Quem é quem: equipes e pilotos da temporada 2018 da Indy

Cheio de equipes novas, o grid da Indy ganha corpo para 2018 mesmo com a saída de dois carros da Ganassi e um da Penske

Gabriel Curty, de São Paulo,
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro &
Rodrigo Berton, de São Paulo
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PENSKE

Sede: Mooresville, Carolina do Norte
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Roger Penske e Tim Cindric
Em 2017: Campeão (Josef Newgarden)
Melhor resultado: 15 títulos (1977-1979, 1981-1983, 1985, 1988, 1994, 2000, 2001, 2006, 2014, 2016 e 2017)
 
Campeã em três das últimas quatro temporadas, não há dúvidas sobre quem foi a grande beneficiária da Era dos Kits Aerodinâmicos. A Penske é a equipe de maior força da Indy recentemente e tem um trio de pilotos completamente premiado com troféus na última meia década. Nos testes coletivos abertos da Indy, em Phoenix, a Penske apareceu como a segunda força do grid. Mas com Josef Newgarden, Simon Pagenaud e Will Power a bordo no 50º ano de história da equipe é difícil resistir ao impulso de dizer que o time de Roger Penske é favorito.

#1 JOSEF NEWGARDEN

22 de dezembro de 1990 (27 anos), Hendersonville, Estados Unidos

100 GPs
7 vitórias
20 pódios
2 poles
Melhor resultado: Campeão em 2017
Em 2017: Campeão (642 pontos)

Chegou a vez de Josef Newgarden estabelecer sua era na Indy. O excelente americano foi campeão logo em seu primeiro ano de Penske e dá toda pinta de que ainda vai conquistar mais muitos outros canecos pela principal equipe do grid. Será que já vem o bi? É o favorito.

#12 WILL POWER

1º de março de 1981 (37 anos), Toowoomba,
Austrália

189 GPs
32 vitórias
62 pódios
49 poles
Melhor resultado: campeão em 2014
Em 2017: 5º colocado (562 pontos)

Não é de hoje que Will Power precisa de consistência. Antes, era o piloto que só andava bem em circuitos mistos e de rua, agora, não escolhe mais pista para oscilar enlouquecidamente. Vencedor de três corridas em 2017, poderia muito bem ter ameaçado mais Newgarden, mas ficar sete vezes fora do top-10 jogou bem contra o veterano. Obviamente está no páreo em 2018.

#22 SIMON PAGENAUD

18 de maio de 1984 (33 anos), Poitiers, França

118 GPs
11 vitórias
26 pódios
10 poles
Melhor resultado: campeão em 2016
Em 2017: vice-campeão (629 pontos)

Simon Pagenaud vem de uma temporada de altos e baixos. Após parecer desligado da briga pelo título por mais da metade do campeonato, o francês acordou e, especialmente após o toque recebido em Gateway, ficou mordido. Chegou até a ameaçar o caneco de Newgarden e, com o mesmo equipamento que o rival, é candidato mais do que natural ao bicampeonato em 2018.

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GANASSI

Sede: Indianápolis, Indiana
Motor: Honda
Principais dirigentes: Chip Ganassi, Félix Sabates e Rob Kauffman
Em 2017: 3º lugar (Scott Dixon)
Melhor resultado: 10 títulos (1996-1999, 2003, 2008-2011, 2013 e 2015)

A Ganassi cortou gastos e agora administra apenas dois carros na pista em vez dos quatro do ano passado. Tony Kannan nunca conseguiu dar grandes retornos de resultado e Charlie Kimball e Max Chilton estavam um passo atrás. Agora, Ed Jones, que mostrou talento na Dale Coyne em 2017, será o piloto que o time de Chip Ganassi tentará fazer evoluir. Mais do que nunca, no entanto, o time será conduzido na conta e risco por Scott Dixon na nova temporada.

#9 SCOTT DIXON

22 de julho de 1980 (37 anos), Brisbane, Austrália (naturalizado neozelandês)

289 GPs
41 vitórias
95 pódios
28 poles
Melhor resultado: tetracampeão em 2003, 2008, 2013 e 2015
Em 2017: 3º colocado (621 pontos)

O que dizer da temporada 2017 de Scott Dixon? Com bem menos equipamento, lutou quase que de igual para igual com Newgarden até o fim e chegou em Sonoma ainda com chances reais de título. Em 2018, com kits universais e uma Ganassi que parece cada vez mais virar a Chip Dixon Racing, é muito candidato ao penta.

