Quem é que vai ganhar a centésima edição da Indy 500?

No dia da disputa da centésima edição das 500 Milhas de Indianápolis, o GRANDE PREMIUM apresenta os 33 postulantes à vitória e como cada piloto descreve a prova mais importante do ano

Evelyn Guimarães, de Indianápolis,
Victor Martins, de Indianápolis,
Gabriel Curty, de São Paulo &
Rodrigo Berton, de São Paulo

Esta é a turma que vai entrar para a história como aquela que participou das 500 Milhas de Indianápolis disputadas em 29 de maio de 2016. Um grid justo de 33 pilotos que tem o mesmo sonho e diferentes opiniões a respeito do lugar que pode consagrá-los.

O GRANDE PREMIUM não só apresenta quem são cada um deles, bem como falou com todos — sim, os 33. A pergunta foi a mesma: "Quando você pensa em Indy 500, o que a descreveria melhor?" Abaixo, segue o resultado deste trabalho que durou tanto quanto a corrida deste domingo.

1 _ JAMES HINCHCLIFFE #5

 

Um dos pilotos mais carismáticos e um dos mais fortes representantes da nova geração da Indy, James Hinchcliffe é canadense e tem 29 anos. O piloto estreou na categoria norte-americana em 2011, correndo ela Newman Haas, mas foi na Andretti que ganhou fama e obteve as primeiras vitórias na série.

Fora da equipe de Michael após a temporada de 2014, James encontrou na Schmidt Peterson um caminho para se recolocar entre os grandes. E a pole nas 500 Milhas de Indianápolis é a prova maior da capacidade do piloto.

A Indy 500, por Hinchcliffe

“A coisa mais importante dessa prova é que se trata da história. Você pode construir a pista mais moderna, fantástica e segura do mundo amanhã, mas você simplesmente não pode comprar a história. E em 100 anos de história, nada no mundo se compara a Indy 500. Além disso, não é só uma questão de quanto tempo essa pista tem, mas o quanto essa corrida é única. Não é apenas um prova no domingo, se trata de um mês inteiro dedicado a ela. E o cara que vence isso aqui ainda ganha o troféu mais legal de todo o esporte a motor. Se você ganhar essa corrida, não importa quanto tempo você ainda viva neste planeta, o seu rosto vai ficar imortalizado ali. Vai ficar ali para sempre."

2 _ JOSEF NEWGARDEN #21

 

Josef Newgarden está na bica para ser o ídolo da América, e largar em segundo por uma equipe como a de Ed Carpenter vai, sim, transformá-lo em tal neste domingo na Indy 500 especial. Campeão da Lights em 2011, chegou com chances de disputar o título do ano passado da categoria principal, sendo o intruso no mundo Penske-Ganassi.

São duas vitórias e 12 top-5 desde então para o piloto de 25 anos nascido em Hendersonville, no Tennesse. Vende uma imagem de descolado que é e de uma promessa de futuro campeão – que tem condições de ser.

A Indy 500, por Newgarden

"É a maior corrida do mundo. Mas neste ano será um espetáculo ainda maior. Acho que já deve ser fantástico acompanhar essa corrida in loco, mas creio que a audiência será enorme. Isso aqui é um sonho de criança. Eu me imagino correndo aqui desde criança, também. É por causa dessa corrida que estou aqui. Eu sempre pensei em estar neste campeonato e ter  a chance de disputar essa corrida. É estou saindo da primeira fila, então é um sonho que se torna realidade."

3 _ RYAN HUNTER-REAY #28

 
Natural de Dallas, nos Estados Unidos, Ryan Hunter-Reay construiu uma carreira de bastante sucesso na Indy. Na categoria desde os tempos de Cart, o americano de 35 anos é um dos maiores vencedores do grid atual – são 16 triunfos. Hunter-Reay viveu seu grande momento em 2012, sagrando-se campeão da Indy, já com as cores da Andretti.
 
Nas 500 Milhas de Indianápolis, Hunter-Reay acumula mais momentos de baixos que de altos, mas, convenhamos, todos os abandonos e desempenhos fracos acabam ficando para trás com a vitória suada conquistada em 2014. Na oportunidade, o texano bateu Helio Castroneves por apenas 0s06, evitando o quarto anel do brasileiro.
 
