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Análise

Como é bonito ver o renascimento laranja

Dobradinha da McLaren no GP da Itália de 2021 é o ápice de uma longa trajetória de reconstrução

Foram anos dolorosos para qualquer fã de automobilismo. Afinal, a McLaren – um dos mais tradicionais times da Fórmula 1 – viveu uma longa fase de decadência, intensificada a partir de 2013 e que alcançou o fundo do poço em 2015. Começou, então, a reconstrução, uma fase que alcançou o seu ápice neste domingo (12), no GP da Itália.

Como é bonito ver a dobradinha laranja em Monza.

O primeiro lugar de Daniel Ricciardo, seguido por Lando Norris, não veio por acaso. Claro, as circunstâncias na Itália ajudaram – os problemas de Lewis Hamilton na corrida de classificação, a penalização no grid para Valtteri Bottas e a batida do mesmo Hamilton com Max Verstappen ajudaram, sim. Mas tudo isso faz parte de uma disputa acirrada pelo título como essa que vemos em 2021.

O que importa é que a McLaren se colocou em uma posição de estar lá na frente para aproveitar os desfortúnios dos adversários. Tudo com o ótimo motor da Mercedes, uma boa estratégia e muita maturidade.

O momento que decidiu o GP da Itália, na batida entre Verstappen e Hamilton (Crédito: reprodução / Twitter / @F1)
O momento que decidiu o GP da Itália, na batida entre Verstappen e Hamilton (Crédito: reprodução / Twitter / @F1)

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Mérito, claro, também de Ricciardo. A corrida de classificação foi muito boa, seguida por uma largada incrível neste domingo – e um ritmo perfeito no resto da prova. O australiano mostrou que, também após a sua própria fase ruim, ainda tem muitas cartas na manga.

A dobradinha poderá se repetir em um circuito que não Monza? É difícil. Foi, como dizem, uma tempestade perfeita para os carrinhos laranjas em 2021. De qualquer forma, que essa preocupação fique para amanhã. Hoje é dia de festa em Woking, onde fica a sede do time britânico.

O alto após muitos baixos

O resultado em Monza não poderia ser mais representativo. Chega cerca de um mês antes do aniversário de 47 anos do primeiro título mundial da McLaren, com Emerson Fittipaldi – que estava em Monza neste fim de semana.

Foi aquele título que tirou o time de vez do status de uma ótima média para se tornar uma das grandes dos esporte. Se seguiram oito títulos de construtores e 12 mundiais de pilotos.

Ricciardo teve um desempenho impecável em Monza (Crédito: reprodução / Twitter / @McLarenF1)
Ricciardo teve um desempenho impecável em Monza (Crédito: reprodução / Twitter / @McLarenF1)

Posto de média para o qual a McLaren havia voltado na década passada. O final da fase de Ron Dennis, em conjunto com a desastrosa parceria com a Honda, machucaram muito a equipe. Depois do título de pilotos em 2008 e do terceiro lugar no Mundial de Construtores de 2012, o bolo desandou.

O fundo do poço foi o nono lugar no campeonato (penúltima!), em 2015.

O antigo dirigente saiu, os motores mudaram e a cor laranja voltou aos carros. Com uma nova gestão, liderada por Zak Brown e Andreas Seidl, a McLaren foi de reposicionando aos poucos. Ainda que fazendo a cara do cão arrependido, o retorno para as unidades de potência da Mercedes foi um passo importante para isso.

Hoje terminaram os 3.213 dias sem vitória para a equipe fundada por Bruce McLaren.

Ano que vem veremos uma grande mudança no regulamento aerodinâmico. A McLaren já provou que tem grandes pilotos, um ótimo motor e integrantes que ainda sabem brigar por vitórias. Se acertar no carro, voos maiores podem vir por aí.

E qual é o voo maior do que uma dobradinha em Monza, hein?

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