A edição rotativa

A edição 2013 das 500 Milhas de Indianápolis foi espetacular. Com recorde de ponteiros diferentes e de trocas na liderança, a prova marcou a primeira vitória de Tony Kanaan no IMS, justamente pela modesta KV

Gabriel Curty, de São Paulo
A edição 2013 das 500 Milhas de Indianápolis foi uma das melhores da história da mais tradicional prova do automobilismo norte-americano. Na oportunidade, sobraram recordes quebrados, teve show de ultrapassagens e muitas trocas de liderança. No fim, nada mais justo que uma vitória de equipe média, a KV, com Tony Kanaan.
 
A etapa desde a classificação já dava mostras de que seria animada. Para se ter uma ideia, o grid de largada teve Ed Carpenter, em sua equipe própria, saindo na pole-position. Ao seu lado, o novato Carlos Muñoz e Marco Andretti, com EJ Viso e AJ Allmendinger logo atrás. Com Penske e Ganassi para trás, estava pronta a receita para uma grande prova.
 
A largada já era o primeiro sinal da grande tônica da prova: muitas ultrapassagens e pouquíssimas voltas com bandeiras amarelas. De cara, Andretti foi para cima de Carpenter e assumiu a ponta, em uma saída limpa.
O momento da largada com Carpenter, Muñoz e Andretti
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A primeira metade da prova viu acidentes com JR Hildebrand e Sebastián Saavedra, que foi tocado por Pippa Mann. Lá no grupo da frente, o revezamento na dianteira era intenso, com Kanaan, Carpenter, Andretti e Allmendinger tendo liderado voltas.
 
A liderança de Allmendinger durou, mas o americano acabou forçado a fazer um pit-stop que não estava programado e abriu brecha para um festival de ponteiros provisórios. Além dos quatro citados acima, a Indy 500 de 2013 ainda teve como líderes de voltas: Muñoz, Ryan Hunter-Reay, Helio Castroneves, Scott Dixon, Viso, Will Power, James Jakes, James Hinchcliffe, Alex Tagliani e Townsend Bell. Isso mesmo, 14 pilotos diferentes lideraram aquela corrida, um novo recorde.
 
Com sete voltas para o fim, Graham Rahal foi para o muro, trazendo uma tardia bandeira amarela. Hunter-Reay liderava o grupo durante a paralisação, mas, assim que veio a relargada, foi engolido por um inspirado Kanaan, que voltava com a KV para a dianteira.
Tony Kanaan entrou para a história em 2013 no IMS
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Kanaan tentava abrir na liderança, seguido pelo espetacular calouro Muñoz e por Hunter-Reay, quando, com três voltas para o fim, Dario Franchitti bateu. Curiosamente, a edição da indy 500 que menos voltas com bandeiras amarelas teve, 21, terminava desta forma.
 
Depois de 11 tentativas, Kanaan finalmente vencia a prova mais importante do calendário, justamente em uma das situações em que menos equipamento tinha. Cheia de emoção dentro e fora da pista, aquela foi a sétima vitória de um brasileiro nas 500 Milhas, após três triunfos de Castroneves, dois de Emerson Fittipaldi e um de Gil de Ferran.
O momento da chegada com o top-3 de Kanaan, Muñoz e Hunter-Reay
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Um número que mostra exatamente como a prova foi movimentada e imprevisível é o recorde absoluto de trocas de lideranças. Em 2012, quando Franchitti venceu, foram 34 trocas, até então, a maior marca. A prova vencida por Kanaan não apenas bateu esse número, como o dobrou. Em 2013, em inacreditáveis 68 ocasiões a liderança mudou de mãos.
 
Mais duas marcas foram muito positivas para quem gosta de uma corrida dinâmica: 26 carros chegaram ao final das 200 voltas, com incríveis 133 voltas seguidas tendo sido realizadas em bandeira verde, um intervalo entre os giros de número 61 e 193. 
Vale toda a emoção e a festa de Tony Kanaan
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