Gianluca Petecof

“Pude ter uma evolução muito rápida. Concluí os testes de pré-temporada já brigando pela frente. Então, nessa preparação, o maior pulo é quando você vai do kart para os monopostos. E acho que esse pulo veio não só na hora certa, mas da maneira correta”

Fernando Silva, de Sumaré

Consagrado como um dos melhores kartistas da nova geração de talentos brasileiros, Gianluca Petecof vai trilhar um novo horizonte a partir deste fim de semana. O paulista, hoje com 15 anos, se prepara para a abertura da temporada 2018 da F4 na Alemanha. Membro da Academia Shell Racing, Petecof recebeu o convite para fazer parte da cobiçada e prestigiada Academia de Pilotos da Ferrari a partir do fim do ano passado, e com o apoio da fábrica de Maranello, vai correr não só a F4 Alemã (ADAC), mas também a versão italiana do certame pela equipe Prema.

Petecof, visto por Sebastian Vettel como o brasileiro que pode ocupar seu lugar no futuro na F1, trilhou uma carreira de muito respeito e títulos no kartismo. Aos dez anos, em Serra, no Espírito Santo, tornou-se o mais jovem campeão brasileiro na classe Júnior Menor em 2013. Daí em diante, as portas se escancararam ao menino Gianluca, que cruzou fronteiras, conquistou títulos nos Estados Unidos e, na Europa, se consagrou como um dos melhores nomes da modalidade.

Com o apoio da Academia Shell Racing, disputou o Mundial de Kart no Bahrein na classe OK Júnior em 2016 e terminou na quinta posição. O resultado lhe valeu o ingresso na famosa equipe de fábrica da Tony Kart, uma das mais prestigiadas marcas do kartismo no planeta. Petecof disputou o Campeonato Europeu e, no fim do ano, foi um dos destaques do Mundial de Kart na Inglaterra. Disputando pela categoria principal, a OK, Gianluca finalizou em sexto, sendo o jovem melhor colocado.

A performance do brasileiro em sua passagem pelo kartismo europeu chamou a atenção da Ferrari, que o ‘pescou’ para a Academia de Pilotos a partir desta temporada. A equipe italiana já traçou um verdadeiro plano de carreira para Petecof, que começa a partir deste ano com a disputa das F4 Italiana e Alemã com a Prema. Tudo para preparar seu caminho rumo à F1.

Aos 15 anos, Gianluca Petecof vai iniciar sua primeira temporada nos monopostos
Ferrari Driver Academy


Para se envolver de forma plena com seu novo projeto de carreira, Gianluca mudou sua vida. Atualmente, mora em Maranello, como vários dos membros da Academia de Pilotos da Ferrari. A saudade da família é natural e é algo que acaba por fortalecê-lo para os desafios que virão. São dois os ‘mundos’ de Petecof. Na Ferrari, ele tem como colegas de academia Charles Leclerc,— hoje na F1 com a Sauber —, Antonio Fuoco, Guanyu Zhou, Giuliano Alesi, Marcus Armstrong, Callum Ilott, Robert Shwartzman e o compatriota Enzo Fittipaldi.

Na Prema Powerteam, equipe fundada e chefiada por Angelo Rosin, Petecof convive com alguns pilotos que também fazem parte da Academia da Ferrari, como Marcus Armstrong, Fittipaldi, Zhou e Shwartzman. E tem a chance, também de trabalhar e trocar ideias e experiências com Nyck de Vries e Sean Gelael — da F2 —; Ralf Aron e Mick Schumacher — da F3 Europeia — e Olli Caldwell e Jack Doohan, este filho do lendário multicampeão da MotoGP, Mick Doohan.

Apesar de estar num ambiente competitivo, Petecof revela que há uma atmosfera boa para trabalhar tanto na Academia da Ferrari como também na Prema, destacando a proximidade com o compatriota Enzo Fittipaldi e as dicas recebidas por Mick Schumacher. Gianluca destaca a ajuda recebida pelo filho de Michael Schumacher no seu processo de aprendizado e adaptação aos carros de corrida, a começar pela F4.

