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10+

As maiores atuações de Interlagos nos últimos 30 anos

Lewis Hamilton teve uma das melhores apresentações da vida em Interlagos. O 10+ desta semana relembra outras performances históricas no templo paulistano

Lewis Hamilton venceu o GP de São Paulo (Foto: Carl de Souza/AFP)

2021 certamente entrou para a história de Interlagos. Após ausência em 2020 por conta da pandemia e a sombra de um nebuloso projeto que visava tirar a Fórmula 1 do principal autódromo do país, tudo voltou aos eixos, com direito ao público recorde e audiência grande na TV.

E os fãs, que tanto esperaram pelo retorno da Fórmula 1 ao Brasil, foram recompensados com uma das apresentações mais brilhantes de todos os tempos na categoria. O 10+ de hoje junta os desempenhos mais incríveis desde que Interlagos retornou ao calendário:

Ayrton Senna – 1991

Ayrton Senna venceu o GP do Brasil de 1991 (Foto: Norio Koike)

É difícil não pensar na Fórmula 1 no Brasil sem lembrar da grande vitória de Ayrton Senna em 1991. Com a McLaren, o brasileiro largou da pole-position e colocou excelente ritmo para tentar escapar de Nigel Mansell, da Williams, que o perseguiu por um longo período da prova.

Quando Mansell abandonou após rodar e enfrentar problemas no câmbio, Senna tinha uma vantagem superior a 40 segundos sobre Riccardo Patrese, também da Williams, que assumiu o segundo lugar. O tricampeão precisou se segurar nas voltas finais por conta também de um problema de câmbio, que fez a vantagem quase se esfarelar por inteira.

No fim, Ayrton recebeu a bandeirada para vencer em casa pela primeira vez, em meio ao desgaste físico pelo esforço feito para manter a McLaren viva na reta final da corrida.

Ayrton Senna – 1993

Em 1993, Ayrton se classificou em terceiro, 1s mais lento que a dupla da Williams formada por Alain Prost e Damon Hill, e parecia ter poucas chances de derrotar os oponentes.

Porém, foi na adversidade que o brasileiro brilhou. Ele chegou a cair para o quarto lugar durante a prova, mas a chuva caiu e mudou completamente o cenário em Interlagos. Primeiro, Prost bateu e abandonou. Senna conseguiu ritmo melhor na pista molhada, e quando o asfalto fazia a transição para o seco, deu um bote espetacular em Damon Hill para vencer pela última vez na frente do público local.

Juan Pablo Montoya – 2001

Era apenas a terceira corrida de Juan Pablo Montoya na Fórmula 1. O colombiano, campeão da CART e vencedor da Indy 500, tinha assinado com a Williams para 2001, e chegou em Interlagos ainda sem conquistar pontos na categoria.

Mas isso não impediu Montoya de protagonizar uma das ultrapassagens mais épicas da história de Interlagos, tomando o lado de dentro no ‘S’ do Senna e quase colocando o campeão mundial Michael Schumacher para fora da pista.

Juan encaminhava uma vitória tranquila até a volta 39, quando foi acertado pelo retardatário Jos Verstappen, de Arrows. Mesmo com o triunfo nas mãos de David Coulthard, a grande performance de Montoya é reconhecida até os dias atuais.

Felipe Massa – 2006

O fim do jejum brasileiro em Interlagos veio em grande estilo. Em seu primeiro ano de Ferrari, Felipe Massa teve uma performance de aplausos no GP do Brasil de 2006.

Apesar de entrar para a corrida ofuscado pela briga do título entre Fernando Alonso e Michael Schumacher, Massa foi pole-position e liderou praticamente as 71 voltas de disputa em Interlagos, colocando um ritmo impressionante e muito acima de todo o pelotão.

Foi a primeira vitória de um brasileiro no GP do Brasil em 13 anos, e Felipe parou nos braços do povo com o macacão verde e amarelo.

