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Momentos inesquecíveis da história do GP do Bahrein de F1

Primeiro destino da F1 no Oriente Médio, o Bahrein está prestes a receber sua 12ª prova no Mundial. Apesar de não ser lá um palco dos mais tradicionais, o país insular já está marcado por vários acontecimentos que vão entrar nos livros de história

Sakhir vai receber o Mundial de F1 pela 12ª vez em sua história. História que começou em 2004, com o Bahrein sendo o primeiro destino da história da categoria no Oriente Médio, um cenário totalmente diferente do que o esporte estava acostumado, com a areia do deserto dando o tom. De lá para cá, muitos fatos ocorridos dentro e fora do suntuoso circuito marcaram a história da F1.

Sempre de olho nos mercados emergentes, Bernie Ecclestone sabia que o dinheiro jorrava (e ainda jorra) em abundância no Oriente Médio. Ciente do interesse do Bahrein, um pequeno país insular que tem como maior vizinho a Arábia Saudita, o britânico responsável pelos direitos comerciais da F1 não teve dúvidas em levar a categoria para lá, mesmo ciente da oposição dos tradicionalistas.

De certa forma, o Bahrein foi o ponto de partida para novos mercados asiáticos que, com a aceitação de uma prova no Oriente Médio, foram desbravados pela F1, como a vizinha Abu Dhabi — nos Emirados Árabes —, Cingapura, Índia e Coreia do Sul. Estas últimas, porém, não duraram muito no calendário.

Uma coisa, os puristas não poderão jamais questionar: o Bahrein já marcou a história da F1. A seguir, em ordem cronológica, confira uma lista de dez fatos que mostram o quanto o GP no pequeno país árabe tem sua importância para o esporte ao longo dos tempos.

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O que antes era apenais um devaneio e um sonho distante de Bernie Ecclestone acabou por se confirmar em 4 de abril de 2004: a realização do primeiro GP do Bahrein de F1. O cenário foi o faraônico circuito de Sakhir, construído pela família real barenita para ser um polo de automobilismo cravado no meio do deserto.

Os pilotos tiveram de conviver não mais com a perspectiva de chuva, mas sim com a de tempestades de areia, comuns à região. Chamava a atenção a estrutura da pista e até mesmo a engenharia feita para conter a areia posicionada ao redor do traçado, tudo para oferecer aos competidores boas condições de pilotagem nos então 5,417 km de extensão.

No fim, pole e vitória — de forma dominante — para Michael Schumacher, que voltaria a cravar seu nome na história no Bahrein seis anos depois.
(Michael Schumacher vibra com vitória no primeiro GP do Bahrein (Foto: Getty Images))

Massa, o xeique brasileiro

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Depois de ter feito sua primeira temporada com a Ferrari, Felipe Massa estava bastante à vontade e iniciava seu melhor momento na F1. Sem contar com a sombra de Michael Schumacher, o brasileiro abria a temporada 2007 em igualdade de condições com seu companheiro de equipe, Kimi Räikkönen. E numa demonstração de força, o paulista tinha um grande início de campeonato, que teve como um dos pontos altos sua performance no GP do Bahrein daquele ano.

Massa largou na pole-position, a sua quinta na carreira. Durante a prova, Felipe só perdeu mesmo a liderança durante o período em que teve de ir aos boxes para fazer seus pit-stops. Na prática, o brasileiro triunfou com autoridade depois de segurar Lewis Hamilton, em seu primeiro ano na F1, e superar o companheiro de equipe. Foi uma das grandes vitórias de Felipe Massa na categoria.
(Felipe Massa à frente de Kimi Räikkönen no Bahrein (Foto: Ferrari))

A única pole de Kubica

Único polonês da história da F1, Robert Kubica se notabilizou por levar a BMW, que arrendou a Sauber entre 2006 e 2009, ao seu auge na categoria. E um dos pontos altos desta curta trajetória aconteceu no Bahrein.

O polaco teve um grande começo de temporada. Depois de ter abandonado o GP da Austrália após largar em segundo, Kubica foi segundo lugar no GP da Malásia. No Bahrein, Robert foi além e garantiu a pole-position, a primeira da sua carreira, superando Massa por meros 0s028.

Na corrida, Kubica sucumbiu ao melhor desempenho da Ferrari e terminou em terceiro, atrás somente de Massa e Kimi Räikkönen. Naquele mesmo ano, no Canadá, o piloto conquistou sua primeira e derradeira vitória na F1.
(Robert Kubica como pole no GP do Bahrein (Foto: Getty Images))

O último brilho da Toyota na F1

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A temporada 2009 marcou uma série de mudanças no regulamento técnico da F1. E enquanto equipes tradicionais como Ferrari e McLaren não entenderam o contexto das alterações, times médios do grid, como a Red Bull, a Toyota e a surpreendente Brawn se tornaram as grandes forças da categoria.

E depois de três grandes vitórias de Jenson Button com o carro da incrível Brawn, o fim de semana do GP do Bahrein daquele ano teve um desempenho notável da Toyota, que garantiu não só a pole, com Jarno Trulli, como também o segundo lugar no grid, com Timo Glock. Foi o último brilho da Toyota em sua curta passagem na F1.

Mas na corrida, os TF109 sucumbiram ao melhor rendimento da Brawn de Button e da Red Bull de Vettel. Ainda assim, Trulli logrou um bom terceiro lugar.
(Trulli vibra com pole-position da Toyota, a última da equipe na F1 (Foto: Toyota))

A volta de Schumacher à F1

O que muitos duvidavam acabou acontecendo no GP do Bahrein de 2010. Depois de anunciar sua aposentadoria em 2006, com a Ferrari, Michael Schumacher estava de volta à F1. Não mais vestindo vermelho, mas guiando o carro prateado da Mercedes, que retornava ao Mundial depois de ter adquirido a equipe vitoriosa de Ross Brawn.

