Quem é quem: equipes e pilotos da temporada 2018 da MotoGP

Juliana Tesser, de São Paulo,
Nathalia De Vivo, de São Paulo &
Rodrigo Berton, de São Paulo
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Dona de cinco títulos nos últimos seis anos, é inegável que a Honda aparece como franca favorita a triunfar mais uma vez em 2018. Em um 2017 marcado pela consistência de Marc Márquez, chega neste ano embalada pela forte e positiva pré-temporada.
 

#26 DANI PEDROSA

 

 Defendendo a Honda desde que estreou na MotoGP, em 2006, o espanhol vem para mais uma temporada com as cores do time. Após um 2017 positivo com duas vitórias e nove pódios, vem embalado de uma boa pré-temporada para tentar se destacar no pelotão.

#93 MARC MÁRQUEZ

 

Atual campeão da MotoGP, o jovem espanhol começa a temporada mais uma vez como o grande favorito a abocanhar o título. Mas com grid forte e com igualdade cada vez maior, o espanhol já previu que terá bons oponentes para este ano.

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Após um ano extremamente positivo em 2017, a Ducati quer ainda mais em 2018. De olho no título, a equipe vai contar com sua forte dupla de pilotos e grande potência de seu motor para bater de frente novamente com a Honda e aparecer na ponta do pelotão.

#4 ANDREA DOVIZIOSO

 

Com paciência para dominar a feroz moto da Ducati, 2017 mostrou ter sido o ano de Andrea Dovizioso. Após mostrar ser o cara a bater Marc Márquez de frente, o italiano chega em 2018 com mais vontade e entre os favoritos para conquistar o título.

#99 JORGE LORENZO

 

Após um difícil ano de adaptações para o espanhol na Ducati, 2018 tende a ser mais positiva para o piloto. Com resultados regulares no final de 2017, o #99 mostrou que está dominando a fera vermelha.

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Dona de 14 títulos do Mundial de Construtores da classe rainha do Mundial de Motovelocidade, a Yamaha chega à temporada 2018 precisando de uma reação. Depois de um início forte em 2017, a marca dos diapasões sofreu com uma YZR-M1 temperamental e agora tenta se reencontrar para fazer frente ao poderio de Honda e Ducati.

#25 MAVERICK VIÑALES

 

Entrando no segundo ano na Yamaha, Maverick Viñales já provou sua qualidade como piloto, mas os problemas recentes da YZR-M1 mostraram o espanhol um pouco perdido. Ainda sonhando com o título da MotoGP, o campeão de 2013 da Moto3 pressiona a fábrica nipônica para tentar voltar à forma com que iniciou o campeonato passado.

#46 VALENTINO ROSSI

 

Indo para sua 19ª temporada na MotoGP ― 23ª no Mundial de Motovelocidade ―, Valentino Rossi segue perseguindo o sonho do décimo título. Aos 39 anos, italiano segue sendo o maior nome da categoria, mas ainda tendo de enfrentar uma jovem e cada vez mais forte concorrência.

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Melhor equipe satélite do ano passado, a Tech3 entra em 2018 em alta. Com Johann Zarco se destacando mais e mais, a escuderia de Hervé Poncharal também terá a missão de promover a estreia do primeiro piloto malaio da história da MotoGP: Hafizh Syahrin. Um destaque e tanto, especialmente levando em conta que a Ásia é um dos maiores mercados de motos do mundo.

#5 JOHANN ZARCO

 

Johann Zarco tem seu passe para lá de valorizado. Depois de uma temporada de estreia praticamente irrepreensível em 2017, o francês segue mostrando bom ritmo e, por vezes, ofuscando os titulares da Yamaha. No último ano de seu contrato, o #5 deve ser um alvo para a concorrência.

#55 HAFIZH SYAHRIN

 

Um dos cinco estreantes da temporada 2018 da MotoGP, Hafizh Syahrin ganhou seu espaço no grid aos 45 minutos do segundo tempo. Anunciado em 21 de fevereiro como o substituto de Jonas Folger, o malaio mostrou boa performance nos testes coletivos, mas tem pela frente a pedreira de formar dupla com Johann Zarco.

