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No que ficar de olho na segunda parte da temporada 2021 da Fórmula 1

A Fórmula 1 volta a acelerar neste fim de semana em Spa-Francorchamps e abre um segundo semestre quase sem descanso. O GRANDE PREMIUM lista dez tópicos para o leitor prestar atenção ao que a F1 reservará para as próximas semanas

A batalha entre Hamilton e Verstappen pelo título promete dar o tom no segundo semestre da F1 (Foto: Mercedes)
F1 VOLTA DAS FÉRIAS NA BÉLGICA E CHEFE DA MERCEDES ENTRA NA MIRA DAS AUTORIDADES | Paddock GP #253

As férias de verão da Fórmula 1 chegaram ao fim. É fim de semana de corrida de novo, bebe! A temporada 2021 será retomada a partir desta sexta-feira com os treinos livres para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, e abrirá uma série intensa de corridas que só vai terminar no segundo fim de semana de dezembro.

Há muito em jogo nas próximas semanas da Fórmula 1: a definição do futuro de vários pilotos, os embates entre Ferrari e McLaren, Red Bull e Mercedes e, claro, a grande e esperada luta pelo título entre Lewis Hamilton a Max Verstappen.

E é disso que trata o GRANDE PREMIUM com o 10+ desta terça-feira. Portanto, tome nota e fique de olho nos dez tópicos que vão movimentar este segundo semestre intenso e de muita velocidade e notícias na Fórmula 1.

A segunda parte da temporada 2021 da Fórmula 1 é envolta por enorme expectativa (Foto: Red Bull Content Pool)

A vitória 100 de Hamilton

É possível que Lewis Hamilton alcance outrora impensável marca de 100 vitórias na Fórmula 1 já neste fim de semana. E o recorde histórico tem tudo para ser mais um dentre os outros tantos que o britânico construiu ao longo da sua carreira. Afinal, Hamilton foi também o primeiro piloto a superar a marca de 100 poles na F1 e está empatado com Michael Schumacher em número de títulos, sete, podendo ser também o primeiro octacampeão da história da categoria neste 2021.

Lewis Hamilton, hepta, GP da Turquia 2020,
Lewis Hamilton está muito perto de alcançar mais uma marca histórica (Foto: Reprodução/Twitter/@F1)

O futuro de Russell

George Russell partiu para as férias de verão, na Grécia, em alta depois de ter conquistado seus primeiros pontos com a Williams. Depois de quase quatro semanas de folga, o prodígio volta a acelerar o FW43B, mas sem perder de vista a chance de ser promovido a titular da Mercedes.

Toto Wolff, o chefe da equipe heptacampeã do mundo, promete definir a dupla de pilotos até setembro, porém é bem provável que tudo esteja decidido bem antes. O dirigente alemão tem um enorme dilema pela frente, já que Lewis Hamilton é completamente favorável à manutenção de Bottas na equipe.

George Russell, Mercedes, GP de Sakhir 2020,
George Russell sonha em vencer a concorrência com Valtteri Bottas por um lugar na Mercedes em 2022 (Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

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Para onde vai Bottas?

O futuro de Valtteri Bottas está completamente ligado ao de Russell, já que os dois concorrem diretamente por um lugar na Mercedes em 2022. O próprio Toto Wolff afirmou que a decisão está entre a estabilidade que o finlandês traz às garagens de Brackley e o talento do prodígio britânico.

Nos bastidores, porém, muitos dão George como nome certo ao lado de Lewis Hamilton no ano que vem. Valtteri, como reportado em primeira mão pelo GRANDE PRÊMIO meses atrás, tem na Alfa Romeo como uma opção muito realista, mas a Williams, sua primeira casa na F1, ainda não pode ser descartada.

A decisão da Red Bull

A Red Bull está feliz da vida com Max Verstappen e Pierre Gasly pelo que os dois fizeram nesta primeira parte da temporada. O holandês tem contrato com a equipe taurina pelo menos até 2023. Já o francês segue vinculado à marca dos energéticos por mais um ano, mas parece ter seu destino fadado à AlphaTauri por mais uma temporada.

Sergio Pérez, companheiro de Max em 2021, venceu o GP do Azerbaijão, mas não convenceu ao longo do campeonato, enquanto Yuki Tsunoda, que estreia na F1 com a AlphaTauri, tem cometido muitos erros e se perdido no palavreado e na falta de postura diante da equipe italiana.

Helmut Marko afirmou que não deve haver surpresas nas duas duplas de pilotos, mas, como se trata da Red Bull, nada é impossível.

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Sergio Pérez até ganhou corrida pela Red Bull em 2021, mas ainda não convenceu (Foto: Mark Thompson/Red Bull Content Pool/Getty Images)

Fim da linha para Kimi?

Eis uma questão que já faz parte dos bastidores da Fórmula 1 há alguns anos. Mas Kimi Räikkönen segue sendo um herói da resistência e permanece na F1. Neste ano, porém, a Alfa Romeo não lhe deu tantas condições assim de lutar por pontos e, no fim das contas, o veterano faz um trabalho pior na comparação com Antonio Giovinazzi.

