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O que transforma a Red Bull na melhor equipe da F1 2021?

Acostumada a mandar e desmandar na Fórmula 1 desde 2014, a Mercedes está abaixo da Red Bull em 2021. O GRANDE PREMIUM lista fatores que explicam a mudança na ordem de forças

BAKU, AZERBAIJAN - JUNE 06: Race winner Sergio Perez of Mexico driving the (11) Red Bull Racing RB16B Honda takes the chequered flag as he passes his team celebrating on the pitwall during the F1 Grand Prix of Azerbaijan at Baku City Circuit on June 06, 2021 in Baku, Azerbaijan. (Photo by Clive Rose/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202106060625 // Usage for editorial use only //

No começo de 2021, quando a pré-temporada ainda rolava, muito se falava que a Red Bull teria condições de fazer frente à Mercedes e, quiçá, ameaçar aqui e acolá. Porém, após oito etapas, a situação é outra: a Red Bull já domina e subjuga a Mercedes, que, perdida, fica atrás dos taurinos em uma posição que há muito não lhe pertencia.

Com oito corridas passadas, a Red Bull tem a ponta do Mundial de Pilotos com Max Verstappen, com 156 pontos, contra os 138 de Lewis Hamilton. Já no Mundial de Construtores, a equipe austríaca tem 252 tentos, contra os 212 dos anglo-alemães, corroborando o domínio taurino no ano. Com tudo isso na conta, o GRANDE PREMIUM elenca aqui alguns motivos que explicam o protagonismo da escuderia dos energéticos em 2021.

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Motor Honda é claramente o mais desenvolvido para 2021 (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

Evolução do motor Honda

Desde o retorno à Fórmula 1, a companhia japonesa buscava uma afirmação total de que tinha voltado à boa forma. Após protagonizar cenas vergonhosas com a McLaren, sobretudo em 2015 e 2016, a empresa passou a fornecer a unidade motriz para a Red Bull a partir de 2019.

Após ficar atrás da Mercedes e das unidades de potência da Ferrari, a Honda entrega em 2021 um verdadeiro “canhão” para os taurinos, que até o momento dominam o campeonato e apresentam um carro melhor na parte aerodinâmica e também no quesito potência.

O RB16B se adaptou melhor às mudanças de regulamento para 2021 (Crédito: Red Bull / Twitter)

Melhor compreensão do regulamento

Às vésperas da entrada do novo regulamento técnico da Fórmula 1, que passa a vigorar em 2022, pouco mudou entre 2020 e 2021. Dito isso, algumas mudanças aconteceram. A diminuição do downforce, causada pelas alterações no assoalho, as mudanças no difusor e nos dutos de freio traseiros parecem ter caído melhor para o RB16B, que evoluiu melhor que o W12 e desponta como o grande carro de 2021.

Sergio Pérez se adaptou à nova casa e já até venceu pela Red Bull, no GP do Azerbaijão (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

Chegada de Sergio Pérez

Verdade seja dita: ‘Checo’ demorou a engrenar na equipe taurina. O mexicano pediu cinco corridas para se adaptar; tão logo o prazo se esgotou, venceu o GP do Azerbaijão em atestado límpido de que estava adaptado à nova casa.

No Mundial, Pérez é o terceiro colocado, com 96 pontos, atrás apenas do líder, Max Verstappen e de Lewis Hamilton. Com um segundo piloto tão forte assim, a Red Bull anota vantagem neste quesito.

Valtteri Bottas não justifica sua permanência na Mercedes para 2022 e sofre com seguidos revezes na temporada (Foto: Mercedes)

Má fase de Valtteri Bottas

Se do lado taurino o segundo piloto é sinônimo de segurança e bons resultados, a Mercedes conta com um Valtteri Bottas mais apagado do que nunca. Cercado pela especulação de que deixará a equipe no fim de 2021, o nórdico pouco faz na pista para justificar a permanência.

Como melhores resultados, quatro terceiros lugares, no GP do Bahrein, Portugal, Espanha e mais recentemente na Estíria. Além disso, uma pole-position em Portimão se destaca no cartel do finlandês, que é apenas o quinto colocado no Mundial de Pilotos com 74 pontos, atrás inclusive de Lando Norris, da McLaren.

Além do resultado aquém nas pistas e da incerteza do futuro, Bottas ainda consegue protagonizar cenas que apenas reforçam sua saída da Mercedes, como a enfadonha rodada nos boxes no GP da Estíria e a ríspida troca de mensagens por rádio com a equipe no GP da França.

Max Verstappen celebra vitória na França (Foto: Red Bull Content Pool)

Ótima fase de Max Verstappen

Max Verstappen está melhor do que nunca. Aos 23 anos de idade, o holandês já se mostra pronto para ser campeão mundial. Sabendo dosar a genialidade com a consistência, o piloto não comete mais erros bobos ou joga fora chances preciosas.