No fim das contas, o grande desafio de Gianluca ao longo da temporada é se adaptar o mais rápido possível aos monopostos e à dinâmica de corridas, que são bem distintas em relação ao kartismo. Para isso, os testes de pré-temporada tanto na Itália quanto na Alemanha mostraram-se muito produtivos. E positivos. Ao longo das sessões realizadas, Petecof conseguiu por muitas vezes se colocar entre os primeiros colocados, desbancando até pilotos com mais experiência com o carro da categoria, equipado com chassi Tatuus e motor Abarth turbo de 1,4 L. 
 

Vai ser uma maratona e tanto para Petecof, que terá pela frente nada menos que 42 corridas durante a temporada. Vão ser sete rodadas triplas na F4 Alemã, que começa neste fim de semana em Oschersleben, e outras sete com a F4 Italiana. Na divisão alemã, Gianluca vai ter a chance de correr no mesmo fim de semana da corrida de F1 em Hockenheim, entre 21 e 22 de julho. Mais uma grande vitrine que o brasileiro promete aproveitar bem.

Gianluca Petecof falou com exclusividade ao GRANDE PREMIUM direto de Maranello pouco antes de viajar para a Alemanha para seu primeiro desafio num carro de fórmula. O piloto falou um pouco sobre tudo: a preparação física e mental na transição para os monopostos, a rotina na Itália, o trato com os colegas de Ferrari e da Prema, a importância fundamental da Academia Shell Racing, a saudade de casa e seus objetivos.

Com uma maturidade que impressiona para um jovem da sua idade, Gianluca sabe bem o que quer: vencer, ser campeão e chegar em algum momento à sua meta: a F1. E vestido de vermelho.

GRANDE PREMIUM: Como você avalia sua preparação nessa transição do kartismo para o fórmula? O que mais te chamou a atenção ao guiar o F4, por exemplo?

GIANLUCA PETECOF: Minha preparação tem sido intensa tanto dentro como fora da pista. Fiz vários dias de treino até agora, os treinos de pré-temporada com a equipe, então é uma preparação bem forte para pegar a mão do carro rápido, conhecer todos os aspectos técnicos do carro, que é muito diferente do kart: tanto da parte técnica, de ser um carro maior e mais similar a um F1, por exemplo, e também pela maneira de pilotar. É um carro de muito mais potência, velocidade, e as pistas são mais largas. Para comparar, no kart, você costuma ter os tempos de volta entre 40s e 50s; no carro, numa pista de média extensão, dura perto de 1min30s, então a dinâmica é de corridas mais longas, com as desse ano, que vão ser perto de meia hora. E isso afeta a parte física, onde tive uma preparação na academia com treinos para me adaptar à exigência física que demanda a F4. Então estou bem preparado para este começo de temporada.


GP*: Quais as maiores dificuldades que você teve de lidar nesse período de treinamento? E o que você gostou mais até agora nos trabalhos de testes na Alemanha e na Itália?

GP: A maior dificuldade foi, com certeza, achar os limites do carro em pouco tempo. Há diversos pilotos que vão correr comigo neste ano que já fizeram a temporada no ano passado. Alguns deles fizeram na Alemanha e vão fazer de novo; outros fizeram na Itália. Tenho dois companheiros de equipe que já fizeram a temporada no ano passado. Então a maior dificuldade foi ter esse começo de adaptação junto com eles, mas acho que valeu a pena por conta de ter muita experiência dentro do time para poder me ajudar. Pude ter uma evolução muito rápida. Concluí os testes de pré-temporada já brigando pela frente.

Então, nessa preparação, o maior pulo é quando você vai do kart para os monopostos. E acho que esse pulo veio não só na hora certa, mas da maneira correta. Estou muito feliz com a equipe, pela oportunidade de ter a Shell ao meu lado, por estar na Academia de Pilotos da Ferrari, então, de todos os lados, eles estão me dando todo o apoio, e dentro da equipe também. Uma equipe experiente, uma das melhores equipes de base do mundo, então estou muito satisfeito com esse trabalho de pré-temporada que a gente conseguiu fazer.