Michael Schumacher – 2006

Schumacher e Massa no GP do Brasil de 2006 (Foto: Ferrari Media)

A despedida de Michael Schumacher da Ferrari veio com uma missão impossível: o alemão precisava vencer e torcer para Fernando Alonso não pontuar para conquistar o oitavo título na Fórmula 1. Tudo começou errado quando um problema na bomba de combustível o impediu de dar uma volta no Q3, largando do 10º lugar.

Schumacher já andava em ritmo absurdo nas voltas iniciais em Interlagos e tirando vários carros da frente, mas se viu na última colocação após um pneu furado, oriundo de um contato com Giancarlo Fisichella.

A partir deste ponto, Michael voltou a andar em ritmo inacreditável, ousou na estratégia, e depois de belas ultrapassagens sobre Rubens Barrichello, o próprio Fisichella, e Kimi Räikkönen, fechou sua última participação de vermelho em um honroso quarto lugar.

Sebastian Vettel – 2012

Sebastian Vettel comemora o tricampeonato (Foto: Red Bull Content POOL)

Sebastian Vettel precisou ralar muito para chegar ao terceiro título mundial, em 2012. Além de uma largada conservadora que deu errado, o alemão foi acertado pela Williams de Bruno Senna na descida do lado, caindo para o último lugar e com danos na Red Bull.

A partir daquele ponto, Vettel teve de se recuperar com o que tinha para impedir o título de Fernando Alonso, e conseguiu. Andou em bom ritmo na pista molhada, conseguiu ultrapassagens e finalizou a prova na sexta posição, se tornando o mais jovem tricampeão do mundo por apenas três pontos de diferença.

Max Verstappen – 2016

Uma chuva de proporções bíblicas caiu em Interlagos no GP do Brasil de 2016, e foi neste dia em que Max Verstappen deu uma das provas de que seu futuro seria brilhante na Fórmula 1.

O holandês já tinha impressionado por uma ultrapassagem por fora sobre Nico Rosberg na curva do sol, mas teve de lidar com dois problemas: um quase acidente na curva do café e uma estratégia equivocada da Red Bull, que fez o piloto cair para 14º com 16 voltas para o fim.

Verstappen se recuperou de forma incrível, arranjando traçados e linhas completamente diferentes na pista molhada, e depois de superar Sebastian Vettel e Sergio Pérez nas voltas finais, saiu com um muito comemorado terceiro lugar em Interlagos.

Pierre Gasly – 2019

Pierre Gasly no pódio no GP do Brasil de 2019 (Foto: Red Bull Content Pool)

O primeiro pódio de Pierre Gasly na Fórmula 1 veio em Interlagos e levantando o público presente.

Após largar de uma ótima sexta posição com a Toro Rosso, Pierre manteve um ritmo bem decente e se valeu de todos os acontecimentos à sua frente: a quebra de Valtteri Bottas, o choque dos companheiros Sebastian Vettel e Charles Leclerc, e o toque entre Lewis Hamilton e Alexander Albon.

Porém, Gasly teve de lidar com Hamilton, um dos maiores da história, até a linha de chegada e com menos equipamento, o que conseguiu executar com sucesso para sair com o segundo lugar.

Carlos Sainz – 2019

Carlos Sainz era um dos grandes destaques da Fórmula 1 em 2019, mas pouco se esperava dele no GP do Brasil após um problema que impediu qualquer volta no sábado de classificação.

Largando de último, Sainz não só se valeu dos problemas de alguns dos principais concorrentes, como Gasly teve, mas também executou ultrapassagens ousadas em boa parte do pelotão para terminar na terceira posição com a McLaren. Foi o primeiro pódio do espanhol na Fórmula 1.

Lewis Hamilton – 2021

A maior pilotagem da carreira de Lewis Hamilton provavelmente foi em Interlagos. Após perder a pole da corrida sprint, teve de largar a prova de sábado do fundo do grid, e fez um trabalho espetacular ao alcançar o quinto lugar em apenas 24 voltas.

Para o domingo, o inglês levou uma nova punição, agora por troca do motor de combustão interna, mas sair de décimo não foi problema para o heptacampeão mundial, que escalou o grid de novo, e após tirar Max Verstappen da frente na volta 59, saiu com a vitória.

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