Team Penske

Na hora H, a Penske se curva à Ganassi mesmo tendo uma esquadra muito mais forte. É o que motiva ainda mais Roger Penske e sua trupe

Gabriel Curty, de São Paulo &
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

A Penske passou a pré-temporada de 2016 deixando a mesma sensação de quando as atividades começaram em 2015. Claro, isso é o sinal de um trabalho que vem sendo muito bem feito pelos lados do time de Roger Penske, mas é bom lembrar que a Ganassi acabou vencendo o campeonato passado mesmo sem o melhor carro quando Scott Dixon bateu a carteira de Juan Pablo Montoya em Sonoma.

Nos testes em Phoenix, sessões lideradas por Helio Castroneves - duas inclusive - e por Simon Pagenaud. Dona dos treinos no ano passado, a Penske começa o ano mostrando novamente que pode ser mais rápida contra o relógio. Enquanto Castroneves marcou a volta mais rápida da história da pista, Pagenaud foi quem mais acumulou quilometragem. Alguns problemas de confiabilidade notados não mudam o que foi visto: a Penske de Montoya, Power, Castroneves e Pagenaud tem novamente o carro mais veloz do grid.

Sede: Mooresville, Carolina do Norte
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Roger Penske, Nick Goozee, Nigel Beresford
Melhor Resultado: Campeã – 12 vezes (última em 2014)
Resultado em 2015: 2º lugar (Juan Pablo Montoya), 3º lugar (Will Power), 5º lugar (Helio Castroneves) e 11º lugar (Simon Pagenaud)

#2 JUAN PABLO MONTOYA


20 de setembro de 1975 (40 anos), Bogotá, Colômbia
75 GPs
14 vitórias
23 pódios
17 poles
Melhor resultado: campeão em 1999
Em 2015: vice-campeão (556 pontos)

Juan Pablo Montoya quase não poderia ter tido um 2015 melhor do que foi. Quase porque, aos 45 do segundo tempo, o colombiano perdeu a liderança que segurou durante o ano inteiro, chegando em sexto em Sonoma e vendo Scott Dixon ser campeão. Montoya, porém, foi o grande destaque do campeonato, extremamente regular e muito rápido.

Por ser muito veterano e vencedor, é difícil imaginar Montoya sentindo o baque da perda do título e começando 2016 mal. Desta forma, o colombiano precisa ser olhado com muito carinho, já que corre pela fortíssima Penske e já provou outras vezes que pode repetir o título de 1999.

 

#12 WILL POWER


1º de março de 1981 (35 anos), Toowoomba, Austrália
157 GPs
25 vitórias
48 pódios
41 poles
Melhor resultado: campeão em 2014
Em 2015: 3º colocado (493 pontos)

Will Power foi um dos pilotos que mais oscilaram na temporada 2015 da Indy. O relaxamento natural pelo título finalmente conquistado em 2014 e a dificuldade para encaixar uma sequência de boas corridas foram fatores determinantes para que isso acontecesse. Mesmo com tantos tropeços, Power se colocou sete vezes dentro do top-5 e, assim, fechou a temporada em um ótimo terceiro lugar geral.

Com equipamento forte, experiência, bagagem pelo título de 2014 e buscando um pouquinho mais de consistência, 2016 tem tudo para ser um grande ano para o australiano que, cada vez menos, sofre nas corridas em ovais.

 

#3 HELIO CASTRONEVES


10 de maio de 1975 (40 anos), Ribeirão Preto, Brasil
308 GPs
29 vitórias
86 pódios
49 poles
Melhor resultado: quatro vezes vice-campeão em 2002, 2008, 2013 e 2014
Em 2015: 5º colocado (453 pontos)

Pela primeira vez desde 2011, Helio Castroneves passou um campeonato inteiro sem vencer corrida. Porém, isso passa longe de mostrar que o tempo do brasileiro na Indy acabou. O #3 da Penske cravou impressionantes quatro poles e foi ao pódio em cinco oportunidades, fechando mais um ano dentro do top-5 na classificação final.

Dono de três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, Castroneves certamente é um dos pilotos que mais aguarda a histórica centésima edição da prova e, indiscutivelmente, um dos principais favoritos. 2016 pode ser, também, o ano da consagração de Helio, que segue em busca de um título na Indy.

 

#22 SIMON PAGENAUD


18 de maio de 1984 (31 anos), Poitiers, França
85 GPs
4 vitórias
12 pódios
1 pole
Melhor resultado: Terceiro colocado em 2013
Em 2015: 11º colocado (384 pontos)

Simon Pagenaud foi a maior decepção da temporada 2015 da Indy. Vindo de três anos consecutivos no top-5 da categoria com a mediana Schmidt Peterson, o francês não conseguiu passar nem perto de repetir o desempenho na Penske e só foi ao pódio em duas oportunidades, o ano inteiro aparecendo atrás dos companheiros de equipe.

Para 2016, Pagenaud precisa mostrar serviço. Apesar de comprovado talento na SPM e até em momentos da temporada 2015 com a Penske, o francês já não é mais nenhum garoto – tem 31 anos – e, se quiser permanecer no time de Roger Penske, vai precisar de resultados.