#10 ED JONES

12 de fevereiro de 1995 (23 anos), Dubai, Emirados Árabes (naturalizado britânico)

17 GPs
0 vitória
1 pódio
0 pole
Melhor resultado: 14º em 2017
Em 2017: 14º colocado (354 pontos)

Ed Jones chegou cercado de desconfiança no grid da Indy, mas ganhou seu espaço em 2017. Atuações consistentes e um brilho intenso nas 500 Milhas de Indianápolis transformaram o jovem piloto em um dos nomes do mercado para 2018. Agora, com a Ganassi, deve ter como meta fechar o ano ao menos no top-10.

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RLL

Sede: Brownsburg, Indiana
Motor: Honda
Principais dirigentes: Bobby Rahal, David Letterman e Mike Laningan
Em 2017: 6º lugar (Graham Rahal)
Melhor resultado: 1 título (1992)

Ninguém foi mais rápida nos testes coletivos do oval de Phoenix do que a Rahal Lannigan Letterman. Após anos com apenas um carro regular na pista ou com um novato em parte da temporada, em 2018 a RLL terá Graham Rahal e o atual vencedor da Indy 500 Takuma Sato. Sato liderou dois dos três dias, enquanto Rahal liderou o outro - e neste o japonês completou uma dobradinha. O crescimento da RLL nos últimos três anos é inegável, mas a promessa para 2018 é de que a parceria entre Bobby Rahal e David Letterman dê mais um passo à frente.

#15 GRAHAM RAHAL

4 de janeiro de 1989 (29 anos), Columbus, Estados Unidos

179 GPs
6 vitórias
26 pódios
3 poles
Melhor resultado: 4º colocado em 2015
Em 2017: 6º colocado (522 pontos)

Já faz tempo que Graham Rahal merece ser tratado com respeito no grid da Indy. Após a terceira temporada seguida em altíssimo nível, dá para dizer que o americano é um dos candidatos a surpreender em 2018 com a RLL. Aliás, é em ano de mudanças drásticas no regulamento que surpresas costumam acontecer...

#30 TAKUMA SATO

28 de janeiro de 1977 (41 anos), Tóquio, Japão

135 GPs
2 vitórias
6 pódios
7 poles
Melhor resultado: 8º colocado em 2017
Em 2017: 8º colocado (441 pontos)

A quantidade absurda de pontos conquistados a partir das 500 Milhas de Indianápolis passa uma impressão levemente equivocada do que foi a temporada de Takuma Sato. O melhor campeonato – em pontos – do japonês na Indy não foi lá essas coisas, como não foi essas coisas o ano da Andretti, em geral. Ainda bem inconsistente, Sato tenta acertar na veia a temporada pelo novo segundo carro da RLL.

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ANDRETTI

Sede: Indianápolis, Indiana
Motor: Honda
Principais dirigentes: Michael Andretti e JF Thormann e Rob Edwards
Em 2017: 7º lugar (Alexander Rossi)
Melhor resultado: 4 títulos (2004, 2005, 2007, 2012)

Se existe uma temporada para a Andretti voltar a figurar na briga pelo título da Indy, é essa. Com a inclusão dos kits universais e agora uma quadra de pilotos contra três da Penske e dois da Ganassi, o time do clã mais famoso do automobilismo norte-americano pode trabalhar para si mesmo. Como Ryan Hunter-Reay e Marco Andretti não mostraram o bastante no último ano e Zach Veach é novato, Alexander Rossi aponta como o grande cabeça do time para 2018. Serão seis anos sem título quando se aproximar o desfecho deste campeonato.

#26 ZACH VEACH

9 de dezembro de 1994 (23 anos), Stockdale, Estados Unidos

2 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 33º em 2017
Em 2017: 33º colocado (23 pontos)

Talvez Zach Veach seja a maior incógnita do grid da temporada 2018 da Indy. Pouco impressionante no Road to Indy e quase nulo em suas duas provas da categoria principal, terá provavelmente um ótimo carro em suas mãos.