Gianluca ressaltou as diferenças de dinâmica entre o kartismo e os monopostos da F4
Manuela Nicoletti/Formula K

GP*: Você esperava ter ido bem logo de cara? Ficou surpreso ao marcar tempos bem competitivos para quem ainda está começando nos monopostos?

GP: Claro que a gente sempre espera um começo bom. No ano passado, tive a oportunidade de ter algum contato com o carro, e neste ano, fazendo os testes oficiais de pré-temporada. Não diria surpreso porque, além de ter toda a expectativa de estar ali na frente, a gente contou com o trabalho que conseguiu fazer junto com a equipe. Fiquei feliz, muito contente por estar lá na frente, brigando com os ponteiros.

Mas claro que na temporada as coisas são diferentes, como a dinâmica dos treinos. A gente tem pouco tempo de pista antes da classificação, apenas dois treinos de meia hora. Então, achar o balanço do carro logo de cara é fundamental, e nas corridas também, que muda um pouco a gestão de pneus. Mas, realmente, é muito bom poder chegar na temporada sabendo que a gente tem condições de brigar pela vitória. Então, daqui pra frente, é se adaptar bem à dinâmica do fim de semana para estar ali na frente também nas corridas.


GP*: A Prema Powerteam tem uma expertise muito grande nas categorias de base. Como a equipe vem te ajudando nesse momento de início deste novo desafio?

GP: A Prema, sem dúvida, é uma equipe que tem uma grande parte da tradição nas categorias de base. É uma equipe que, se não me engano, conquistou o sétimo título consecutivo de equipes na F3 Europeia. Ela entrou na F2 em 2016 e, por dois anos seguidos conquistou os campeonatos de pilotos com o Pierre Gasly e o Charles Leclerc, que agora estão na F1. E na F4, foi uma das equipes pioneiras e vem conquistando títulos de equipes e pilotos ao longo dos anos. No ano passado, os dois campeões, tanto na F4 Italiana como na Alemã, foram da Prema, que também conquistou o título de equipes no campeonato alemão.

Então é muito gratificante ter a experiência deles me ajudando nesse começo de carreira nos monopostos. Tem não só todo o staff, engenheiros, chefe de equipe, como pilotos bem experientes dentro do time, alguns da Ferrari, também, que passam conhecimento. Então realmente faz a diferença estar numa equipe de ponta e com tanta tradição nesse começo para pegar o máximo de experiência possível mais rápido.

Gianluca destacou o clima de amizade que reina na Prema e na Academia da Ferrari
Prema Powerteam

GP*: Das pistas que você andou agora, qual gostou mais?

GP: Pra falar a verdade, tem muitas pistas legais tanto no campeonato alemão como no italiano. Uma das que mais me chamou a atenção agora foi justamente Hockenheim, uma pista de muita tradição. Neste ano vai ter a corrida da F1, e inclusive a F4 foi convidada para fazer parte do mesmo fim de semana da F1. Então vai ser muito legal poder dividir a pista com eles no mesmo fim de semana. Temos corrida também com o DTM neste ano, além de mais uma etapa extra. E como é uma pista que já admirava desde pequeno, poder estar dentro da pista e acelerar foi emocionante. Gostei muito, uma pista muito divertida. Parecia que a cada saída era um sonho se tornando realidade. Foi a pista que mais gostei de andar até agora, com certeza.


GP*: O que mudou na sua rotina e na sua vida como um todo depois que você passou a ingressar a Academia da Ferrari? Como é sua rotina, seu dia-a-dia em Maranello?

