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As 10 surpresas (positivas e negativas) do início da F1 2022

A categoria já concluiu duas etapas de seu calendário para o ano: Bahrein e Arábia Saudita. Com o fim de semana de pausa para trás, o foco já é no GP da Austrália. O GRANDE PREMIUM apresenta, abaixo, dez surpresas desse começo da F1 2022

A largada para o GP da Arábia Saudita (Foto: Red Bull Content Pool)

O novo regulamento técnico chacoalhou o mundo da F1 2022. Com duas corridas para a conta, já é possível enxergar que a ordem de forças do grid está bastante alterada com relação aos anos anteriores da categoria. Ferrari e Red Bull assumiram protagonismo, enquanto a Mercedes decepciona até aqui. No pelotão intermediário, a Haas voltou a empolgar – assim como, em escala menor, a Alfa Romeo, que também conta com a unidade de potência ferrarista. Os times com motor Mercedes, por outro lado… Aston Martin, McLaren e Williams lidam com muitas dificuldades neste início de temporada.

Pensando nisso, o 10+ lista, agora, as dez maiores surpresas – tanto positivas, quanto negativas – desse começo de uma nova era do esporte.

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(Foto: Red Bull Content Pool)

1. Ultrapassagens

As novas regras prometeram e cumpriram uma redução na quantidade de ar sujo despejada por cada carro, o que facilita perseguições e aproximações. No entanto, surpreendentemente, isso não significou – ao menos, até agora – uma facilidade consequente em ultrapassar. Pelo contrário: as ultrapassagens estão mais difíceis, complexas e calculadas.

Ainda que o ar sujo seja menor, o efeito do vácuo mostra-se menos poderoso. Um bom passo para destacar a qualidade individual dos pilotos, mais precisos do que nunca, mas que não condiz com a intenção original do regulamento técnico modificado.

Charles Leclerc e Max Verstappen (Foto: AFP)

2. Rivalidade Verstappen x Leclerc

O holandês da Red Bull e o monegasco da Ferrari surgem como principais oponentes neste início de temporada, o que é uma bela surpresa. Com dois embates justos e emocionantes no Bahrein e na Arábia Saudita, Max Verstappen e Charles Leclerc despontam como protagonistas e prometem fazer a disputa pelo título render.

Enquanto o ferrarista triunfou no circuito de Sakhir, o atual campeão mundial deu o troco em Jedá. Na tabela do campeonato, vantagem para o monegasco: 45 a 25. A briga entre os dois ao longo do ano tem todos os componentes para tornar-se épica.

Max Verstappen e Charles Leclerc duelaram pela vitória em Jedá (Foto: F1)

3. Desgaste dos pneus

Como parte do novo regulamento técnico, a F1 2022 determinou aumento no tamanho dos pneus. Imponentes e, agora, de aro 18, os compostos prometiam diminuir o desgaste nas disputas e estender a “janela ideal” de temperatura para os pilotos, justamente para incrementar os embates dentro da pista.

No entanto, o que se vê até aqui, é a deterioração excessiva dos compostos – o que já gerou reclamações públicas de Fernando Alonso e, mais recentemente, Max Verstappen. “O pneu duro era capaz de seguir de perto, os outros compostos — e isso depende da pista — apenas se desmanchavam. Então, assim que você consegue perseguir por algumas voltas, eles se abrem”, analisou o holandês.

(Foto: Twitter)

4. Haas

Não há como negar: a Haas é a equipe surpresa da F1 2022. O time americano passou por muita turbulência nos testes de pré-temporada, com o conflito entre Rússia e Ucrânia e as consequentes saídas da Uralkali e de Nikita Mazepin. No entanto, Guenther Steiner começou a dar a volta por cima ao assegurar o retorno de Kevin Magnussen à categoria e dar ao dinamarquês e a Mick Schumacher um VF-22 potente.

Muito por conta do motor Ferrari, é verdade, mas nada que tire o mérito da Haas. A equipe já soma 12 pontos na tabela do Mundial de Construtores – em duas corridas, somou o triplo de pontos em comparação aos anos de 2021 e 2020, juntos. Além disso, o time tem ritmo para buscar coisas maiores no campeonato e, como o próprio Magnussen afirmou, “um carro sem grandes fraquezas”.

(Foto: McLaren)

5. McLaren

Por outro lado, a McLaren… justiça seja feita, as outras equipes com o motor Mercedes – inclusive o próprio time alemão – também apresentam problemas neste começo de ano na Fórmula 1. Mas a equipe de Woking decepciona pelas expectativas: em 2020, foi a terceira colocada nos Construtores e, no ano seguinte, brigou firmemente com a Ferrari pelo mesmo posto.