#27 ALEXANDER ROSSI

25 de setembro de 1991 (26 anos), Nevada City, Estados Unidos

33 GPs
2 vitórias
4 pódios
1 pole
Melhor resultado: 7º em 2017
Em 2017: 7º colocado (494 pontos)

Olho bem aberto em Alexander Rossi, hein? O americano parece ser o piloto da Andretti mais capaz no momento e, em ano de tantas mudanças nos carros, um time desse tamanho precisa ser considerado. Alexander deve brigar, especialmente considerando que chegou com chances matemáticas de título à final de 2017 em um ano péssimo de seu time.

#28 RYAN HUNTER-REAY

17 de dezembro de 1980 (37 anos), Dallas, Estados Unidos

219 GPs
16 vitórias
40 pódios
6 poles
Melhor resultado: campeão em 2012
Em 2017: 9º colocado (421 pontos)

Ryan Hunter-Reay está longe de sua melhor fase. O campeão de 2012 não tem se encontrado há alguns anos e, hoje, parece mesmo ser uma figura de meio de pelotão na Indy. É alguém que merece respeito, mas que não surpreenderia se voltasse a andar ali no final do top-10. Pode estar perto do fim de sua trajetória na Indy.

#98 MARCO ANDRETTI

13 de março de 1987 (30 anos), Nazareth, Estados Unidos

201 GPs
2 vitórias
20 pódios
4 poles
Melhor resultado: 5º colocado em 2013
Em 2017: 12º colocado (388 pontos)

Marco Andretti parece estar perdido. Após um 2016 catastrófico, o americano até deu uma melhorada em 2017, mas seguiu bem longe do que um dia já chegou a produzir. Para se ter uma ideia do péssimo momento de Andretti, já são dois anos sem saber o que é um pódio.

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FOYT

Sede: Waller, Texas
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: AJ Foyt e Larry Foyt
Em 2017: 16º lugar (Carlos Muñoz)
Melhor resultado: 2 títulos (1996 e 1998)

Na Foyt, o momento é de esperança. Na verdade, o processo de mudança brusca começou na temporada passada, com a mudança para motor Chevrolet e da troca de pessoal na fábrica. Em 2018, a aposta foi trocar os pilotos. O 'Time Brasil' com o campeão de 2004 Tony Kanaan e o novato Matheus Leist, que impressionou na Indy Lights, é a parte mais evidente das mudanças realizadas por Larry e AJ Foyt, que começou a pré-temporada impressionando. Em Phoenix, tanto Kanaan quanto Leist andaram muito bem. No geral, foram inferiores apenas à Penske e RLL.

#4 MATHEUS LEIST

8 de setembro de 1998 (19 anos) , Novo Hamburgo, Brasil

Estreante
Em 2017: 4º colocado na Indy Lights

Matheus Leist tem tudo para construir uma bela carreira na Indy. Extremamente jovem, o gaúcho esteve na Europa até 2016 e decidiu mudar os rumos de sua carreira quando estava prestes a entrar no grid da GP3. Fechou com a Carlin e deu um verdadeiro show nos ovais da Indy Lights, vencendo até a Indy 100, principal prova da categoria. Leist deve ser um dos melhores novatos de 2018 e o companheiro ideal para Kanaan no renascimento da Foyt.

#14 TONY KANAAN

31 de dezembro de 1974 (43 anos), Salvador, Brasil

344 GPs
17 vitórias
75 pódios
15 poles
Melhor resultado: campeão em 2004
Em 2017: 10º colocado (403 pontos)

Tony Kanaan precisava respirar novos ares. Após quatro temporadas de altos e baixos na Ganassi e um 2017 bem apagado, o brasileiro tinha de buscar algum time para ser protagonista. A oportunidade veio da Foyt, em reformulação total e, agora, com kits universais. A tendência é que o veterano seja uma das boas surpresas do campeonato, já tendo andado muito bem na pré-temporada.

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SCHMIDT PETERSON

Sede: Indianapolis, Indiana
Motor: Honda
Principais dirigentes: Sam Schmidt, Rick Peterson e Davey Hamilton
Em 2017: 13º lugar (James Hinchcliffe)
Melhor resultado: 3º lugar (2013)

A SMP entra na temporada buscando mais regularidade entre seus pilotos. James Hinchcliffe é uma certeza e o bloco fundamental sobre o qual o time de Sam Schmidt de estabiliza. Três pilotos se amontoaram no outro assento em 2017 e nenhum com grande destaque, embora Mikhail Aleshin não tenha ido mal durante sua temporada e meia na esquadra. Em 2018, com o experiente Robert Wickens, a expectativa é ter a dupla mais forte dos últimos anos. Na pré-temporada, o desempenho foi nada mais que médio, mas o sonho de voltar a ter um de seus pilotos na briga pelo caneco, como Simon Pagenaud em 2014, segue viva.