Com quatro vitórias e três pole-positions, Verstappen alinha o ótimo RB16B que tem nas mãos com uma eficácia impressionante e tira proveito das falhas da Mercedes de maneira impiedosa. Com 156 tentos no Mundial, 18 a mais que Hamilton, o holandês abre vantagem e pavimenta o caminho rumo ao primeiro mundial da carreira.

A Red Bull, até o momento, passeia sobre a Mercedes e desponta como a equipe a ser batida em 2021 (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

Red Bull quase perfeita, Mercedes perdida

Se até 2021 a Mercedes ditava o ritmo de tudo, apresentava estratégias brilhantes, carros perfeitos e vencia com sobras, em 2021 tudo mudou. Acostumada no passado recente a ter o protagonismo, a Red Bull até perdeu o GP do Bahrein, levando um undercut dos anglo-alemães.

Porém, depois disso, com as lições devidamente aprendidas, a equipe dos energéticos passou a dar as cartas, dominar, inovar e vencer a Mercedes em estratégias e na pista, salvo o GP da Espanha, último triunfo da Mercedes em 2021. Um incrível jejum de quatro corridas fora do topo do pódio.

CHRISTIAN HORNER; RED BULL;
Christian Horner não crê que a Mercedes abandonou o desenvolvimento do W12 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Foco total em 2021

A equipe dos energéticos quer ser oportunista. Mesmo correndo o risco de iniciar 2022 atrás, quando o novo regulamento técnico da categoria entrará em vigor, a equipe foca em 2021 e na chance única de sair da fila de títulos que dura desde 2013.

Com uma era híbrida dominada pela Mercedes, a Red Bull sabe que 2021 é a oportunidade perfeita para desbancar os anglo-alemães e, até agora, cumpre à risca o papel de desafiante.

Do outro lado da briga, por mais que Lewis Hamilton não queira, a Mercedes jura de pé junto que deixou de lado o desenvolvimento do W12 e que já deposita as forças no carro da próxima temporada. Christian Horner, chefe taurino, crê em um blefe dos anglo-alemães, mas na pista a diferença é facilmente sentida.

Max Verstappen venceu o GP de Mônaco e Sergio Pérez foi o melhor nas ruas do GP do Azerbaijão (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

100% de aproveitamento nas corridas de rua

Etapas em circuitos de rua sempre trazem um tempero especial para as corridas. Em 2021, a rodada dupla de circuitos não permanentes bagunçou o campeonato e serviu como impulso para os taurinos tomarem as rédeas do certamente. Após uma corrida pífia da Mercedes, que viu Bottas abandonar por conta de um pit-stop desastroso e Hamilton finalizar apenas em sétimo, a Red Bull venceu com Verstappen.

Na rodada seguinte, nas ruas da capital azeri, Verstappen abandonou após um furo de pneu, mas ‘Checo’ Pérez fez valer a estrela e venceu, provocando um erro bizarro de Hamilton, que acabou em 15º, enquanto Bottas, discretíssimo ao longo do fim de semana, foi 12º.

TOTO WOLFF; MERCEDES; MERCEDES AMG; MERCEDES W12; FÓRMULA 1;
Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, já declarou que não irá mais desenvolver o carro de 2021, o W12 (Foto: Mercedes)

Teto orçamentário

Em 2021, o teto orçamentário de gastos começou a valer. Se por um lado as finanças estão equalizadas, por outro, quem antes tinha muito para gastar e podia injetar quantias quase infinitas de dinheiro, agora se vê sob um limite.

Ruim para a Mercedes: a equipe precisa correr atrás da rival, mas precisar também cortar investimentos em desenvolvimento e pesquisa. Melhor para a Red Bull, que se aproveita de condições financeiras semelhantes para aproveitar o momento e dominar.

Com a intensificação da medida para 2022 e a adoção do novo regulamento técnico no próximo ano, os taurinos não dão sinais de que largarão a oportunidade de triunfar em 2021.

Lewis Hamilton apresentou erros, algo impensável de se ver vindo do heptacampeão nos últimos anos (Foto: Mercedes)

Hamilton mais errático

Acostumado a mandar e desmandar nas corridas e nos campeonatos, Lewis Hamilton mostra, em 2021, uma versão bem incomum e errática. A grande cena que comprova isso foi a manobra na relargada do GP do Azerbaijão.

Além disso, mais recentemente, no GP da Áustria, Hamilton chegou a quase rodar na perseguição contra o holandês. Ao que tudo indica, o heptacampeão mundial apresenta dificuldades em deixar de lado o papel de protagonista.

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