A Indy 500, por Hunter-Reay 
 
“Um lugar sagrado, tradicional e histórico."

4 _ TOWNSEND BELL #29

 

Townsend Bell é um dos pilotos mais experientes do grid. E, neste ano, o californiano de 41 anos vai disputar sua décima edição da mais importante corrida da Indy. Dono de uma carreira pouco usual, Bell nunca disputou o campeonato inteiro da série americana, mas defendeu equipes como a Panther, Vision, Dreyer & Reinbold, Ganassi, Schmidt, KV e, agora, a Andretti. 

Seu melhor resultado na Indy aconteceu em 2009, quando chegou em quarto em Indianápolis.Bell foi campeão da Indy Lights em 2001, mas trilhou uma trajetória ainda mais sólida em provas de endurance nos EUA. O piloto, inclusive, foi campeão da United SportsCar na classe GTD no ano passado.

A Indy 500, por Bell

“Eu sempre penso em frases do tipo: ‘onde está meu carro?’, ‘o quanto eu serei rápido?’ e ‘como é que está o tempo?’”.

5 _ CARLOS MUÑOZ #26

 

O surgimento de Carlos Muñoz na Indy se deu da melhor forma possível: pela Andretti, largou e terminou em segundo na primeira participação nas 500 Milhas de Indianápolis – na prova vencida por Tony Kanaan. A grande maioria viu ali o novo Juan Pablo Montoya, colombiano que é.

Mas a queda de rendimento da equipe, muito em virtude do equipamento da Honda, apagou o piloto de 24 anos natural de Bogotá. Foi apenas uma vitória em duas temporadas completas. Quinto colocado no grid, vem com um equipamento similar àquele que lhe lançou. Não é peça para se descartar.

A Indy 500, por Muñoz

"É uma honra fazer parte dessa prova. Absolutamente. É a história que vamos contar no domingo e que vai ficar para sempre. Para mim, é algo único e um privilégio. E o que mais quero é apresentar um grande espetáculo. O público será incrível. Eles venderam todos os ingressos. Não vejo a hora da corrida começar, para ser sincero. E só espero que possamos apresentar um grande show aqui no domingo."

6_ WILL POWER #12

 
Will Power é um dos nomes mais conhecidos do grid atual da Indy. Campeão da categoria em 2014, o australiano de 35 anos encontrou o rumo de sua carreira no automobilismo norte-americano. Após um ano de brilharecos na World Series, Power foi para a Cart em 2006 e de lá não saiu mais.
 
Sempre muito bom nos circuitos mistos e de rua, Power demorou um bom tempo até se achar nos ovais. Até por isso, as participações do australiano na Indy 500 não eram das mais memoráveis até 2015. Foi na edição do ano que o #12 da Penske apareceu para valer no IMS, perdendo no detalhe para o companheiro Juan Pablo Montoya.
 
A Indy 500, por Power
 
"Essa prova é única. E mais ainda neste ano. Desde criança eu acompanho a Indy 500. Sempre fui um grande fã da F1, mas também sempre via a prova em Indianápolis. Mas acho que você só entende esse lugar estando aqui. E se vencer será espetacular."

7 _ MIKHAIL ALESHIN #7


Mikhail Aleshin tinha a carreira totalmente focada na Europa e com o objetivo maior de alcançar a F1. Por isso, o jovem russo foi abrindo caminho pelas tradicionais categorias de base, como aa World Series, onde foi campeão em 2010, além das clássicas F3 e GP2 — até na F-Superliga o rapaz esteve. E foi assim até 2013.

Sem qualquer oportunidade real para tentar o Mundial, Mikhail decidiu mudar seus planos e andou no endurance. Em 2014, o piloto de Moscou guiou em Daytona pela United SportsCar e foi defender a Schmidt Peterson na Indy, onde fez sua primeira 500 Milhas. No ano seguinte, perdeu a vaga e esteve apenas em Sonoma, mas não deixou se abater. Aleshin também ganhou fama depois de um acidente sério em Fontana. Neste ano, o jovem defende as cores da equipe de Sam na série americana.

A Indy 500, por Aleshin

“Acho que loucura – num bom sentido, é claro. Um lugar puro-sangue de corrida”.

