Ao invés do champanhe, leite

Beber leite após vencer as 500 Milhas de Indianápolis é uma das tradições mais antigas do automobilismo mundial. A celebração começou no longínquo ano de 1936, após o terceiro triunfo de Louis Meyer no IMS

Gabriel Curty, de São Paulo
A Indy 500 é a prova mais esperada do calendário do automobilismo norte-americano e uma das mais aguardadas no mundo inteiro. O que dizer, então, da edição 100 deste evento? Esquentando os motores para a corrida de 29 de maio, o GRANDE PRÊMIO começa, neste domingo (1), uma série com histórias e curiosidades que envolvem as 500 Milhas de Indianápolis.
 
Uma das tradições mais famosas do automobilismo mundial é tomar uma garrafa de leite após vencer as 500 Milhas de Indianápolis. Se 2016 é importante por receber a 100ª edição da prova, também é marcante na cerimônia do leite que, este ano, completa 80 da primeira vez que foi realizada.
 
No longínquo ano de 1936, o nova-iorquino Louis Meyer venceu sua terceira corrida no IMS e, em um dia de calor intenso, pediu uma garrafa de leite ao cruzar a linha final na primeira colocação. Pronto, começava ali uma algo que seria tradição em Indianápolis.
 
Tony Kanaan bebe o leite da vitória em Indianápolis
IndyCar
 
 
O leite na comemoração do vencedor da Indy 500 seguiu acontecendo nos anos seguintes, mas deixou de ser oficial entre 1947 e 1955. Em 1956, no entanto, a prática voltou a acontecer e se tornou finalmente uma tradição, acontecendo em basicamente todas as edições seguintes.
 
Sim, basicamente. Em 1993, após quase 40 anos seguidos com a cerimônia acontecendo, Emerson Fittipaldi se recusou a tomar leite após vencer a Indy 500. O brasileiro comemorou com suco de laranja, justificando que estava buscando promover a produção de laranja no Brasil.
 
Ainda no pódio, Fittipaldi se recusou até a segurar a garrafa de leite com a outra mão, algo que desagradou bastante os fãs mais tradicionais da Indy. Mais tarde, já com a cerimônia terminada, Emerson tomou um gole do leite, dando certa apaziguada nos ânimos.
Vencedor de 2015, Juan Pablo Montoya bebe o leite no IMS
IndyCar