Schumacher emergiu para o automobilismo com o apoio crucial da Mercedes, e tal apoio acabou sendo retribuído pelo heptacampeão, que aceitou o desafio de ser uma figura de referência e experiência para o time, que contava também com Nico Rosberg, presente até hoje no time alemão.

Em sua reestreia, Schumacher não chegou a brilhar, mas teve uma performance digna na corrida. Depois de ter largado em sétimo, o alemão cruzou a linha de chegada em sexto, atrás justamente de Rosberg.
(Michael Schumacher (Foto: Mercedes))

Estreia e vitória em vermelho

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Contratado a peso de ouro para ajudar a Ferrari a voltar a ser campeã na F1, Fernando Alonso não decepcionou em sua primeira missão pela equipe italiana e logo encantou os tifosi. É bem verdade que o espanhol contou com a ajuda do destino, já que Sebastian Vettel, que vinha como líder da corrida, enfrentou problemas no fim. Assim, a sorte ficou ao lado de Alonso naquele GP do Bahrein de 2010.

Foi uma prova um pouco distinta das outras porque o traçado escolhido pela FIA em conjunto com a organização da prova foi o mais longo, de 6,299 km. A dinâmica da corrida foi muito criticada em razão das características do circuito, que logo voltou à sua versão habitual e mais curta.

A trajetória de Alonso na Ferrari não foi ruim, com 11 vitórias, quatro poles e três vice-campeonatos. Contudo, o espanhol acabou sendo dispensado no fim de 2014 por mostrar insatisfação e desmotivar o time.
(Fernando Alonso no Bahrein (Foto: Ferrari))

A 80ª dobradinha da Ferrari

A conquista de Alonso em 2010 veio acompanhada pelo segundo lugar de Felipe Massa no Bahrein. Foi a 80ª e penúltima dobradinha da história da Ferrari na F1 — a última veio com o polêmico GP da Alemanha daquele mesmo ano, novamente com Alonso no topo do pódio e Massa em segundo.

Desde então, jamais a Ferrari conquistou uma dobradinha na F1. Chegou a dar pinta de que seria diferente no GP da Austrália deste ano, mas a quebra do turbo de Kimi Räikkönen e a estratégia equivocada da Ferrari evitaram o desfecho triunfante em Melbourne. Ainda assim, a Ferrari é quem lidera a estatística. A McLaren, segunda equipe com mais dobradinhas na F1, tem 47, contra 33 da Williams e 29 da Mercedes.
(A 80ª e penúltima dobradinha da Ferrari na F1 (Foto: Getty Images))

Um ano para a história (e sem F1)

Depois de algumas décadas, a F1 voltou a conviver em um cenário de conflito político. Com sede de democracia, o povo barenita aproveitou o auge do movimento chamado Primavera Árabe, que havia eclodido no fim de 2010 na Tunísia e ganhou corpo em boa parte dos países do Oriente Médio. No Bahrein, a luta era para destronar do governo o rei Hamad bin Isa al-Khalifa. No país, a maioria da população é de origem xiita, enquanto a minoria sunita protagoniza a elite e o poder político.

Com a Primavera Árabe, muitos protestos tiveram origem, com a maioria da população insatisfeita com os desmandos do monarca barenita. Ao todo, foram pelo menos oito mortos em manifestações, pelas estatísticas oficiais, enquanto organizações de defesa aos direitos humanos falaram em números muito maiores.

Diante de tantos protestos, ameaças e caos político, a prova acabou mesmo sendo cancelada.
(Primavera Árabe)

Uma noite das arábias

Para comemorar os dez anos do Bahrein na F1, o governo local promoveu, junto com Bernie Ecclestone, uma mudança significativa na disputa da prova para 2014. A décima edição da corrida em Sakhir foi realizada com luz artificial, à noite. A organização da prova montou um suntuoso sistema de iluminação ao longo dos 5,4 km do traçado.

O sistema foi composto por 495 postes de luz, que teve entre dez e 45 m de altura, além de 4.500 luminárias e mais de 500 cabos ao longo do circuito. Assim, o GP do Bahrein era, depois do GP de Cingapura, o segundo a ser disputado totalmente à noite. O GP de Abu Dhabi, desde o início da sua história na F1, começa no fim da tarde e se estende após o pôr do sol.
(O GP do Bahrein passou a ser disputado à noite em 2014 (Foto: McLaren))

Baile prateado em Sakhir

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O GP do Bahrein de 2014 foi o 900º da história da F1. Por si só, seria mesmo uma corrida emblemática. Mas a prova daquele ano foi mais, muito mais. 

Sobrou emoção e disputas na pista o tempo todo. Tanto no pelotão da frente, com Nico Rosberg e Lewis Hamilton dando um show à parte, como também no pelotão intermediário.

Na luta pela vitória, Rosberg largou na pole, mas logo perdeu a liderança para Hamilton, recuperando-a depois de fazer seu pit-stop. Aguerrido, Hamilton não desistiu da luta pela vitória e partiu para cima do alemão, dando o troco e seguindo rumo ao topo do pódio, vencendo uma disputa usando pneus médios, contra macios de Nico. No peito e na raça, Lewis segurou Rosberg para alcançar um triunfo emblemático no Oriente Médio. Um verdadeiro baile prateado das Arábias em Sakhir.
(Lewis Hamilton e Nico Rosberg travaram um duelo épico no Bahrein em 2014 (Foto: Getty Images))

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