#5 JAMES HINCHCLIFFE

5 de dezembro de 1986 (31 anos), Oakville, Canadá 

106 GPs
5 vitórias
14 pódios
1 pole
Melhor resultado: 8º colocado em 2012 e 2013
Em 2017: 13º colocado (376 pontos)

James Hinchcliffe é um dos bons pilotos do grid da Indy, mas sofre muito com a inconsistência. Depois de começar o ano com três top-10 – sendo um deles a vitória em Long Beach –, o canadense foi tendo altos e baixos e, junto com a totalmente irregular Schmidt Peterson, foi caindo até fechar o ano apenas em 13º. Difícil imaginar algo muito melhor em 2018 se o time não sacudir.

#6 ROBERT WICKENS

13 de março de 1989 (29 anos), Toronto, Canadá

Estreante
Em 2017: 9º colocado no DTM

Robert Wickens é uma adição interessante ao grid da Indy. Muito amigo de Hinchcliffe, o canadense espera ajudar o compatriota a subir o nível da equipe. É bom piloto e chega em boa hora, já que Mikhail Aleshin vinha destruindo carros em 2017.

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DALE COYNE

Sede: Plainfield, Illinois
Motor: Honda
Principais dirigentes: Dale Coyne
Em 2017: 14º lugar (Ed Jones)
Melhor resultado: 6º lugar (2013)

Após uma temporada 2017 em que mostrou claramente não estar mais na rabeira da Indy, a Dale Coyne tenta renovar a velocidade que encontrou. Para isso, espera ter Sébastien Bourdais por toda a temporada - num carro #18 que terá a paceria da Vasser-Sullivan. Bourdais, é bom lembrar, liderava o campeonato ano passado quando se machucou num acidente em Indianápolis. Sem Ed Jones, agora na Ganassi, a Coyne vai dividir o #19. Zachary Claman DeMelo, que sobe da Indy Lights, guia em mais corridas - 10 -; Pietro Fittipaldi chega da Europa, onde deixará temporariamente o plano da F1, para guiar em sete etapas do campeonato. A Indy 500, inclusive.

#18 SÉBASTIEN BOURDAIS

28 de fevereiro de 1979 (39 anos), Le Mans, França 

171 GPs
36 vitórias
54 pódios
33 poles
Melhor resultado: tetracampeão em 2004, 2005, 2006 e 2007 (Champ Car)
Em 2017: 21º colocado (214 pontos)

Quem olha apenas os números, não imagina o quão bem estava Sébastien Bourdais em 2017. Até estampar o muro durante a classificação para as 500 Milhas de Indianápolis – quando vinha basicamente com certeza de pole –, o francês era uma das sensações da temporada. Vencendo em St. Pete e chegando em segundo em Long Beach, Bourdais tinha tudo para deixar a Dale Coyne ainda mais acima do que ela ficou na classificação final. Certamente a equipe que mais cresceu no pelotão do fundo.

#19 PIETRO FITTIPALDI

25 de junho de 1996 (21 anos), Miami, Estados Unidos (naturalizado brasileiro)

Estreante
Em 2017: Campeão da World Series

Pietro Fittipaldi sempre deixou bem claro o desejo de chegar à F1 e, mesmo voltando agora para os EUA, mantém o sonho. De qualquer forma, engana-se quem pensa que o talentoso brasileiro não dá o devido valor à chance que está recebendo na Indy e, com uma Dale Coyne emergente, pode ter um ótimo ano nas sete provas que fará com a equipe.

#19 ZACHARY CLAMAN DE MELO

20 de abril de 1998 (19 anos), Montreal, Canadá

1 GP
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 31º em 2017
Em 2017: 31º colocado (26 pontos)

Zachary Claman de Melo não estava entre os pilotos que chamavam mais atenção no grid da Indy Lights, mas melhorou bastante em 2017. Melhorou tanto que conseguiu estrear na categoria em Sonoma e, de quebra, assinou com a Dale Coyne para 2018. O canadense estará em dez das 17 provas no #19.

