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Maiores jejuns de pódios da Fórmula 1

No Catar, Fernando Alonso finalmente voltou ao pódio na Fórmula 1 depois de sete longos anos. Mas outros pilotos, vencedores e desconhecidos, possuem jejuns parecidos na categoria

Fernando Alonso voltou ao pódio e comemorou muito no Catar (Foto: Alpine)

No último domingo (21), Fernando Alonso saiu de uma desconfortável estatística na Fórmula 1. O espanhol foi terceiro colocado no GP do Catar, em Losail, e quebrou uma sequência de 146 corridas sem subir no pódio, quando liderava a negativa marca.

Mesmo assim, demorou mais de sete anos sem chegar no top-3 e ocupa uma outra posição incômoda, o segundo com mais tempo entre pódios na F1. Quer saber os outros nove que dominam a lista? O GRANDE PREMIUM apresenta para você no 10+ de hoje.

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A festa de Fernando Alonso no pódio em Losail (Foto: Pirelli)

1) Alexander Wurz – 7 anos, 9 meses e 11 dias

Alexander Wurz teve apenas três pódios na Fórmula 1. Um deles foi logo no ano de estreia, quando substituía um adoentado Gerhard Berger, no GP da Inglaterra de 1997. O feito o garantiu na Benetton por mais três temporadas completas, mas a equipe perdeu rendimento e o austríaco não conseguiu chegar novamente ao top-3.

Em 2005, Wurz voltou ao grid para substituir o lesionado Juan Pablo Montoya na McLaren por algumas etapas. No GP de San Marino, chegou na quarta colocação, mas contou com a desclassificação posterior de Jenson Button, da BAR, para chegar no pódio.

Ainda seria o terceiro colocado no GP do Canadá de 2007, com a Williams, em sua última temporada completa como piloto na F1.

2) Fernando Alonso – 7 anos, 3 meses e 25 dias

O drama de Fernando Alonso também foi longo, mas diferente de Wurz, boa parte desse período foi dentro das pistas, com exceção de 2019 e 2020. O último pódio de Alonso é, agora, no GP do Catar, mas o amargo jejum começou no GP da Hungria de 2014, quando perdeu a vitória para Daniel Ricciardo nas voltas finais e ainda terminou em segundo.

Depois, o espanhol saiu da Ferrari, passou por uma McLaren em apuros e chegou até a se aposentar da Fórmula 1. Voltou a correr na categoria este ano, com a Alpine, mas foi já recompensado com um pódio. Mesmo assim, detém o maior jejum de corridas entre um pódio e outro, com 146 etapas.

3) Michael Schumacher – 5 anos, 8 meses e 23 dias

Pois é, até mesmo um dos maiores campeões mundiais da história aparece nessa lista. Michael Schumacher venceu o GP da China de 2006 e depois não foi ao pódio nas últimas duas etapas daquela temporada, no Japão e no Brasil, encerrando sua primeira passagem pela Fórmula 1 com o vice-campeonato, atrás de Alonso.

Em 2010, de surpresa, o alemão voltou para correr na Mercedes, onde sofreu muito com os novos carros da categoria. No caótico GP da Europa de 2012, conseguiu a terceira colocação, em seu último pódio até hoje.

O sempre vencedor Michael Schumacher demorou 5 anos para conquistar um pódio na F1 (Foto: Pirelli)

4) Mario Andretti – 5 anos, 5 meses e 23 dias

Depois de fazer sucesso nos Estados Unidos, inclusive vencendo a Indy 500, Mario Andretti foi se aventurar na Fórmula 1 e conseguiu alguns bons resultados no início da década de 1970, inclusive uma vitória no GP da África do Sul em 1971. Depois disso, porém, um grande jejum.

A seca do ítalo-americano só foi terminar em 1976, com um pódio no GP da Holanda. Depois disso, Andretti viraria um dos grandes pilotos de sua geração e conquistaria o título da F1 em 1978, com a Lotus.

5) Jim Rathmann – 5 anos

O caso de Jim Rathmann é um daqueles que poucos se lembram do piloto e também de seus resultados. Ainda mais por ter corrido apenas 10 vezes na categoria, sempre nas 500 Milhas de Indianápolis.

Em uma dessas vezes, foi segundo colocado em 1952. Exatos cinco anos depois, repetiu o resultado na tradicional prova. O americano ainda venceria a Indy 500 em 1960, colocando-se de vez na história do esporte a motor.

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6) Eddie Cheever – 5 anos

Outro piloto que conseguiu um número redondo de anos foi Eddie Cheever. O americano demorou exatos 5 anos e 77 etapas para repetir um pódio, ambos conquistados no GP da Itália, em Monza. Em 1983, correndo pela Renault, terminou em terceiro lugar, conquistando o quarto top-3 daquela temporada.

Cinco anos depois, no mesmo circuito, Cheever aproveitou-se do movimentado GP da Itália, com direito a abandonos dos favoritos Ayrton Senna e Alain Prost, para chegar em terceiro lugar com sua Arrows. No ano seguinte, em Phoenix, foi novamente ao pódio e depois saiu da Fórmula 1.

7) Jackie Oliver – 4 anos, 10 meses e 20 dias

Você lembra de Jackie Oliver na F1? Tudo bem se não souber responder essa, é difícil mesmo. O britânico estreou em 1968 e conseguiu um pódio logo no primeiro ano, com o terceiro lugar no GP do México.

Depois, andou por algumas equipes do grid e chegou à Shadow em 1973. Depois de um ano com muitos abandonos, conseguiu um heroico terceiro lugar no GP do Canadá e marcou seus únicos pontos naquela temporada. E nunca mais voltou ao pódio.

8) Jean-Pierre Jarier – 4 anos, 9 meses e 5 dias

Jean-Pierre Jarier andou por equipes como March, Shadow, Tyrrell e Ligier, mas conquistou apenas três pódios em 12 temporadas de Fórmula 1. O primeiro depois foi no GP de Mônaco de 1974. O jejum, porém, durou até 1979, quando foi o terceiro na etapa da África do Sul.

Nick Heidfeld quebrou o jejum de pódios em 2005, com a Williams (Foto: Williams)

9) Nick Heidfeld, – 3 anos, 11 meses e 8 dias

Nick Heidfeld parece sempre aparecer em listas de longos jejuns da F1, não é mesmo? Logo, faria sentido ele estar aqui, apesar da modesta nona posição no ranking.

O alemão conquistou seu primeiro pódio na F1 no GP do Brasil de 2001, aproveitando-se do caos e da chuva em Interlagos. Depois de passar por algumas equipes do grid, acabou na Williams em 2005, quando foi terceiro no GP da Malásia e acabou com a zica.

10) Jarno Trulli – 3 anos, 10 meses e 8 dias

Jarno Trulli é outro que sempre aparece em listas de jejuns. O primeiro pódio do italiano foi no memorável e bagunçado GP da Europa de 1999, quando milagrosamente colocou a modesta equipe Prost na segunda colocação. Depois, no entanto, precisou esperar até o GP da Alemanha de 2003, com a Renault para subir novamente no pódio.

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