 vitória
6 pódios
0 pole
Melhor resultado: 9º colocado em 2013
Em 2015: 12º colocado (372 pontos)

Charlie Kimball é sempre o piloto mais contestado da Ganassi. Partindo para sua sexta temporada completa na categoria, o americano ainda não conseguiu engrenar. Para se ter ideia de quão fraco o ano de 2015 foi para Kimball, basta ver que, apesar de ir ao pódio nas duas provas de pontuação dobrada – Indy 500 e Sonoma –, o piloto do #83 sequer ficou no top-10 na classificação.

Com a Ganassi vindo de mais um título com Dixon, Kimball precisa dar uma resposta. Sem vencer desde Mid-Ohio 2013, o norte-americano precisa, ao menos, ir ao pódio com mais frequência, para ver se consegue ter, com regularidade, um ritmo parecido com o imposto por Dixon e Kanaan.

#8 MAX CHILTON


21 de abril de 1991 (24 anos), Redhill, Inglaterra
Estreante
Em 2015: 5º colocado na Indy Lights (258 pontos)

Max Chilton é uma das grandes novidades da temporada 2016 da Indy. Com passagem pela F1 em 2013 e 2014 – quando chamou a atenção pelo baixíssimo índice de abandonos –, o inglês foi para a Indy Lights em 2015 e pouco impressionou, vencendo apenas a corrida da categoria em Iowa. 

Mesmo com o primeiro ano nos EUA pouco positivo, Chilton é um cara para se prestar atenção. Experiente e com destaque em categorias como a GP2, o inglês pode ser bastante útil para ajudar a Ganassi na briga ferrenha com Penske e Andretti.