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Os dirigentes mais influentes da Fórmula 1 nos últimos 30 anos

Muitos personagens construíram suas respectivas histórias na Fórmula 1 sem precisar, necessariamente, brilhar dentro das pistas. O GRANDE PREMIUM lista dez dirigentes que marcaram época nas últimas três décadas na principal categoria do esporte a motor

Toto Wolff ao lado de Frank Williams: dois dirigentes históricos da Fórmula 1

Em mais de 70 anos de existência, a Fórmula 1 já imortalizou muitas personalidades não apenas dentro, mas também fora das pistas. Nos últimos 30 anos, a categoria passou por diversas mudanças, se transformou e viu personagens alcançarem o status de imortais por terem alterado, significativamente, os rumos que a principal categoria do automobilismo mundial tomou desde então.

Tais personalidades, ao longo dos anos, participaram de momentos decisivos e históricos na categoria, seja comandando a Fórmula 1, equipes vencedoras, projetos inovadores ou ao escrever, a cada ação, capítulos importantes nos livros de história da categoria. Verdadeiros ‘tubarões’ do esporte, de Bernie Ecclestone a Toto Wolff, certamente possuem lugar cativo no Olimpo automobilístico.

De ex-piloto que virou o mais vitorioso chefe de equipe da história a especialista em revelar promessas para a categoria, o GRANDE PREMIUM lista os dez dirigentes mais influentes dos últimos 30 anos da Fórmula 1.

1- Bernie Ecclestone

Claramente, a lista não poderia deixar fora Bernie Ecclestone, de 90 anos, que de 1977 a 2017 esteve à frente da Fórmula 1. Foi dele a ideia de comercializar os direitos de transmissão da categoria, o que aumentou exponencialmente a exposição e a popularidade do esporte. Bernie também colecionou polêmicas e fracassos à frente da Fórmula 1, que foi vendida ao grupo norte-americano Liberty Media, em 2017, por cerca de R$ 27 bilhões à época.

Além de ter sido o comandante da categoria pela grande parte de sua existência, dentro das pistas, Ecclestone foi chefe de equipe da Brabham nas décadas de 1970 e 1980 e liderou a equipe nas conquistas do Mundial de Pilotos em 1981 e 1983, com Nelson Piquet.

Bernie Ecclestone foi o responsável pela profissionalização da F1 (Foto: Fórmula 1)

Polêmicas à parte, que sempre vão cercar o icônico ex-dirigente, Ecclestone, por tudo que fez de bom e ruim para a categoria, tem um lugar reservado como um dos maiores nomes da Fórmula 1 em todos os tempos.

2- Toto Wolff

Autoproclamado ‘tubarão’ da Fórmula 1, o austríaco, ex-piloto que inclusive já venceu as 24 Horas de Nürburgring, em 1994, faz por merecer tal alcunha na categoria. Torger Christian ‘Toto’ Wolff, que iniciou sua jornada na categoria como acionista e diretor da Williams, além de empresário de Valtteri Bottas, assumiu parte das ações e o comando da Mercedes em 2013. De lá para cá, empilhou sete títulos mundiais em sequência e criou, ao lado de Lewis Hamilton, a maior dinastia da história do esporte.

Wolff só não finalizou o ano como campeão apenas em sua estreia na equipe alemã, quando viu a Red Bull conquistar o título.

Nesta carreira de altos dentro da Fórmula 1, Wolff se consolidou como um dos dirigentes mais influentes não apenas por comandar os rumos da equipe mais vitoriosa do século, mas também por determinar os caminhos de muitos pilotos, não apenas de Lewis Hamilton, Valtteri Bottas ou mesmo Nico Rosberg, mas também Pascal Wehrlein, Esteban Ocon (que tiveram negadas as chances de correr na Mercedes) e George Russell, o próximo da fila para ocupar uma vaga na equipe mais cobiçada do grid.

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GP da Emília-Romanha 2020, Hamilton, Wolff, Bottas, 7º título Construtores Mercedes,
Wolff celebrando o heptacampeonato da Mercedes ao lado de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas (Foto: Mercedes)

Na ‘era moderna’ da categoria, Wolff, atualmente com 49 anos, não é apenas um dirigente de sucesso, é a própria personificação do êxito na Fórmula 1, entrando para a história como um dos dirigentes mais influentes e vencedores da história.

3- Frank Williams

Dona de nove Mundiais de Construtores e de mais sete do Mundial de Pilotos, a Williams chegou ao topo do esporte graças à obstinação do seu fundador. Frank Williams alcançou o que todo garagista da década de 1970 gostaria de ter: uma equipe que nasceu praticamente do nada e para alcançar o Olimpo.