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CARPENTER

Sede: Indianapolis, Indiana
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Ed Carpenter e Tim Broyles
Em 2017: 15º lugar (JR Hildebrand)
Melhor resultado: 4º lugar (2016)

Pelos lados do time de Ed Carpenter, mudanças e promoções. Spencer Pigot, que pelas últimas duas temporadas correu com o #20 em circuitos mistos e de rua substitui JR Hildebrand numa temporada completa no #21, enquanto Jordan King é o novo piloto a dividir o #20 com Carpenter. King chega de uma longa carreira na Europa e assume um carro que apresentou resultados importantes nas últimas temporadas. Os testes de Phoenix não foram excelentes, mas a Carpenter tem mesmo aparecido com melhor desempenhos em corridas que em testes. A equipe ainda terá a despedida de Danica Patrick das pistas na edição 102 das 500 Milhas de Indianápolis.

#20 ED CARPENTER

3 de março de 1981 (37 anos), Paris (IL), Estados Unidos

171 GPs
3 vitórias
7 pódios
3 poles
Melhor resultado: 12º colocado em 2009
Em 2017: 22º colocado (169 pontos)

Ed Carpenter é especialista em ovais e, desde 2014, o chefe da equipe tem se dedicado apenas a esse tipo de prova, abrindo vaga em seu carro para que outro piloto faça as corridas em circuitos mistos e de rua. O desempenho de Ed em 2017 foi decente, com momentos bem interessantes em Phoenix, na Indy 500 e no Texas.

#20 JORDAN KING

26 de fevereiro de 1994 (24 anos), Warwick, Inglaterra

Estreante
Em 2017: 11º colocado na F2

Jordan King é mais um piloto que faz o movimento de migração para os EUA. Sem muito espaço na Europa depois de anos de pelotão intermediário nas categorias de base, King vai para os mistos e circuitos de rua da Indy, guiando o #20 da Carpenter. Incógnita total.

#21 SPENCER PIGOT 

29 de setembro de 1993 (23 anos), Pasadena, Estados Unidos

22 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 20º colocado em 2017
Em 2017: 20º colocado (218 pontos)

Spencer Pigot finalmente vai ter a chance de guiar a temporada toda da Indy. Muito promissor, o americano já se consolidou nos circuitos mistos e de rua. Agora, terá a chance de descobrir os ovais e se adaptar a eles. Muito provavelmente fará mais que JR Hildebrand, titular do #21 em 2017.

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CARLIN

Sede: Delray Beach, Florida
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Trevor Carlin e Rupert Swallow
Em 2017: Não participou
Melhor resultado: Não possui

A novata Carlin migrou da Europa, onde se tornou uma companhia de sucesso permamente nas categorias de pilotos jovens, para os Estados Unidos há três anos. Primeiro na Indy Lights, tentou se adequar ao automobilismo nos Estados Unidos e conseguiu - visto os títulos de Equipe e Pilotos, com Ed Jones, em 2016. Agora, a equipe dá o passo à frente. Para tanto, puxa a dupla Max Chilton - velho conhecido da Carlin dos tempos de Europa - e Charlie Kimball, ambos de saída da Ganassi. A luta da Carlin agora é contra os nomes mais pesados.

#23 CHARLIE KIMBALL

20 de fevereiro de 1985 (33 anos), Chertsey, Inglaterra

117 GPs
1 vitória
6 pódios
1 pole
Melhor resultado: 9º colocado em 2013 e 2016
Em 2017: 17º colocado (327 pontos)

Charlie Kimball foi, provavelmente, o pior piloto da temporada 2017. Estava mais do que claro que seu ciclo na Ganassi deveria ser encerrado e, finalmente, isso aconteceu. Ambos precisavam disso. Pode ser que, assim, em uma equipe menor e com expectativas menores, o britânico volte a ter uns resultados surpreendentes. Precisa terminar mais corridas, antes de tudo.

#59 MAX CHILTON

21 de abril de 1991 (26 anos), Redhill, Inglaterra

33 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 11º colocado em 2017
Em 2017: 11º colocado (396 pontos)

Max Chilton evoluiu muito de 2016 para 2017, mas não o suficiente para permanecer na Ganassi. É bom que se diga, porém, que Max tem ações na Carlin, ou seja, a entrada da equipe no grid da Indy é ótima para ele. O desempenho do carro é uma total incógnita, mas Chilton tende a ser o melhor da equipe.

