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Análise

Verstappen empolgado em cumprir meta da Red Bull

Mesmo com a perda da pole-position por não respeitar a bandeira amarela na parte final do Q3 para o GP do México, piloto holandês tem motivos de sobra para acreditar na terceira vitória na temporada. Helmut Marko pediu cinco idas ao lugar mais alto do pódio

 

A Red Bull já demonstrou inúmeras vezes que gosta de produzir manchetes. Bem por isso, ao longo da temporada, o consultor Helmut Marko afirmou que a meta para a equipe era vencer cinco corridas. Com as duas vitórias de Max Verstappen até aqui e as quatro corridas para o final, não há muito espaço para erros. Apesar da perda de três posições no grid por não respeitar uma bandeira amarela no final do Q3, o então pole-position tem motivos para acreditar em uma vitória no GP do México. As Ferrari, com Charles Leclerc e Sebastian Vettel, foram promovidas à primeira fila. Lewis Hamilton, que havia sido prejudicado pela batida do companheiro de Mercedes Valtteri Bottas, foi para a terceira posição.

A largada para a 18ª das 21 provas do calendário acontece neste domingo, às 16h10 (de Brasília), com transmissão em tempo real do GRANDE PRÊMIO.

Notoriamente sem o carro favorito do grid — o normal seria apostar na consistência da Mercedes ou na velocidade de reta da Ferrari para a pole no circuito Hermanos Rodríguez — Verstappen havia feito o melhor tempo já na parte final do Q3, mas acabou protegido pelo acidente de Bottas, na última curva, quando todos ainda tentavam a verdadeira volta rápida. Só quase quatro horas depois, a Fórmula 1 anunciou a punição, mas não tirou o holandês da briga pela vitória no domingo já que ele próprio venceu as duas últimas corridas. Nem mesmo o 'piriri’, que assolou o paddock e fez Marko recomendar fraldas a Pierre Gasly, assusta o piloto.

(Divulgação/Red Bull Content Pool)

Além de simplesmente gostar da pista, é preciso observar que Max esteve muito bem acompanhado na parte final da classificação. Além dele, Alexander Albon (Red Bull) em quinto e Daniil Kvyat e Pierre Gasly (ambos da Toro Rosso), em nono e décimo, demonstraram que as equipes do grupo energético estão muito bem. Mais do que isso, o motor Honda, presente nos quatro carros, se comportou muito bem à altitude de 2.400 metros da Cidade do México.

“Foi um sábado interessante, mas alcançar o topo é incrível. A Ferrari tem sido muito rápida nas retas, então sair daqui com a pole é ótimo”, disse Verstappen, ainda sem saber que perderia a pole.  “Continuamos trazendo novas peças para o carro e ele demonstrou hoje que somos muito rápidos. Sempre esperamos continuar acelerando e encontrar o equilíbrio certo no Q3 e tudo se encaixou.”

O #33 venceu as corridas da Áustria, quando quebrou a hegemonia de Hamilton-Bottas no lugar mais alto do pódio, e depois venceu na Alemanha. Depois disso, esperava-se que o carro evoluísse mais rapidamente, mas o que se viu foi o motor crescer e o chassi manter-se o mesmo. A prova no México pode mudar o rumo das coisas e provar que o time ainda pode bater a meta de Marko. Depois da corrida mexicana, faltarão só as provas nos Estados Unidos (3/11), no Brasil (17/11) e em Abu Dhabi (1/12).

Valtteri Bottas se perdeu na última curva e bateu nos segundos finais do Q3 para o GP do México (Reprodução/Twitter/@F1)

Logo após a classificação já havia sido levantada a hipótese de uma suposta punição ao pole por em tese não ter atendido aos cuidados de bandeira amarela. Prova disso teria sido que o holandês inclusive havia melhorado o seu próprio tempo. Depois das explicações aos comissários, a punição muda a configuração, mas não tira a confiança do piloto. 

“Max [Verstappen] terminou sua última volta por que não havia bandeira amarela. Como fez Lewis [Hamilton]”, chegou a alegar Christian Horner, em entrevista à Sky Sports. Por outro lado, Mattia Binotto, da Ferrari, disse que seus pilotos diminuíram o ritmo após a batida e, por isso, teriam sido prejudicados. 

As contas de Hamilton

Para conquistar o hexacampeonato, de maneira pra lá de antecipada, Hamilton precisa, por exemplo, vencer a corrida com a volta mais rápida e torcer para Bottas chegar no máximo em quinto — sem a volta mais rápida, o finlandês não poderia chegar além da quarta posição. Caso o #77 não pontue, o #44 precisaria ser apenas terceiro colocado que ainda assim levaria o troféu de campeão no circuito Hermanos Rodríguez. O inglês foi campeão por lá em 2017 e 2018, anos em que Verstappen venceu.

*texto atualizado após o anúncio da punição a Max Verstappen

Horner chegou a dizer que bandeira não havia sido mostrada para Verstappen no acidente (Divulgação/Red Bull Content Pool)

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