8 _ SIMON PAGENAUD #22

 

É mais fácil falar do momento atual do francês de Montmorillon, Simon Pagenaud: três vitórias seguidas e dois segundos lugares. Um retrospecto invejável que o deixa longe na liderança de um campeonato que era para ser assim em 2015, quando foi contratado a peso de ouro pela Penske e decepcionou.

É o favorito absoluto ao título e, com a fase que está, também tem de ser à vitória na Indy 500. O piloto de 32 anos que começou sua carreira no turismo, vencendo a ALMS em 2010, fixou-se como um dos grandes da categoria. Já são sete vitórias e um horizonte pleno.

A Indy 500, por Pagenaud

"É única, é especial e ninguém mais vai poder fazer o que estamos fazendo. Mas é também é uma corrida em que temos de nos concentrar muito. E eu preciso continuar trabalhando, sendo agressivo como tenho sido desde o início do ano, calculando os erros. É uma prova em que é preciso ser mais inteligentes que os nossos rivais."

 

9 _ HELIO CASTRONEVES #3

 
Paulista de Ribeirão Preto, Helio Castroneves construiu uma linda carreira no automobilismo norte-americano. Hoje com 41 anos, o brasileiro já tem 29 vitórias e 51 poles na Indy, mas segue em busca do primeiro título, já tendo quatro vice-campeonatos.
 
Nas 500 Milhas de Indianápolis, porém, sobram glórias para o paulista. Partindo para sua 16ª participação na principal prova do automobilismo norte-americano, Castroneves já venceu três provas no IMS – incluindo as duas primeiras que disputou – e conseguiu outras três poles, um desempenho que o coloca na lista dos maiores da Indy 500.
 
A Indy 500, por Castroneves
 
“A gente já teve oportunidade de vencer essa prova e sei do peso que é ganhar as 500 Milhas de Indianápolis. Agora fazer parte da centésima edição é ainda mais especial. Nós temos aqui um grupo de pessoas fenomenais tentando vencer e vamos fazer de tudo para conseguir esse triunfo para a equipe, para todos. No meu caso, seria a quarta vitória, o que me igualaria ao grande Rick Mears. Mas, acima de tudo, há um respeito por esse lugar e acho que é com espírito que vamos correr no domingo."

10 _ ORIOL SERVIÀ #77

 

O catalão Oriol Servià é um veterano da Indy. Aos 41 anos, o piloto está na categoria norte-americana desde 2008, mas nunca venceu. Seu melhor resultado é um segundo lugar. Dois, na verdade. Na temporada de 2011, o espanhol conseguiu dois pódios: New Hampshire e Baltimore. Piloto versátil, Oriol também andou competiu em diversas provas de endurance nos EUA, além da F-E. Mas é na Indy que coleciona as melhores atuações. 

Na edição centenária da Indy 500, Servià surge como um nome para se prestar atenção. Ele foi o melhor na primeira fase da classificação e sai em décimo. Está na mesma Schmidt Peterson do pole James Hincliffe.

A Indy 500, por Servià

"É grandiosa. A pista, os fãs, a experiência que se tem como piloto, as emoções e a exposição, tudo isso é multiplicado por 10 em relação a qualquer outro evento."

11 _ ALEXANDER ROSSI #98

 

Alexander Rossi é um piloto dividido entre a F1 – onde pouco faz agora – e a Indy – a quem mergulhou de cabeça. A evolução do equipamento da Andretti, pelo menos para Indianápolis, permitiu que suas qualidades ficassem evidentes. O californiano de Nevada City venceu provas na GP2, na World Series, andou nas 24 Horas de Le Mans e, com 24 anos, pode-se considerar bem experiente.

Pelo que tem feito na pista em Indianápolis, tende a ser incômodo aos favoritos. E se tiver um bom resultado, despertar o olhar que parece fechado lá na Europa.

A Indy 500, por Rossi

"Insano... é muito difícil avaliar como o carro está olhando pela TV, mas, principalmente em ritmo de classificação, o carro não quer fazer o que você quer fazer, e você tem de acreditar no fato de que ele vai fazer. Se você fizer seu trabalho correto, ele vai fazer o que você quer. Insano também por tudo que envolve também fora da pista e pela audiência que alcança em diferentes pontos dos EUA e globalmente. É louco demais."