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HARDING

Sede: Indianapolis, Indiana
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Mike Harding e
Brian Barnhart
Em 2017: 23º lugar (Gabby Chaves)
Melhor resultado: 23º lugar (2017)

Em 2017, a Harding ensaiou e participou de duas etapas do campeonato além das 500 Milhas de Indianápolis. Com Gabby Chaves no comando, foi bem e alcançou dois top-10, inclusive em Indy. O desafio agora é outro e ainda com Chaves no comando do carro #88 solitário da esquadra de Mike Harding. A participação nos testes de Phoenix não foi impressionante, mas é compreensível que Chaves e a Harding passem por uma fase difícil neste começo.

#88 GABBY CHAVES

3 de julho de 1993 (24 anos), Bogotá, Colômbia

26 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 15º em 2015
Em 2017: 23º colocado (98 pontos)

Gabby Chaves era um piloto que fazia falta no grid da Indy. Muito talentoso, o agora único colombiano na temporada toda vai tentar bons resultados com a Harding. Em 2017, quando a equipe fazia experiências para se preparar para 2018, Chaves foi quase brilhante. Em três corridas, pegou top-10 na Indy 500, top-5 no Texas e classificou no top-10 em Pocono. Deve incomodar muito no pelotão intermediário em 2018.

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JUNCOS

Sede: Indianapolis, Indiana
Motor: Chevrolet
Principais dirigentes: Ricardo Juncos
Em 2017: 26º lugar (Sebastián Saavedra)
Melhor resultado: 26º lugar (2017)

O time de Ricardo Juncos é mais um daqueles que entrou no quadro ano passado ao disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Nem Spencer Pigot e nem Sebastián Saavedra estão de volta para 2018 - ao contrário, o austríaco René Binder chega da Europa e o americano Kyle Kaiser sobe da Lights. Os dois dividirão o #32 - cada um corre quatro etapas. É Kaiser quem abre os trabalhos em St. Pete.

#32 KYLE KAISER

5 de março de 1996 (22 anos), Santa Clara, Estados Unidos

Estreante
Em 2017: Campeão da Indy Lights

Kyle Kaiser é uma das principais revelações norte-americanas dos últimos anos. Mesmo sem ser brilhante, o californiano é um cara muito consistente e inteligente, algo que o fazia sobressair nas categorias do Road to Indy. Terá poucas corridas para mostrar seu potencial em 2018, mas o suficiente para, quem sabe, garantir uma vaga permanente em 2019.

#32 RENÉ BINDER

1 de janeiro de 1992 (26 anos), Innsbruck, Áustria

Estreante
Em 2017: 4º colocado na World Series

René Binder nunca foi exatamente uma grande promessa, mas sempre esteve lá, bem posicionado em categorias de base. Sem resultados muito expressivos, teve em 2017 seu melhor ano, ficando na quarta posição na temporada da World Series. Vai dividir o carro com Kaiser e seu principal desafio será superar o companheiro favorito.

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MICHAEL SHANK

Sede: Columbus, Ohio
Motor: Honda
Principais dirigentes: Michael Shank
Em 2017: Não participou
Melhor resultado: Não possui

Na equipe veterana dos protótipos, há anos o plano é participar da Indy de alguma forma - mas a participação desejada falhou clamorosamente em 2012 e 2013. No ano passado, o time entrou em parceria com a Andretti para o carro guiado por Jack Harvey na Indy 500, é verdade, porém neste 2018 finalmente a Shank irá colocar a própria marca na pista - e não só nas 500 Milhas. Harvey será o piloto do #60 em seis etapas, incluindo St. Pete e Indianápolis.

#60 JACK HARVEY

15 de abril de 1993 (24 anos), Bassingham, Inglaterra

3 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 28º em 2017
Em 2017: 28º colocado (57 pontos)

Jack Harvey entra no grupo de pilotos interessantes que não conseguem se estabelecer na Indy. Após dois ótimos anos de Lights, o britânico não conseguiu dar o passo adiante e, só em 2017, foi ter a chance em três corridas da categoria principal. Terá metade da temporada para mostrar seu valor na novata Michael Shank.