Mas Kimi, que vai completar 42 anos em outubro, já surpreendeu o mundo do esporte ao continuar nas pistas da Fórmula 1 nas últimas temporadas e tem o respaldo da Alfa Romeo. Se sentir que tem condições de ser competitivo, tende a continuar em Hinwil por mais um ano. A decisão sobre o futuro de Kimi também deve ser definida nas próximas semanas.

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GP de São Paulo e o calendário

O segundo semestre teria 12 GPs no espaço de 16 finais de semana. Mas o cancelamento do GP do Japão, a vaga deixada no calendário com a não-realização do GP da Austrália e as incertezas sobre a pandemia fazem com que nada seja garantido para a continuação do campeonato.

Dentre todas as corridas previstas para o calendário, a maior expectativa está sobre o GP de São Paulo. A prova, que sucede ao GP do Brasil, está marcada para os dias 5 a 7 de novembro e terá o lendário autódromo de Interlagos como palco. A organização do evento promete fazer da F1 no Brasil um símbolo de retomada e quer colocar uma grande quantidade de público nas arquibancadas.

ALAN ADLER; GP DE SÃO PAULO; FÓRMULA 1;
Alan Adler é o promotor do novo GP de São Paulo de Fórmula 1 (Foto: Beto Issa/F1 GP de São Paulo)

Entretanto, a variante Delta do novo coronavírus e as restrições de viagem impostas pelo governo do Reino Unido tornam tudo ainda um grande ponto de interrogação, embora o Governo de São Paulo e o novo promotor da prova no país, Alan Adler, garantam que a corrida será realizada, talvez não em 7 de novembro, mas uma semana depois, como é o desejo das autoridades e do ex-velejador olímpico e empresário.

Daniel Ricciardo

A grande decepção da primeira parte da temporada atende pelo nome de Daniel Ricciardo. O australiano chegou à McLaren com grande expectativa, já que é reconhecidamente um grande piloto. Só que o sorriso do piloto mais carismático do grid se fechou: o dono do carro #3 foi ofuscado pela grande fase de Lando Norris e não conseguiu ainda se adaptar.

Parece muito improvável que a McLaren vá demitir Ricciardo neste momento, mas o oceânico precisa reagir urgentemente.

O embate pelo top-3 nos Construtores

A luta da McLaren contra a Ferrari pelo posto de terceira força da temporada terminou a primeira parte empatada em pontos, com a equipe italiana à frente da rival britânica em razão do segundo lugar obtido por Carlos Sainz em Mônaco.

A luta entre duas escuderias históricas e vitoriosas vai ser uma das grandes atrações da segunda parte da temporada. E ainda que pareça algo distante em condições normais de temperatura e pressão, não descarte ver uma delas no lugar mais alto do pódio em algum momento.

Para a McLaren levar a melhor contra a Ferrari, é fundamental uma reação imediata de Ricciardo. Se o australiano realmente melhorar, então será uma batalha entre duas excelentes duplas de pilotos até o fim do campeonato.

A guerra Red Bull x Mercedes

Christian Horner já avisou que a Red Bull vai lutar até o fim pelo título e, desta forma, manterá o desenvolvimento do RB16B até onde for possível na batalha para desbancar a Mercedes. As disputas em pista tendem a ser incríveis entre as duas grandes forças da F1 na atualidade, mas também é possível esperar pela sequência do clima bélico neste segundo semestre.

A única possibilidade de a temperatura do paddock arrefecer é se uma das duas protagonistas sobrar perante a adversária e enfileirar vitórias, como Lewis Hamilton e a Mercedes costumam fazer no segundo semestre há alguns anos. Mas tenha certeza que os comandados de Horner e Helmut Marko vão brigar até o fim por uma taça que não vem desde 2013.

Hamilton, Verstappen,
A rivalidade entre Hamilton e Verstappen é a melhor que a F1 produziu desde 2007 (Foto: Divulgação/Red Bull Content Pool)

A batalha pelo título: Hamilton x Verstappen

A temporada 2021 brindou o fã da Fórmula 1 com uma rivalidade como há tempos não se via. O duelo de gerações travado entre Hamilton e Verstappen foi o melhor que a categoria produziu na disputa pelo título desde o próprio Hamilton e Fernando Alonso na batalha interna na McLaren em 2007. E como aconteceu há 14 anos, desta vez trata-se de uma briga efervescente na pista e nos bastidores.

Hamilton é o presente e a história sendo escrita a cada momento: perto das 100 vitórias, Lewis, hoje com 36 anos, busca neste ano chegar ao oitavo título mundial, o que faria dele o maior campeão de todos os tempos ao desempatar a fatura com Michael Schumacher.

Verstappen é o novo: perto de completar 24 anos, o holandês conta com o esforço da Red Bull e da Honda para quebrar o jejum de títulos na Fórmula 1 e novamente fazer história. Max sabe que está diante de uma chance rara e, por isso, vai atacar e lutar até o fim.

Não dá para descartar novas ocorrências como o acidente da primeira volta do GP da Inglaterra, mas o fato é que a batalha entre Lewis e Max na pista é o ponto alto de uma grandiosa temporada, que tem totais possibilidades de ser definida somente na corrida final. Que assim seja.

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