12_ TAKUMA SATO #14

 
Takuma Sato tem muita história para contar em sua carreira. Hoje com 39 anos, o japonês passou sete temporadas na F1 e já está na Indy desde 2010, tendo como ponto alto em sua trajetória nos EUA a vitória no GP de Long Beach em 2013.
 
Muito inconsistente desde os tempos de F1, Sato ainda não conseguiu fazer nada de relevante na Indy 500. Até aqui, em seis participações, o nipônico não conseguiu ir além do 13º lugar em 2013 e 2015.
 
A Indy 500, por Sato
 
“Nada comparado a qualquer outra corrida: a programação, a quantidade de gente – 350 mil pessoas –, a velocidade... mesmo lembrando o tempo em que corri na F1, é muito diferente. Fazer a curva 1 a mais de 230 mph e andar no tráfego é um desafio impressionante”.

13 _ SCOTT DIXON #9

 
Scott Dixon é o piloto mais vitorioso do atual grid da Indy. Detentor de quatro títulos e atual campeão, o neozelandês de 35 anos nunca pode ser descartado da luta por triunfos e campeonatos. Dono de um estilo de pilotagem consistente e veloz, Dixon ganhou lugar cativo na Ganassi — na verdade, ele nunca correu por outra equipe na Indy. Nas 500 Milhas, embora seja sempre perigoso, Scott soma apenas uma conquista, em 2008. 
 
Além da sólida carreira que construiu no campeonato americano, o #9 também é nome recorrente nas provas de endurance nos EUA. Inclusive, guarda em casa os troféus das duas vitórias que possui na prestigiada 24 Horas de Daytona.
 
A Indy 500, por Dixon
 
"É o principal espetáculo do mundo. A atmosfera daqui não tem igual no mundo. É como eu sempre digo: eu já fui a Jogos Olímpicos, a Super Bowls, a Copas do Mundo, não tem como um evento que coloca 350 mil pessoas em um lugar só pode ser único. E só pode ser insano".
 

14 _ MARCO ANDRETTI #27

 

Aqueles que dizem que Marco Andretti só está na Indy por causa do pai encontram muitas razões para tal afirmação. Titular desde 2006, o norte-americano de Nazareth, Pensilvânia, tem 29 anos, duas vitórias na carreira e pouca coisa a contar além de uma perda na linha de chegada nas 500 Milhas do ano em que estreou na Indy.

Já teve passagem pela A1 GP, F-E, ALMS e até as 24 Horas de Le Mans sem despertar sucesso. A única coisa que pode ir a seu favor na prova deste domingo é justamente a maldição que seu sobrenome carrega – feita para terminar numa corrida especial.

A Indy 500, por Andretti

“É difícil descrever em palavras, ainda mais quando se trata da edição 100. É histórica e tradicional, e tudo isso já faz você admirá-la."

15 _ JR HILDEBRAND #6

 
É quase que impossível ouvir falar em JR Hildebrand e não automaticamente ligar ao acidente na última curva das 500 Milhas de Indianápolis de 2011. Estreando no IMS, o americano de, então, 23 anos, fez uma corrida brilhante, mas perdeu o controle na curva final, foi para o muro e viu Dan Wheldon vencer de forma inacreditável.
 
Apesar dessa marca que jamais sairá, Hildebrand tem um currículo de respeito especialmente nas categorias de base da Indy. Campeão da USF2000 ao vencer 12 das 14 provas de 2006 e da Indy Lights em 2009 com quatro triunfos, falta para JR uma grande temporada na classe principal. O grande problema é que Hildebrand não disputa um campeonato completo desde 2012. 
 
A Indy 500, por Hildebrand
 
“É realmente especial fazer parte de tudo isso. E quanto mais perto da corrida estamos, maior é essa sensação. Nós estamos absolutamente animados por estar aqui, competir e ainda ter nas mãos um carro tão competitivo. Quer dizer, acho que temos uma grande chance no fim de semana."

16 _ CHARLIE KIMBALL #42

 
Assim como Scott Dixon, Charlie Kimball também é cria da Ganassi na Indy. O piloto tem 31 anos e é diabético — descobriu a doença aos 22 e chegou a se afastar das pistas temporariamente. Ele voltou ao cockpit um ano depois e é o primeiro piloto diabético autorizado a correr. Assim que retornou a competir, Charlie logo foi ao pódio. Também é dono de uma carreira sólida. E já possui no currículo uma vitória.

