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Análise

Falta muito pouco para a história ser escrita na F1

Agora, no GP de Abu Dhabi, é briga franca pelo título. Praticamente sem escudeiros, sem desvios, sem matemática. Quem terminar à frente será campeão – e Verstappen começa com a vantagem da pole

Max Verstappen triunfou no GP de Abu Dhabi e enfim conquistou o título mundial da Fórmula 1 (Foto: Red Bull Content Pool/Getty Images)

O penúltimo capítulo do último tomo da temporada de 2021 da Fórmula 1. Foi isso o que aconteceu neste sábado, 11, na classificação para o GP de Abu Dhabi, no circuito de Yas Marina. E quem levou a melhor, com a pole, foi Max Verstappen, com Lewis Hamilton largando no domingo em segundo.

Amanhã, a essa hora, já teremos um campeão. Seja qual for o desfecho, será histórico. Ou teremos o primeiro octacampeão da história da Fórmula 1, em uma marca que parece que nunca será superada. Ou será a afirmação de um novo jovem campeão, de um piloto que colocará seu nome definitivamente em um rol para poucos na história do automobilismo – e, no processo, superando um dos maiores da história, se não for o maior.

A receita para essa decisão não poderia ser melhor: ambos estão empatados em pontos, então quem terminar à frente vai levar. Será puro, simples, direto. Apenas velocidade – e roda com roda.

No lusco-fusco metafórico e literal de 2021, Verstappen se deu bem e fez a pole em Abu Dhabi (crédito: reprodução / Twitter/@RedBullRacing)

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Porém, Verstappen conquistou uma importante vantagem na classificação. Se são poucos metros à frente do maior adversário na largada, a pole dá moral para o holandês em um momento no qual ele havia tido algumas derrotas e, principalmente, críticas. Ele, hoje, foi o mais rápido – e se ele for o mais rápido amanhã, é campeão.

Para Hamilton, ficar com o segundo lugar no grid não é nenhuma grande derrota, também. O inglês está em sua melhor forma no ano, talvez na carreira. A Red Bull #33 estará na alça de mira amanhã. O inglês já virou situações mais adversas.

Por isso, a largada tem tudo para, se não decidir o título, ter grande peso na luta pelo campeonato. E, além de serem carros diferentes, há também uma outra questão importante: a escolha de pneus. As Red Bulls optaram pelos compostos macios no Q2 e, por isso, vão largar com esses pneus. Já a Mercedes vai partir com calçados médios.

Por isso, a tendência é Max partir melhor amanhã, com mais tração. Veja bem: “tendência”. O holandês precisa confirmar essa vantagem no braço. Mas, ocorrendo de forma perfeita, o #33 tem tudo para saltar bem à frente na largada.

Já Hamilton terá que compensar no braço os compostos menos abrasivos que possuí – nada, também, impossível para o inglês. Porém, continuar em segundo não é o fim dos mundos para o inglês.

Hamilton parte em segundo no GP de Abu Dhabi, mas os pneus médios podem ajudar na estratégia para a corrida (crédito: reprodução / Twitter/@MercedesAMGF1)

É que Verstappen terá que não só cuidar mais dos pneus no primeiro stint, com o carro mais pesado, como também irá parar mais cedo para trocar os calçados. Hamilton poderá economizar os pneus e buscar o famoso overcut contra o adversário. Isso para o piloto que reclama, mas que também economiza os compostos como ninguém – e que é extremamente consistente nas corridas.

Nisso tudo, a Mercedes era para ter o melhor carro do fim de semana. Era. Afinal, o desempenho nos treinos livres e a própria pole deste sábado revelam que a Red Bull, se não está melhor, está equiparada à equipe anglo-alemã.

No entanto, os carros não são iguais. Cada um se dá melhor em uma condição, um trecho. São detalhes que vão determinar muita coisa neste domingo.

Nisso tudo, há apenas mais um ponto a ser lembrado na luta pelo título: os escudeiros estão praticamente fora do jogo. Tanto Valtteri Bottas quanto Sergio Pérez, seja para ajudar na classificação ou não, se colocaram em uma condição que, ao menos no começo do GP, não lhes permitem ajudar na luta pelo título do Mundial de Pilotos.

Apesar que, tanto para Mercedes quanto para Red Bull, o Mundial de Construtores foi às favas. Ambas querem fazer história. Seja com o primeiro piloto octa, seja com o primeiro título de um piloto que deve marcar esta década que acaba de ser iniciada.

Não sei vocês, mas estarei acompanhando tudo do sofá, com um belo balde de pipoca nas mãos – e torcendo para tudo não acabar na primeira volta.

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