Um sonho: ser piloto

A F1 é algo que parece tão longe dos jovens kartistas brasileiros que hoje fica como um sonho bem distante. O real sonho é simplesmente se tornar um piloto

Renan do Couto, de São Paulo
 

O sonho não é mais alcançar a F1. O sonho é simplesmente ter a chance de passar a vida competindo no automobilismo. Isso já nem chega a ser uma novidade, mas, no momento em que o Brasil corre sério risco de ficar sem um representante na principal categoria do planeta pela primeira vez em 47 anos, uma passada pelo kartódromo ajuda a entender porque ver brasileiros na F1 vai ser cada vez mais difícil se nada mudar em um futuro próximo.

Terminou nesta quarta-feira a temporada 2016 da Seletiva de Kart Petrobras. Foi a 18ª edição do torneio, que oferece a maior premiação internacional do kartismo no Brasil. O campeão leva R$ 70 mil, e os três primeiros ganham direito a participar de um programa de orientação que inclui um teste na F4 Italiana, treino em simulador de F1 e ações voltadas a outros aspectos do esporte dentro e fora das pistas, como a preparação física e marketing.

Para Marcel Coletta, Lucas Okada e Gabriel Sereia, os selecionados para participar do programa neste ano, a F1 pode até ser um sonho. Mas distante. O objetivo, mesmo, é se tornar um piloto profissional. Esse programa de orientação foi criado pelo organizador da Seletiva, Binho Carcasci, justamente com o objetivo de auxiliar os pilotos — e seus familiares — na tomada de decisões para a sequência da carreira.

Quantidade e qualidade estão relacionadas. A quantidade não é garantia de nada, mas quanto maior for o número de praticantes do esporte, maior é a chance de grandes talentos serem descobertos. Não é coincidência que os períodos de maior sucesso do Brasil na F1 vieram após grandes fases do kartismo nacional.

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