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2018 tem tudo para ser um ano de otimismo para a equipe. Com Danilo Petrucci em grande fase e Jack Miller como novo piloto da casa, o time ainda conta com grande apoio da Ducati e estreitamentos de laços, especialmente pelo fornecimento de uma moto atual da fábrica de Borgo Panigale para o italiano.

#9 DANILO PETRUCCI

 

Para 2018, Danilo Petrucci teve seu contrato renovado para seguir na Pramac. Isso é reflexo da ótima fase que tem passado e dos grandes resultados que conquistou na última temporada, onde terminou em oitavo na classificação.

#43 JACK MILLER

 

Na classe rainha do Mundial de Motovelocidade desde 2015, essa será o primeiro ano do australiano pilotando uma moto diferente da Honda. De casa nova, terá um ano de adaptações em cima de uma Ducati.

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Equipe satélite da Honda, a LCR vai para a temporada 2018 com uma estrutura repaginada. Assim como fez em 2015, quando contou com Jack Miller, a escuderia de Lucio Cecchinello contará com dois pilotos, com o estreante Takaaki Nakagami chegando para formar par com Cal Crutchlow.

#35 CAL CRUTCHLOW

 

Dono de duas vitórias e um total de 13 pódios na MotoGP, Cal Crutchlow não fez em 2017 uma de suas melhores temporadas, mas mostrou boa performance ao longo da fase de testes. Contratado direto pela Honda, o #35 conta com as últimas novidades da fábrica da asa dourada em sua RC213V.

#30 TAKAAKI NAKAGAMI

 

Estreante na classe rainha, Takaaki Nakagami ganhou seu espaço na MotoGP muito mais pelo passaporte japonês do que pela performance exibida na Moto2, mas mostrou durante os testes que pode surpreender na divisão principal. O #30, aliás, já contou com o apoio público de Cal Crutchlow, que elogiou o novo companheiro de equipe após os testes coletivos em Buriram.

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Depois de uma bela temporada 2016, a Suzuki caiu consideravelmente de produção ao pagar o ano todo por uma escolha errada de motor. A performance foi tão discreta que a fábrica nipônica recuperou o direito de usar as concessões previstas em regulamento. Agora, porém, a marca japonesa parece ter reencontrado o caminho rumo à competitividade.

#29 ANDREA IANNONE

 

Andrea Iannone ficou bastante aquém da expectativa em sua temporada de estreia na Suzuki. Escalado para ser o protagonista do time em 2017, o italiano foi alvo de muitas criticas e chegou até mesmo a ser acusado de atuar com preguiça. Agora, com Alex Rins em ótima forma, o italiano tem de encontrar um jeito de recuperar o protagonismo perdido.

#42 ÁLEX RINS

 

No segundo ano na MotoGP, Álex Rins começa a temporada valorizado. Livre dos problemas físicos que marcaram seu ano de estreia, o espanhol se destacou na fase de testes coletivos e parece mais perto de fazer jus a expectativa que criou quando de sua passagem para a classe rainha.

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Ainda se readaptando à MotoGP, a Aprilia sentiu o calo apertar com a chegada da KTM ao Mundial. Com a RS-GP em fase de desenvolvimento, a fábrica de Noale ficou atrás da rival austríaca no Mundial de Construtores no ano passado e conta com um time ligeiramente repaginado para tentar dar a volta por cima.

#41 ALEIX ESPARGARÓ

 

Um dos pilotos mais experientes do grid, Aleix Espargaró capitaneou a Aprilia em sua estreia no time na temporada passada e segue com a missão de liderar o desenvolvimento da RS-GP. Satisfeito com a evolução do protótipo, o #41 sonha com voos maiores em 2018.