GP: É costume, não de todos, mas da maioria do pessoal da Academia da Ferrari vir morar em Maranello. Aqui tem a nossa rotina de treinos físicos, preparação no simulador, treinos mentais também. Muitas vezes a gente encontra o pessoal da equipe de F1, mecânicos, engenheiros... os pilotos não vi ainda. A rotina aqui é bastante corrida, sempre com algo para fazer. De vez em quando vou na Prema também com minhas atividades extras lá, como simulador e preparação para treinos e corridas. Então minha rotina por aqui está bem corrida, mas até que enfim vão começar as corridas, vai começar a parte mais emocionante.


GP*: Nesse ainda curto tempo em Maranello, já deu para você fazer amizades com alguns pilotos? Com quem você se dá melhor? E como é lidar com a saudade da família nesse período que você está por aí?

GP: Aqui em Maranello encontro bastante gente. Estou sempre junto com os outros pilotos da Academia. Acho que me dou bem com todos os pilotos. Passo mais tempo com o Enzo Fittipaldi tanto por estar na minha categoria, na minha equipe, então ele tem mais ou menos o mesmo cronograma que eu. Tem o Callum Ilott, o Marcus Armstrong, que moram ao meu lado, então estou sempre com eles. Todos os outros vejo um pouco menos, mas a gente se dá bem. É um clima muito bacana aqui na Academia, trocando experiências e fazendo amizades também.

A questão da família claro que é um pouco mais difícil. Principalmente por ter tanto tempo cheio de atividades e acaba que não tem muito tempo para ver a família. Agora, eles vieram me ver antes do começo da temporada, isso é muito bom. Mas é a parte mais difícil. É um sacrifício para estar fazendo o que amo. Amo corrida, amo essa vida. São sacrifícios, mas que acaba se tornando uma força extra no final.

Petecof foi apontado por Vettel como o brasileiro capaz de substituí-lo na F1
Shell Racing

GP*: Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen aparecem em algum momento na Academia? Quais ensinamentos você já teve com eles aí em Maranello?

GP: O Vettel e o Kimi, por conta deles terem estado na preparação para a temporada e agora, começando as corridas,não ficaram tanto em Maranello. Nosso cronograma é um pouco diferente, e eles não têm o nosso programa de treinamentos físicos e mentais. É meio separado. Mas ainda não encontrei com eles por aqui. Do Seb, quando encontrei com ele no ano passado antes do GP do Brasil no evento da Shell V-Power, me contou um pouco sobre como é a vida em Maranello, mas o Kimi ainda não o encontrei. No meio do ano, quando der uma parada no calendário da F1, a gente deve se encontrar, ter alguma atividade juntos, e é uma ótima oportunidade para pegar alguns ensinamentos e conhecê-los melhor.


GP*: E na Prema? Como é a relação com os caras da F4, como o Enzo, e o pessoal das outras categorias?

GP: A Prema é realmente uma família. Desde o chefe da equipe, o Angelo Rosin, a esposa dele, que foram os fundadores da Prema lá no início. E agora eles têm a relação com a Theodore Racing, que é a principal patrocinadora da Prema no momento e foi a equipe pela qual o Ayrton Senna venceu em Macau em 1983, então é uma equipe de muita história. E dentro da equipe, tem desde a F2 até a F4. O Nick de Vries e o Sean Gelael vi muito pouco, mas aparentam ser bem gente boa. O pessoal da F3 e da F4 foi com quem passei mais tempo. Na F3 a Prema está com um time muito forte de pilotos e na F4 também. A relação é de muita amizade, muita harmonia, todo mundo trabalhando em equipe para conquistar o melhor resultado sempre. Acho que a Prema está com um conjunto forte de pilotos, pilotos que me acolheram bem. Estou muito feliz por estar num ambiente muito confortável para começar minha carreira nos monopostos.


GP*: Como é seu contato com o Mick Schumacher? Ele é gente boa, na dele? Costuma falar do pai?

GP: O Mick é um menino extremamente gente boa. Foi um dos pilotos que me explicou muito como funcionam as coisas na Prema e na F4, já que ele correu por dois anos na F4 com a Prema também. Ele é muito tranquilo, mas não costuma comentar sobre o pai, não. E a gente também não comenta, a gente procura dar esse espaço. Mas ele me explicou muita coisa, me deu umas dicas, então ter alguém como ele na equipe é muito importante para ter esse começo de mais experiência possível.