Nos testes de pré-temporada, um esquentamento nos freios e o diagnóstico positivo de Covid-19 por parte de Daniel Ricciardo prejudicaram a equipe. No Bahrein, o australiano e Lando Norris terminaram somente em 14º e 15º, respectivamente – o piloto de 32 anos chegou a figurar em último no circuito de Sakhir. Já na Arábia Saudita, o inglês até pontuou, mas Ricciardo lidou com uma falha mecânica e teve que abandonar. Ê, MCL36…

(Foto: AFP)

6. Briga da Alpine em Jedá

Apesar da palavra “briga” no subtítulo, essa é uma surpresa positiva. Assim como Verstappen e Leclerc, Fernando Alonso e Esteban Ocon protagonizaram uma belíssima disputa no GP da Arábia Saudita – a diferença é que os dois são companheiros de equipe. O francês chamou a briga de “justa”, o piloto espanhol também aprovou, e o novo chefe do time, Ottmar Szafnauer, deu carta branca para eles duelarem.

“Foi bom, era uma batalha limpa. É o que os fãs querem ver. E dissemos a eles no início, vamos permitir que eles corram”, afirmou o chefão da Alpine. 

(Foto: Twitter/Aston Martin)

7. Lance Stroll

A Aston Martin, em geral, mostra-se uma surpresa negativa até aqui, com rendimento abaixo do esperado. Ainda assim, é preciso destacar Lance Stroll: depois de um forte 2020 (com 75 pontos conquistados) e um 2021 esperançoso, apesar da queda de performance, o piloto canadense deixou muito a desejar logo na primeira corrida do ano.

No Bahrein, o filho de Lawrence Stroll conseguiu a proeza de ficar atrás do companheiro Nico Hülkenberg no treino classificatório. Detalhe: o alemão descobriu que iria substituir Sebastian Vettel, diagnosticado com a Covid-19, um dia antes dos primeiros treinos livres. Na corrida, Stroll só foi capaz de ultrapassar Hülk após o mesmo errar no ponto de frenagem da curva 1 do circuito de Sakhir. Na Arábia Saudita, um inexpressivo 13º lugar – último entre os pilotos que cruzaram a linha de chegada. 

A largada para o GP da Arábia Saudita (Foto: Red Bull Content Pool)

8. Estratégias das equipes de ponta

Com o pelotão da frente constituído por Ferrari e Red Bull, é preciso enaltecer o jogo estratégico das duas equipes nesta F1 2022. No Bahrein, Verstappen e Leclerc travaram bela disputa, mas o monegasco venceu no detalhe. Em Jedá, a escuderia italiana optou por mais downforce, enquanto os taurinos apostaram na velocidade bruta.

Com o desgaste dos pneus entrando na equação, um legítimo jogo de xadrez se desenrolou na Arábia Saudita. Os dois pilotos quiseram a vantagem do DRS e inclusive disputaram uma freada para tal, travando seus compostos, mas no fim, melhor para o atual campeão do mundo.

Lewis Hamilton terminou em décimo e marcou somente um ponto (Foto: Mercedes)

9. Mercedes

É impossível terminar essa lista sem incluir a Mercedes. Octacampeã dos Construtores, as Flechas de Prata erraram a mão do W13 neste início de temporada e, agora, assistem as rivais diretas Ferrari e Red Bull dispararem à frente. Mesmo com um conceito ousado, quase sem sidepods, o carro da equipe alemã decepciona até aqui e sofre, principalmente, com problemas de quique. 

Os resultados comprovam isso: mesmo com um inesperado pódio no Bahrein, Lewis Hamilton registra seu pior começo de temporada na Fórmula 1 em 13 anos. Já George Russell segue consistente, mas sem conseguir competir com os quatro carros do pelotão da frente. 

(Foto: AFP)

10. Decisão de correr na Arábia Saudita

Esta, a surpresa mais negativa de todas. O grupo Houthi, da etnia xiita – que disputa o controle político do Iêmen -, atacou uma propriedade da Aramco, petrolífera saudita e uma das principais patrocinadoras da F1, durante o primeiro treino livre no circuito de Jedá. Em meio a incertezas e reuniões, a programação da categoria seguiu como se nada estivesse acontecendo.

Os pilotos, justiça seja feita, resistiram à intenção inicial de chefões e diretores, que deram garantias de segurança e, até mesmo, afirmaram possibilidade remota de saída segura do país caso o GP não fosse realizado. Tudo prosseguiu normalmente e Stefano Domenicali, chefão da F1, ainda disse após a etapa que “ninguém pode julgar a moralidade” da Fórmula 1.

Paddockast #141: Leclerc x Verstappen é a rivalidade que a F1 2022 precisa?

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