Daniel Ricciardo x Max Verstappen: a dupla de ouro da Red Bull

A Red Bull tem em seus pilotos titulares a junção do arrojo de Max Verstappen e as oportunidades aproveitadas de Daniel Ricciardo. Mesmo com características distintas, os titulares da equipe das bebidas energéticas mostram grande entrosamento e colocam-se como uma das duplas mais fortes do atual grid da F1

Nathalia De Vivo, de São Paulo

Quando se cita a Red Bull, logo vem em mente uma das duplas mais fortes do atual grid da F1. Com a consistência de Daniel Ricciardo e o natural arrojo de Max Verstappen, o time ainda conta com o grande talento dos companheiros para se colocar como a terceira força e vez ou outra ainda bater de frente com Ferrari e Mercedes.

Desde a chegada do #33 à equipe no meio da temporada 2016, foi visível o bom entrosamento que logo surgiu entre os pilotos. Sempre muito parceiros fora das pistas, nas corridas chegavam a protagonizar grandes embates e belos shows, sempre com o aval da própria escuderia das bebidas energéticas e sem grandes consequências.

No entanto, o relacionamento sempre amigável e de “broderagem” dos colegas ganhou contornos bastante dramáticos no GP do Azerbaijão. Em uma disputa de posições, o australiano e o holandês acabaram se envolvendo em um acidente na volta 39, o que causou um abandono duplo e uma pequena crise na equipe dos energéticos.

Mas se a atitude esperada fosse a de insatisfação, a política adotada foi a de por panos quentes. Sem apontar dedos e acusar culpados, a equipe apenas afirmou que vai assegurar que o episódio não se repita e exigiu que seus pilotos fossem pedir desculpas pessoalmente em Milton Keynes.

Verstappen e Ricciardo: os opostos que se atraem
Red Bull Content Pool

 

A questão é que a atitude foi vista como uma proteção de Verstappen. O holandês chegou ao time de forma meteórica após o rebaixamento de Daniil Kvyat. Logo em sua estreia, se aproveitou de um acidente entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton para alcançar sua primeira vitória na F1. Nascia ali um grande competidor.

No entanto, o que Max tem de talento falta em consistência. Em toda a sua carreira na F1, sequer conseguiu ter mais de dois pódios seguidos, e apesar de ter um arrojo impressionante no traçado, não apresentou ainda a constância necessária para de fato brigar por um título e se colocar como ameaça para Lewis Hamilton e Sebastian Vettel.

E se o cenário estava totalmente favorável para o competidor em 2016, em 2017 o jogo parece ter virado – ao menos um pouco. Contando muito com a falta de sorte e de confiabilidade da Red Bull, Max terminou a temporada apenas no sexto posto, atrás de seu companheiro e com resultado pior que no ano anterior – quando ainda era da Toro Rosso e chegou a disputar as quatro primeiras provas no time satélite.

 

 

Agora, se uma vez Ricciardo foi quase que jogado para escanteio e visto como aquele que foi superado por seu colega, o cenário mudou bastante em 2018. Sem o brilhantismo de nascença de seu jovem companheiro, o australiano tem o dom de conseguir ver a oportunidade e agarrá-la com as duas mãos. O GP da China deste ano é um excelente exemplo disso.

O #3 começou o campeonato com uma pressão natural. Já há oito anos no certame mundial, ainda não havia dado aquele passo adiante na carreira, sequer havia brigado por um título e não fazia frente contra seu companheiro. Mas agora a perspectiva já começa a mudar, uma vez que ele tem se tornado uma das principais chaves do mercado, sendo ligado até mesmo à Ferrari e Mercedes.

E como já foi visto em inúmeras vezes, uma característica bastante notável do australiano é que se a oportunidade existe, ele a agarra e com isso vai acumulando resultados importantes para seu campeonato. EM 2017, por exemplo, chegou a subir no pódio cinco vezes consecutivas e conquistou uma vitória no primeiro semestre do ano.

Hoje, a Red Bull encontra em seus titulares arrojo, constância e talento, a colocando como terceira força e tendo uma das duplas mais fortes do grid. Com características bastante distintas, parecem fechar uma conta que tem tudo para dar certo.

 

Daniel Ricciardo

Em 2018...*
1 vitória
1 pódio
2 abandonos
37 pontos
5ª colocação na classificação

Na Red Bull...*
5 temporadas
6 vitórias
27 pódios
13 abandonos
823 pontos
2 terceiros lugares como melhores resultados no campeonato

Max Verstappen

Em 2018...*
0 vitória
0 pódio
2 abandonos
18 pontos
8ª colocação na classificação

Na Red Bull...*
3 temporadas
3 vitórias
11 pódios
11 abandonos
390 pontos
1 quinto lugar como melhor resultado no campeonato

*números calculados até o GP do Azerbaijão de 2018