GP*: Queria saber um pouco do trabalho feito em conjunto com a Academia Shell Racing neste tempo de transição: como eles têm ajudado no suporte a você nessa fase nova da tua carreira?

GP: Como sempre, a parceria com a Shell Racing está se fortalecendo a cada ano. Infelizmente nesse ano, como vou estar muito tempo aqui na Europa, vou acabar não ficando muito no Brasil acompanhando o pessoal da Academia por lá e fazendo mais eventos e atividades com eles. Mas é um orgulho poder representar essa marca gigante. Meu agradecimento especial ao Vicente Sfeir, que veio comigo desde o início da Academia em 2015, me dando o suporte gigante nesses últimos anos. E poder representa-los aqui é um sonho. E, coincidentemente, a Ferrari é uma das maiores patrocinadoras da Ferrari. Então, poder estar dentro da Academia da Ferrari pela oportunidade que a Shell me deu é realmente incrível. E nesse ano procuro dar confiança que eles me deram, brigar por vitórias e colocá-los lá em cima no pódio.


GP*: Ainda que o kart seja bem exigente fisicamente, você vem encarando uma maratona na academia por conta das rodadas triplas da F4 Italiana e Alemã. Já sabe o quanto ganhou de massa muscular para encarar a temporada que vem pela frente?

GP: Realmente, a F4 é um carro muito mais físico, muito por conta do peso, também. Precisa ter uma força extra para pegar bem a direção. Acho que o kart é um pouco mais de fôlego. Com os movimentos mais rápidos, tudo acontece mais rápido, então acaba exigindo um pouco mais de fôlego para pilotar. A F4 é um pouco mais de músculo, principalmente do pescoço por conta da Força G.

Acho que cheguei numa condição em que estou preparado para essas corridas mais longas, três corridas de meia hora por fim de semana. Talvez chegando a correr sete, oito vezes nas corridas curtas no kart seja um pouco mais exigente fisicamente que essa maratona de três corridas de meia hora. Vamos ver como é. É tudo meio novo para mim, mas eu me sinto preparado.

 

GP*: Você já definiu metas para seu ano de estreia na F4? O que você espera de si mesmo nos campeonatos na Itália e na Alemanha?

GP: Esse ano a F4 está num nível muito competitivo. Diversos pilotos tanto na Alemanha como na Itália fazendo o segundo, terceiro ano na categoria. O que espero é estar na frente desde o começo. Acho que os testes de pré-temporada foram muito bons, com muito potencial, então espero poder começar esse campeonato na frente, brigando com os ponteiros. Mas, claro, leva um tempo para se acostumar com tudo e extrair todo o potencial do carro. Admito que tem alguns pilotos na frente neste início pela experiência do ano passado.

O principal objetivo é não perder nenhum tempo a cada fim de semana, dar o maior salto possível para chegar ao nível que a gente quer.

Até o meio da temporada, se tudo correr bem, vamos estar ali brigando por vitórias, já. Claro que tem as expectativas pessoais, a gente sempre quer chegar vencendo, e é muito possível. Você vê o Lando Norris, primeira corrida na F2, chegou e ganhou. Então estamos numa condição muito possível de brigar pelas vitórias desde o começo, mas o importante é manter o pé no chão e aprender o máximo com os pilotos que já estão na categoria há mais tempo.

Para todos os que estão torcendo por mim, me apoiam, tudo o que tenho é gratidão. Quero agradecer muito essa força. É muito importante ter esse suporte neste momento difícil que vou encarar agora, mas de uma grande oportunidade, tanto com a Academia da Ferrari como com o programa da Shell, que vem me apoiando há bastante tempo. Ter o suporte, essa torcida, me dá um impulso extra. E que a gente coloque a bandeira do Brasil lá no topo nesse ano.