Frank Williams deixou grandes capítulos na história da Fórmula 1. Impossível esquecer do último título de Nelson Piquet, em 1987, ou mesmo do ‘carro de outro planeta’ que levou Nigel Mansell à taça do mundo em 1992.

Sir Williams tentou até onde foi possível manter o ideal de se manter independente antes de vender a equipe para o fundo norte-americano Dorilton Capital. Tudo para salvar a Williams e torná-la novamente competitiva.

FRANK WILLIAMS;
Frank Williams está nos livros de história do esporte como sinônimo de vitória (Foto: Williams Racing)

Mas jamais os feitos atingidos pelo britânico serão esquecidos. Frank Williams representou o espírito empreendedor e inovador da Fórmula 1, tornando-se um dos principais personagens de sua história.

4- Ron Dennis

Chefe de nomes vitoriosos como Ayrton Senna, Alain Prost, Mika Häkkinen, Niki Lauda, Lewis Hamilton e Fernando Alonso, Ron Dennis é um dos chefes de equipe mais vitoriosos da história do automobilismo, tendo dominado a década de 1980 como um dos principais nomes da categoria.

Dennis chegou à McLaren em 1980. Ao longo de sua carreira, o dirigente comandou a equipe de Woking a sete Mundiais de Construtores e a dez Mundiais de Pilotos, tornando-se, praticamente um sinônimo da McLaren e de sucessos na categoria.

Ron Dennis marcou época a frente da McLaren (Foto: McLaren)

Em 2017, Dennis vendeu suas ações da equipe, deixou a McLaren e encerrou uma história coberta de glória na Fórmula 1.

5- Ross Brawn

Hoje diretor-esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn coleciona títulos e importantes marcas na categoria. Se hoje seu trabalho tem muito mais a ver com os rumos que a categoria tomará, em um passado não tão distante Brawn foi responsável por três grandes trabalhos como dirigente em equipes históricas. No início da década de 1990, comandou o projeto ambicioso da Benetton, que culminou nos dois primeiros títulos mundiais de Michael Schumacher.

Já nos anos 2000, Brawn migrou para a Ferrari como diretor-técnico da equipe e enfileirou cinco títulos do Mundial de Construtores e ajudou Michael Schumacher a eternizar sua dinastia ao faturar cinco campeonatos, entre 2000 e 2004. Brawn esteve ao lado de Michael em todas as suas conquistas na Fórmula 1.

ROSS BRAWN; RUBENS BARRICHELLO; JENSON BUTTON;
Ross Brawn fez história na Fórmula 1 como campeão mundial várias vezes (Foto: Brawn GP)

Posteriormente, o engenheiro britânico adquiriu o espólio da Honda e a transformou na sua Brawn GP. A equipe, que surgiu praticamente de última hora, surpreendeu o mundo do esporte. Com Jenson Button como protagonista e Rubens Barrichello para completar a dupla de pilotos, a Brawn assombrou a Fórmula 1, sobretudo no primeiro semestre de 2009, quando pavimentou a conquista dos títulos de Pilotos, com Button, e de Construtores, o que se confirmou ao fim daquela temporada.

A história da equipe de Brawn durou só um ano antes da venda para a Mercedes. Ross seguiu para a equipe alemã, onde ficou até 2013. Nos últimos anos, voltou a ter uma função-chave no esporte graças ao impulso do Liberty Media.

6- Jean Todt

Presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) desde 2009, Jean Todt tem uma longa história no esporte a motor. Mas sua trajetória começou muito longe da Fórmula 1: foi nos ralis, como navegador, que o francês se destacou, a ponto de ter conquistado o vice-campeonato mundial com a Peugeot em 1981.

A partir do ano seguinte, virou diretor da marca francesa e liderou projetos vencedores no Dakar e em Le Mans. Foi o que chamou a atenção da Ferrari, que contratou o francês para comandar a equipe em 1993. O sucesso em Maranello levou um bom tempo para chegar e foi concretizado anos depois, quando dois elementos cruciais se uniram ao time italiano: Michael Schumacher e Ross Brawn. Com os dois, Todt completou um triunvirato praticamente imbatível na categoria.

ROSS BRAWN; MICHAEL SCHUMACHER; JEAN TODT;
Ao lado de Ross Brawn e Michael Schumacher, Jean Todt foi um dos pilares da dinastia da Ferrari entre 2000 e 2004 (Foto: Ferrari)

Em seus 15 anos a frente da equipe, conquistou seis Mundiais de Pilotos (cinco com Schumacher e um com Kimi Räikkönen, em 2007) e seis Mundiais de Construtores, entre 1999 e 2004.