Filho de um projetista da F1 e da Indy, Kimball também participa com regularidade de provas de endurance. Já conquistou, inclusive, as 24 Horas de Daytona.
 
A Indy 500, por Kimball
 
"Eu penso que, quanto mais passam os anos, mais você quer vencer essa corrida."

17 _ JUAN PABLO MONTOYA #2

 

Pouca coisa de Juan Pablo Montoya, 40 anos, é desconhecida do grande público. Campeão da F-3000 em 1998, preferiu ir para a Indy antes de chegar à F1. Na Ganassi, faturou o campeonato de 1999 – enquanto Cart – e, em 2000, participou da Indy 500, então prova da IRL – ganhou.

Aí foi para a F1 correr pela Williams, depois na McLaren e, de saco cheio, voltou para a América para correr na Nascar – pelas mãos de Ganassi. Sete anos sem sucessos fizeram-no aceitar o convite de Roger Penske para voltar à reunificada Indy. Em 2015, o colombiano perdeu o título na última prova, mas levou a Indy 500.

A Indy 500, por Montoya

“É só outra corrida. Sempre penso e sempre vou pensar assim.”

18_ TONY KANAAN #10

 
Campeão da Indy em 2004, o baiano Tony Kanaan é mais um dos pilotos que merecem muito respeito no atual grid da categoria. Dono de 17 vitórias, o brasileiro da Ganassi, porém, encara um jejum de mais de ano sem triunfo. A última vez que Kanaan esteve no lugar mais alto do pódio foi no encerramento da temporada 2014 em Fontana.
 
Com 14 participações nas 500 Milhas de Indianápolis, o brasileiro bebeu o leite dos vencedores uma vez, em 2013. Em uma corrida maluca, com recorde de troca de lideranças e de líderes diferentes, Kanaan segurou o calouro Carlos Muñoz com as cores da modesta KV.
 
A Indy 500, por Kanaan
 
"Indy é minha vida. É minha história com meu pai, que queria estar aqui junto para curtir isso. Eu estava no meu último ano, sem patrocínio, sem nada, e aí ganhei. E olha aonde eu vim parar..."

19 _ SÉBASTIEN BOURDAIS #11

 

Sébastien Bourdais é outro que deu os primeiros passos na carreira com o claro objetivo de competir na F1. E o francês conseguiu, até por um caminho pouco usual. Sébastien correu de endurance nos EUA e em Le Mans e acabou tendo uma chance na extinta Champ Car, onde dominou o campeonato com quatro títulos seguidos. O desempenho chamou atenção da Red Bull, que o colocou na caçula Toro Rosso em 2008. Mas a trajetória do gaulês no Mundial durou pouco.

Ele foi sumariamente limado pelos energéticos no meio da temporada seguinte. Desiludido, Bourdais decidiu voltar para os EUA e está na Indy desde então. Possui três vitórias: Toronto em 2014 e Detroit e Milwaukee no ano passado. E segue como um dos pilotos mais respeitados do grid. Em seu cartel, ainda constam triunfos em Sebring e em Daytona.

A Indy 500, por Bourdais

"Mística. Tem muitas coisas sem explicação neste lugar e que, talvez, você nunca vai encontrar. Tem um grande elemento de incerteza. É lendária, rápida, com um público incrível e apaixonado"

20 _ ED CARPENTER #20

 
Ed Carpenter é um dos queridos do público local por ser de Indianápolis e o único piloto/chefe de equipe da categoria. Mas, por muito tempo, o piloto de 35 anos foi visto com muita restrição pelo fraco desempenho em mistos – o que o fez desistir de neles correr e só optar pelos ovais; nestes, mostra grande força com um carro que quer ser grande.
 
Com 160 corridas no bolso, são três vitórias em uma história que começou em 2003. Tem duas poles em Indianápolis e, mesmo largando no meio do pelotão, tem de ser considerado para andar entre os primeiros.
 
A Indy 500, por Carpenter
 

"Eu não sei explicar... Nós vendemos todos os ingressos. É a primeira vez que isso acontece, então é absolutamente incrível e é especial fazer parte dessa edição em particular. E acho que vamos ter um recorde de pessoas pedindo a renovação da entrada para o ano que vem. Tenho certeza. E acho que fazer parte disso tudo é incrível. Afinal, a Indy 500 é sobre o que se trata a Indy em si. Essa corrida foi o que me motivou a querer ser um piloto. E isso aqui é a coisa mais importante de cada temporada. É comparado a vencer o próprio campeonato."