#45 SCOTT REDDING

 

Indo para seu quinto ano na MotoGP, Scott Redding chega neste ano à sua quarta equipe no Mundial, com o terceiro construtor diferente. Depois de passar por Honda e Ducati, o britânico agora tenta pegar a mão com a Aprilia e, enfim, atingir o potencial que mostrou ter nos anos de Moto2.

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A caminho de seu segundo ano na MotoGP, a KTM segue a impressionar. Dona de uma evolução meteórica no ano passado, a marca austríaca tem potencial para fazer muito mais e não deve tardar a colocar a RC16 entre as ponteiras.

#38 BRADLEY SMITH

 

Ao contrário do companheiro de equipe, Bradley Smith terá de provar seu valor. Se no ano passado o britânico permaneceu no time graças à gratidão sentida pela KTM, desta vez, o #38 terá de mostrar que merece um lugar no time de fábrica. É um momento tudo ou nada para o piloto de Oxford.

#44 POL ESPARGARÓ

 

Pol Espargaró não teve a melhor sorte na fase de testes coletivos. O catalão perdeu o último dia em Sepang por conta de um tombo e, depois, teve de ficar fora dos exercícios na Tailândia após operar uma hérnia na lombar. Líder da KTM em 2017, o irmão de Aleix se mostrou bem adaptado a RC16 e tem como meta se manter firme e forte no top-10.

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Após uma temporada regular em 2017, a Marc VDS chega em 2018 com uma equipe renovada e com duas estrelas em suas motos. Dois novatos da classe intermediária, mas que já provaram ter grande talento para merecer a vaga na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

#12 THOMAS LÜTHI

 

Após 17 anos de seu ingresso no Mundial de Motovelocidade, Tom Lüthi vê em 2018 enfim sua chance de brilhar. Aos 31 anos e acompanhado de bons resultados nas classes menores, vai fazer sua estreia na MotoGP.

#21 FRANCO MORBIDELLI

 

Atual campeão da Moto2, seu desempenho impressionante em 2017 lhe garantiu uma promoção merecida para a MotoGP. Defendendo o time desde 2016 na classe intermediária, agora terá um grande desafio nas mãos, mas conta com o importante apoio de Valentino Rossi.

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Após um 2017 apagado e sem resultados expressivos, a Avintia busca agora sua recuperação para esta temporada. Para isso, inovou totalmente sua dupla de pilotos, promovendo Xavier Simeón e trazendo Tito Rabat, campeão da Moto2 em 2014.

#10 XAVIER SIMÉON

 

No Mundial de Motovelocidade desde 2010, o belga terá sua grande chance de brilhar neste ano, com a promoção para a classe rainha. Com resultados discretos e fechando 2017 apenas em 23º na classificação, o que lhe garantiu a vaga foi um grande aporte financeiro.

#53 TITO RABAT

 

Campeão da Moto2 em 2014, estreou na classe rainha em 2016 defendendo a Marc VDS. O ano de 2018, então, marca o retorno do piloto para o time de Raúl Romero, onde fez sua entrada no Mundial de Motovelocidade em 2005.

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A maior mudança para 2018 na Aspar é a troca de nome. Em homenagem ao falecido Ángel Nieto, o time decidiu homenageá-lo e agora chama Ángel Nieto Team. Com a mesma dupla de pilotos, a equipe procura ainda melhores resultados após terminar 2017 em nona na classificação.

#17 KAREL ABRAHAM 

 

Chegando na classe rainha do mundial em 2011, tirou 2011 para competir no Mundial de Superbike. Com resultados decepcionantes, voltou para a MotoGP em 2017, onde conquistou dois top-10 e seguiu na equipe para esta temporada.

#19 ÁLVARO BAUTISTA

 

Desde 2010 na MotoGP, Álvaro Bautista aproveitou a esteira dos bons resultados de 2017 para renovar seu contrato com a equipe para 2018. Chegou a ser cogitado na Aprilia para o lugar de Sam Lowes, mas escolheu por se manter na mesma casa.