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Análise

F1 mira na economia e acerta no dinamismo com treinos livres mais curtos

Primeiras atividades da sexta-feira foram reduzidas em trinta minutos cada uma e fizeram com que as equipes não tivessem tempo a perder no acerto para o GP do Bahrein. Resultado na pista de Sakhir foi agradável

GP do Bahrein 2021, Lewis Hamilton, Mercedes,
(Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

Logo na abertura dos trabalhos da Fórmula 1 em 2021, nada de piloto fora do carro, sem balaclava e capacete ou até mesmo de macacão amarrado na cintura. Os treinos livres 1 e 2 da última sexta-feira (25), para o GP do Bahrein, foram os primeiros de uma nova configuração da categoria. Pelo regulamento esportivos, essas atividades foram reduzidas em 30 minutos, passando a ter uma hora de duração. O resultado na movimentada pista de Sakhir foi agradável.

Não que a F1 tenha mirado propriamente no dinamismo que conseguiu logo nos primeiros minutos das duas sessões. Em uma temporada que esperasse 23 corridas, não é difícil de imaginar que diretores pensem no lado financeiro e queiram fazer com que as equipes poupem equipamento. Além disso, menor tempo de trabalho pode deixar os times com mais capacidade técnica — neste momento, ainda Mercedes e Red Bull, com algum destaque para a McLaren — menos favoritos.

GP do Bahrein 2021, treino livre 1,
Equipes menores ganharam companhia das grandes logo nos primeiros minutos (Foto: Reprodução/Twitter/@F1)

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WEB STORIESComo foram os treinos livres da Fórmula 1

Os chefes de Mercedes e Red Bull, Toto Wolff e Christian Horner respectivamente, reconheceram na entrevista oficial com membros das equipes que antes passavam os primeiros minutos dos TL1 e TL2 mais relaxados, sem pressa, esperando o melhor momento para mandarem seus carros para a pista. Era comum até o ano passado, por exemplo, ver Haas e Williams limpando o asfalto, como se diz no meio automobilístico, para só depois as grandes desfilarem suas máquinas em melhores condições.

“Todo mundo vai estar mais cedo na pista ao invés de fazer uma espera tática. Agora não se trata de corridas longas, mas de mais voltas consecutivas e de tentar ajustar o carro em condições climáticas mais semelhantes em relação ao que esperar da qualificação e da corrida”, disse Wolff.

“A vantagem é que haverá mais ação na pista porque você tem que acumular em 60 minutos o que você tinha que fazer em 90 minutos antes. Obviamente as características do carro vão ser um pouco diferentes conforme a temperatura muda e obviamente isso vai ser importante para os engenheiros e pilotos obterem uma leitura tanto da qualificação quanto da corrida”, completou o chefão da Red Bull.

Os TL1 e 2, separados por duas horas e meia no Bahrein, e assim deve ser nos demais compromissos do calendário, ainda tiveram a liderança das favoritos, com Lando Norris se intrometendo entre Max Verstappen, o mais rápido, e Lewis Hamilton, o terceiro colocado no final do dia. Ainda assim, o interessante foi observar que o holandês e Fernando Alonso, com uma ainda tímida Alpine, em 15º, estavam separados por menos de um segundo. 

Mais equilíbrio entre as equipes

Diferente, e muito, do ano passado, a luz verde do pit lane nem bem tinha sido acesa quando Hamilton estava lá com a sua Mercedes para participar só de mais um treino livre em sua pra lá de vitorioso carreira. A 51 minutos do fim, o heptacampeão mundial havia cravado a volta mais rápida na primeira atividade do dia. Depois, Verstappen, que ainda repetiria o melhor tempo no cair da noite bahrenita, Valtteri Bottas e Norris o ultrapassaram.

Por essa prática mais dinâmica, o formato certamente agradou às televisões, que não tiveram que ver o marasmo de carros desinteressantes no final da grelha de classificação — no Brasil, o Grupo Band voltou a transmitir a categoria e exibiu os TL1 e 2 no BandSports. Já para os fãs, por mais que uma hora fosse retirada do tempo total, a pista com mais carros deu ares de corrida ao que antes pouca gente se interessava e ainda permitiu mais equilíbrio no fim de semana. 

Talvez a F1 inclusive já tenha nesse equilíbrio uma ponta do que espera para o regulamento técnico e financeiro do ano que vem. Para 2022, com o atraso de um ano por conta da pandemia do coronavírus, ainda que veladamente, a categoria espera que alguém possa frear a hegemonia de sete temporadas da Mercedes.

O terceiro e último treino livre permanece com duração de uma hora na programação da F1 2021, sempre aos sábados. A classificação para o GP do Bahrein acontece ao meio-dia (pelo horário de Brasília). A corrida acontece no domingo, no mesmo horário. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as sessões em tempo real.

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