O que esperar de 2017?

Há um cenário ruim para a F1 2017: a Mercedes continuar hegemônica E colocar um “segundão” para fazer frente a Hamilton. Qualquer roteiro que não envolva essas duas variáveis juntas promete ser interessante

Renan do Couto, de São Paulo

Lembram da transição da F1 de 2008 para 2009? Um pacotão de mudanças aerodinâmicas e a troca dos pneus embaralhou o grid, permitiu uma enorme brecha no regulamento e resultou na incrível história da Brawn GP. De certa forma, espero uma transição parecida para a próxima temporada.

Não que a divisão de forças vá mudar como mudou há sete anos. Há uma diferença fundamental impactando nisso: em 2008, Ferrari e McLaren brigaram uma contra a outra até o fim do ano pelo título, não conseguindo se dedicar adequadamente às novidades do regulamento. A Mercedes não enfrentou este dilema em 2016 — muito embora tenha afirmado algumas vezes que estava atrasada com seu projeto do ano que vem.

Basicamente, tanto daquela vez quanto nesta, mudou-se o chassi durante uma era de motores — antes, os V8 aspirados, agora, os V6 turbo. O objetivo daquela revolução era favorecer ultrapassagens, em falta ao final dos anos 2000. Baniram-se os apêndices aerodinâmicos, voltaram os pneus slicks e baixaram novas diretrizes para aerofólios dianteiro e traseiro, dentre outras coisas.

Uma consequência foi que os carros ficaram mais “feios”. Não em um primeiro momento, mas na evolução que se seguiu na primeira metade desta década. E isso impacta nesta transição, com o desejo por carros mais bonitos, mais old school. E os pneus também são alvo das mudanças: ficam bem mais largos, como eram nos anos 80. Os carros ganharão mais aderência nas curvas e ficarão bem mais rápidos que os atuais — fala-se em quatro ou cinco segundos.

Pois bem. Como isso vai interferir na ordem das equipes?

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