21_ GABBY CHAVES #19

 
O colombiano Gabby Chaves chegou para a histórica 100ª edição da Indy 500 de última hora. Sem equipe em 2016, o piloto de 22 anos fechou com a Dale Coyne às vésperas da etapa no misto do IMS, pegando a vaga no #19 que seria de Luca Filippi.
 
Campeão da Indy Lights em 2014 e vice em 2013, Chaves viveu bons momentos em seu ano de estreia na Indy, fechando a temporada 2015 em 15º e recebendo o prêmio de melhor novato do campeonato.
 
A Indy 500, por Chaves
 
"História. História e futuro".

22 _ MAX CHILTON #8

 

Vítima da crise das equipes nanicas da F1 em 2014, o inglês Max Chilton  ficou sem vaga no Mundial, mas não perdeu tempo. Juntou suas coisas, foi andar no WEC e bateu na porta da Indy em 2015. Antes de tudo, quis andar na Lights para, em seguida, tentar alçar voos mais altos. E esse voo veio por meio de uma chance na Ganassi.
 
Tendo como companheiros de equipe os experientes Scott Dixon e Tony Kanaan, Chilton só quer agora fortalecer sua posição nos EUA. Até o momento, ele está na 16ª colocação na classificação, tendo como melhor resultado um sétimo lugar na prova de Phoenix. Na primeira Indy 500 de sua vida, Max vai sair do 22º posto.

A Indy 500, por Chilton 
 
"Esmagadora. Grandiosa e vasta, apaixonante. É mais um estilo de vida do que uma corrida."
 

23 _ SAGE KARAM #24

 
A história de Sage Karam com o automobilismo recomeça agora em Indianápolis. O piloto de 21 anos de Nazareth estava sem correr desde as 500 Milhas de Pocono, a prova onde Justin Wilson morreu. Karam se sentiu culpado pelo acidente que soltou a peça que acertou a cabeça do inglês. Refeito do trauma, aprendeu com os erros e agora se sente melhor.
 
Foi muito bem nas categorias de base, faturando os campeonatos da F-2000 americana e da Indy Lights, mas em 13 provas na Indy, só conseguiu um mísero top-5 na carreira. Ainda tem o que comer.
 
A Indy 500, por Karam
 
"Absolutamente fantástico. E me sinto orgulhoso de estar no grid, de participar disso tudo aqui, sabendo que o meu nome vai estar lá nos livros que vão contar a história dessa corrida."
 

24 _ CONOR DALY #18

 
Conor Daly certamente terá um grande apoio da torcida no IMS para a edição histórica da Indy 500. Natural de Indiana, o piloto de 24 anos é um dos mais jovens do grid, mas tem muita história para contar por sua passagem um tanto frustrada pela Europa.
 
Após surgir com destaque nos EUA em 2009 e 2010, Daly foi tentar a sorte na GP3. Lá foram dois anos ruins e um bom 2013, com vitória e terceiro lugar geral. O passo seguinte, no entanto, foi frustrado. Pela Lazarus, o americano teve um desempenho péssimo e ficou em 26º, voltando aos EUA em 2015, fazendo algumas provas pela Schmidt Peterson na vaga do lesionado James Hinchcliffe. Esta será a terceira Indy 500 de Conor que ainda busca o primeiro top-20.
 
A Indy 500, por Daly
 
“É incrível tudo aqui. Absolutamente incrível. É apenas uma pena que o mês de maio esteja já quase no fim. Por mim, poderíamos começar tudo de novo, na verdade. Esse é o melhor mês do ano e tudo aqui é realmente especial e divertido para qualquer piloto. E estar nesta corrida em particular é uma honra, é um privilégio e algo que vou levar para todo a minha vida. Isso aqui é para fazer história. Todos os ingressos foram vendidos. Acho que será uma grande corrida e mal posso esperar pela largada".

25 _ PIPPA MANN #63

 
Pode-se dizer que Pippa Mann já é uma veterana de Indy 500. Neste ano, a inglesa de 32 anos vai para sua quinta prova no Speedway e a quarta consecutiva. E há algumas edições, tem sido a única mulher do grid. A luta, como sempre, é a de buscar um bom resultado para garantir uma vaga definitiva no campeonato norte-americano.
 