7- Christian Horner

Ex-piloto, Christian Horner desembarcou na Fórmula 1 em 2005, aos 32 anos de idade, como o mais jovem chefe de equipe da história da categoria. Se a sua carreira nas pistas, encerrada em 1998, foi um tanto discreta, a trajetória como dirigente é mais do que espetacular.

Na Red Bull desde seu nascimento, o britânico alcançou enorme sucesso com a equipe austríaca entre 2010 e 2013, quando conquistou oito títulos mundiais (quatro do Mundial de Pilotos e quatro de Construtores) na sequência ao lado de Sebastian Vettel, dominando por completo a categoria.

Horner teve como principais pilares naqueles anos de ouro da Red Bull o próprio Vettel e também Adrian Newey, o ‘mago da aerodinâmica’, que segue até hoje na equipe taurina.

CHRISTIAN HORNER; RED BULL;
Christian Horner ocupa o posto de chefe de equipe da Red Bull desde 2005 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Ainda hoje no cargo, Horner inicia 2021 com a árdua missão de interromper a sequência de sete Mundiais de Construtores conquistados pela Mercedes, e para isso, conta com seu pupilo Max Verstappen como grande trunfo.

8- Peter Sauber

Ainda que Peter Sauber jamais tivesse conquistado títulos na Fórmula 1, o legado do dirigente suíço na categoria é imensurável. Focada em revelar promessas à F1, a equipe sediada em Hinwil mostrou ao mundo os primeiros passos de grandes nomes do esporte: Kimi Räikkönen, Nico Hülkenberg, Jacques Villeneuve, Felipe Massa, Sergio Pérez e Charles Leclerc.

PETER SAUBER; SAUBER;
Peter Sauber foi o responsável por revelar inúmeros talentos na F1 (Foto: Sauber)

Em 2018, a Sauber fechou acordo de parceria com a Alfa Romeo, que assumiu a alcunha da equipe na Fórmula 1. Mas o nome Sauber, bem como as instalações da equipe na Suíça, seguem presentes e muito vivos.

Peter Sauber, hoje com 77 anos, concluiu sua trajetória no esporte em 2016, quando decidiu vender as ações da equipe ao fundo suíço de investimentos Longbow Finance, liderado pelo executivo Pascal Picci.

9- Chase Carey

Responsável por implementar o atual teto orçamentário de gastos na Fórmula 1, e por ter liderado a costura de um novo Pacto de Concórdia mais justo para as equipes entre 2021 e 2025, o norte-americano de origem irlandesa ficou pouco tempo na categoria, mas escreveu suas páginas na história. Foi ele o homem escolhido pelo Liberty Media para ocupar a cadeira de chefão e substituir Bernie Ecclestone após mais de 40 anos de gestão do britânico.

CHASE CAREY;
Chase Carey foi o homem escolhido pelo Liberty Media para substituir Bernie Ecclestone (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

A trajetória do dirigente durou entre 2017 e 2020 e foi marcada pela nova cara que deu à Fórmula 1: mais presente e ativa nas redes sociais, com ‘embalagem’ para atrair novos públicos, inclusive com a série ‘Drive to Survive’, na Netflix. Fracassou, porém, em alguns dos seus maiores objetivos: levar a F1 para uma segunda corrida nos Estados Unidos e na China e, quase no apagar das luzes da sua gestão, ao fazer lobby para a construção do Autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro.

Atualmente, Carey ocupa o cargo decorativo de presidente não-executivo da Fórmula 1.

10- Stefano Domenicali

Formado em administração pela Universidade de Bolonha, Stefano Domenicali, hoje com 55 anos, iniciou sua carreira na Fórmula 1 com a Ferrari em 1995. Construiu uma trajetória de sucesso dentro da equipe de Maranello e, em 2008, foi nomeado como novo chefe de equipe.

Logo naquele ano, ajudou a Ferrari a conquistar o Mundial de Construtores e viu Felipe Massa quase ficar com o título.

STEFANO DOMENICALI;
Stefano Domenicali é o novo chefão da Fórmula 1 desde o começo de 2021 (Foto: Divulgação)

Domenicali, que teve em Luca di Montezemolo um pilar fundamental para o seu trabalho, ficou na equipe italiana até 2014, em temporadas que a equipe gastou dinheiro, trouxe Fernando Alonso e lutou, sem sucesso, para retomar o protagonismo na categoria.

Depois de passar brevemente pela Audi, ser o diretor da comissão de monopostos da FIA e de ter trabalhado como CEO da Lamborghini, Domenicali voltou à Fórmula 1 em janeiro de 2021 como substituto de Chase Carey. O italiano assumiu os cargos de diretor-executivo e de presidente da Fórmula 1.

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