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Análise

Bons velhinhos na Fórmula 1

Vettel fez a Aston Martin estrear no pódio, Alonso terminou em uma convincente quinta colocação com a Alpine e Räikkönen conquistou seu primeiro ponto do ano com a Alfa Romeo no GP do Azerbaijão

Fernando Alonso, Alpine, GP de Baku 2021,
Reprodução/Twitter/@AlpineF1Team
Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

O domingo de Fórmula 1 foi dos bons velhinhos. Sebastian Vettel levou a Aston Martin ao pódio pela primeira vez e, claro, ganhou todas as atenções no GP do Azerbaijão. Uma olhada rápida para a classificação final mostra ainda uma convincente quinta colocação de Fernando Alonso com a Alpine e também o primeiro ponto de Kimi Räikkönen com a Alfa Romeo na temporada 2021.

Vettel (33 anos), Alonso (39) e Räikkönen (41), que juntos somam sete títulos mundiais, estão no grupo dos quatro mais velhos do atual grid de largada da F1 — entre esses, há ainda Lewis Hamilton (36), mas que jogou fora a chance da vitória, na relargada, a três voltas da bandeira quadriculada, e não teve nada o que comemorar nas ruas de Baku.

Em uma categoria que exige absolutamente tudo do piloto, e além da parte física, muito do esforço mental, não sabe até quando os três terão combustível no tanque para tudo que envolve uma temporada. Mesmo o tetracampeão Vettel, o mais novo da turma, esteve perto de deixar a F1 ao ser anunciado que estava fora da Ferrari, antes de assinar para o projeto da Aston Martin.

Alonso, bicampeão, estava mesmo fora da categoria desde o fim de 2018, cansado com experiencias frustradas na McLaren. Nesse hiato, correu de tudo que era possível e nunca escondeu seu desejo de voltar. Teria que ser em um time com a proposta de, se não bater de cara a Mercedes e a Red Bull, ao menos brigar dignamente pelos pontos. Foi exatamente o que conseguiu com o quinto lugar no Azerbaijão. Tudo bem que Hamilton e Max Verstappen já estavam fora da disputa, mas está cravado o resultado do A521.

Sebastian Vettel, Aston Martin, GP de Baku 2021,
Vettel levou Aston Martin à loucura (Foto: Reprodução/Twitter/@AstonMartinF1)

Com Räikkönen, a coisa não é muito diferente. O piloto há tempos não vive o regime de campeão mundial e, por vezes, até se arrasta com a Alfa Romeo. Além disso, a cada final de contrato existe a possibilidade de aposentadoria das pistas. Ainda assim, o finlandês continua engordando seu recorde de maior número de corridas na F1 (338 aparições) e, com a décima posição conseguiu fazer com o que o time se descolasse das zeradas Haas e Williams. 

O que todos parecem ter em comum, além da gana de guiar o F1 por sabe-se lá mais quantas temporadas e um contracheque polpudo, é a missão de desenvolver o carro. Lance Stroll (Aston Martin), Esteban Ocon (Alpine) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) ainda não contam com a confiança dos chefes de equipe para liderar um time e, com orçamento contado, saber extrair o melhor dos seus carros.

Fernando Alonso, Alpine, GP de Baku 2021,
Alonso garantiu melhor posição da Alpine (Foto: Reprodução/Twitter/@AlpineF1Team)

Stroll e Ocon não terminaram a corrida à beira do Mar Cáspio, mas por situações diferentes e que, em tese, não têm culpa. O primeiro sofreu com um problema de pneu e perdeu o controle do carro, na volta 31; enquanto o segundo teve de abandonar, ainda na quinta volta, após falta de potência no motor. Pelo sim, pelo não, a sorte também estava ao lado dos velhinhos. 

O próximo compromisso do Mundial de F1 acontecerá em 20 deste mês e abrirá a série de três finais de semana consecutivos de corridas. O GP da França, o sétimo da temporada, será seguido pelos GPs da Áustria e da Estíria.  

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