Neste ano, Pippa vai novamente defender as cores da Dale Coyne e larga da 25ª posição do grid. Novamente a campanha da Fundação Susan G. Komen de combate ao câncer de mama estampada no layout do carro da britânica de Londres.
 
A Indy 500, por Mann
 
"É a catedral da velocidade. É um lugar incrível em que você sente a história. E quando este lugar está cheio, 350 mil pessoas, é quase inimaginável até que se veja — são 100 mil pessoas a mais do que no ano passado. Estatisticamente, é como se tivesse 1 a cada 1.000 habitantes dos EUA aqui no próximo domingo.  A base de fãs é impressionante."
 

26 _ GRAHAM RAHAL #15

 
Graham Rahal parecia fadado a ser um piloto de segunda linha e que, como Marco Andretti, só se mantinha na Indy por conta da equipe do pai. Desde 2007 na ativa na categoria principal – correu pela Champ Car –, o norte-americano tinha só uma vitória na carreira.
 
Em 2015, de repente, um outro piloto baixou no corpo do rapaz de 27 anos de New Albany, Ohio. A temporada foi espetacular, com chance de título, sendo o único piloto representado pela Honda a brigar com os grandes da Chevrolet. Rahal mantém a boa fase, mas tem de remar muito na Indy 500 deste domingo.
 
A Indy 500, por Rahal
 

“É claro que logo vem à cabeça tradição e história, a grandiosidade deste lugar e a importância deste evento. Mas se tivesse de resumir em uma palavra só, tradição.”

27 _ MATTHEW BRABHAM #61

 
Natural dos EUA, com cidadania australiana e um sobrenome de muito peso, Matthew Brabham ainda busca a consolidação de sua carreira. Após um início muito promissor com título da Pro Mazda em 2013, Matt decepcionou na Indy Lights e terminou a temporada 2014 em quarto.
 
As experiências que o australiano teve na F-E também não foram lá muito animadoras. Em duas provas, Brabham foi 13º em uma e abandonou a outra. Agora, o piloto de 22 anos parte para algo totalmente novo e muito maior do que tudo que já fez: a edição 100 das 500 Milhas de Indianápolis.
 
A Indy 500, por Brabham
 
"Especialmente neste ano histórico, comovente, bem sucedida e maravilhosa. É a melhor corrida da vida".

28 _ BRYAN CLAUSON #88

 
Diferente da maioria dos pilotos da Indy, Bryan Clauson teve um início no esporte a motor tardio e nas categorias de base para a Nascar, em 2007. Chegou a até a parte do grid da divisão principal e da classe de acesso - em ambas com carros da Ganassi -, mas o deixou para trás o desejo de guiar os pesados carros da séria de Charlotte para pilotar os monopostos da Indy em 2011.
 
Como manda a tradição, Bryan guiou na Indy Lights, mas lá ficou por dois anos: 2011 e 2012. Ainda assim, conseguiu uma chance na Indy 500 do segundo ano de Lights pilotando para Sarah Fisher. Mas a chance de fazer uma temporada completa surgiu só neste ano com a KV. Na corrida deste domingo, o jovem sai de 28º.
 
A Indy 500, por Clauson
 
"Não tem palavras para esta corrida. É o grande evento esportivo do mundo em um único dia e, neste ano, vai ser o maior. É louco, é divertido, é excitante, é mágico, é a Disneylândia dos pilotos. É o lugar em que todos estão pelo mesmo motivo."

29 _ SPENCER PIGOT #16

 
Spencer Pigot preenche a cota ‘campeão da Lights’ que a Indy tem de manter para fazer sentido ao campeonato de base. Natural de Orlando, o piloto já fez duas provas pela RLL sem mostrar muito serviço, mas tem um currículo vasto de conquistas na América, somando também os títulos da F-2000 americana e da Pro-Mazda.
 
Pigot, de 22 anos, precisa ganhar rodagem até conseguir mostrar aos principais chefes de equipe que vale a pena a aposta nele. Correndo com as informações de Graham Rahal na Indy 500, pode ter um resultado decente, mas nada surpreendente.
 
A Indy 500, por Pigot
 
“É grande demais, maior do que qualquer coisa no mundo.”

30 _ STEFAN WILSON #25

 
Stefan Wilson não conseguiu realizar o sonho de disputar uma Indy 500 ao lado de seu irmão Justin, mas fará sua estreia na principal prova do calendário em um ano mais do que especial: o da edição 100.
 
Britânico de 26 anos, Stefan não chega nem perto de ter a história de seu irmão no automobilismo. Sua campanha de destaque foi na Indy Lights, quando terminou a temporada 2011 em terceiro. Na Indy, um 16º lugar em Baltimore no campeonato de 2013 pela Dale Coyne.
 
 A Indy 500, por Wilson
 
“Toda Indy 500 é um evento em que a gente quer fazer parte. Toda a corrida é especial. E só 33 pilotos no mundo podem fazer parte dessa corrida, então é algo único na vida. Mas fazer parte dessa edição só torna a participação ainda mais especial. Ainda mais importante para um piloto. Para mim, sempre foi um sonho correr aqui, então é a realização deste sonho. Mas eu tinha o sonho também de correr com Justin aqui também, então essa parte é mais difícil”.
 

31 _ JACK HAWKSWORTH #41

 
Jack Hawksworth deixou a Europa em 2011 para ser campeão da Star Mazda na temporada seguinte e dar os primeiros passos rumo à Indy. Em 2013, andou na Indy Lights, campeonato que terminou em terceiro. As vitórias e os pódios garantiram a ele um lugar na Bryan Herta em 2014, ano em conquistou o pódio em Houston. 
 
O desempenho ajudou a colocar Hawksworth, de 25 anos, na Foyt na temporada seguinte. E é pela equipe do vencedor de quatro 500 Milhas de Indianápolis que o jovem vai participar da edição centenária.
 
A Indy 500, por Hawksworth
 
"História... é a maior... grande - como esse lugar é grande, meu deus... É onde você gosta de guiar, é o lugar que você não consegue não amar."

32 _ BUDDY LAZIER #98

 
Enquanto houver Indy 500, há um Buddy Lazier nela. Vencedor da prova em 1996, o insistente piloto é estilo Carpenter, correndo pela equipe própria, mas que só aparece excepcionalmente. Correu regularmente na IRL da temporada de nascimento até 2003, somando 101 corridas e oito vitórias.
 
Com 48 anos nas costas, está na corrida deste ano como esteve em 2013 e 2014: para compor grid. Tem lá seu valor por sua vontade de se manter ativo e por manter o sonho de ampliar sua participação na categoria. Fora dela, é dono de um hotel.
 
A Indy 500, por Lazier
 
"Tenho um respeito enorme por essa corrida e por esse lugar onde eu sempre me senti desafiado. E é algo que sempre me motiva voltar aqui. É realmente um grande teste para você como piloto. É absolutamente magnífico. E significa muito para mim estar aqui, porque é algo que vou levar para a vida toda. Não estar em um carro de corrida, para mim, é doloroso, e ter a oportunidade de estar aqui, de competir, me faz muito bem. É grande prazer."

33 _ ALEX TAGLIANI #35

 
Alex Tagliani é um dos pilotos mais experientes no grid das 500 Milhas de Indianápolis de 2016. No alto de seus 42 anos, o canadense que, em 2011 largou na pole, este ano vai sair da outra extremidade do grid.
 
Apesar de ser figurinha carimbada na Indy 500, Tagliani fez apenas quatro temporadas completas na Indy, tendo como melhor resultado o 13º lugar em 2010.  
 
A Indy 500, por Tagliani
 
“É algo único fazer parte dessa corrida, entende? Porque eu não vou estar aqui na edição 200... Em mais 100 anos, eu vou estar morto; entende a grandeza disso? Essa chance é única, é algo que marca sua vida para sempre e me sinto extremamente feliz e orgulhoso por estar aqui. É algo que vou poder contar para os meus filhos, para os meus netos. É a história. E é um evento que só vai acontecer uma vez. Além disso, não tem como você enjoar desse lugar. Tudo isso, a história, a tradição, as corridas mais loucas, as particularidades, é que fazem deste lugar um lugar único no mundo. Cada ano é diferente: já larguei na pole e agora vou largar em último. Você nunca consegue estar completamente preparado para o que vai acontecer aqui."