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Análise

Grid da F1 2021 x grid da F1 2022

A confirmação de Guanyu Zhou na Alfa Romeo fechou a lista de 20 pilotos titulares para a temporada 2022 da Fórmula 1. O GRANDE PREMIUM compara

Valtteri Bottas comemora a vitória na Turquia (Foto: Mercedes)

Ainda é novembro de 2021, mas o grid da temporada 2022 foi fechado nesta semana com a definição oficial de que Guanyu Zhou será um dos pilotos da Alfa Romeo ao longo do ano que vem. Agora que já se sabe exatamente quem estará onde nas pistas do calendário em 2022, é possível fazer uma comparação com o elogiado grid atual. Como fica cada equipe?

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É isso que o GRANDE PREMIUM faz neste exercício, comparado equipe a equipe na relação entre os dois anos. A lista começa com as equipes que preferiram a manutenção das duplas de 2021 e passar depois para quem tem uma e duas mudanças.

Max Verstappen, Red Bull,
Max Verstappen é certeza para Red Bull (Foto: Divulgação/Red Bull Content Pool)

Red Bull – Max Verstappen e Sergio Pérez

A solução Pérez foi emergencial para uma Red Bull que chegava na beirada do desespero após experiências frustradas com jovens Pierre Gasly e Alexander Albon, mas foi bom o bastante para fazer a equipe rapidamente decidir por um ano #2. Pérez teve um começo com altos e baixos, mas esteve no top-4 nas três últimas corridas e com três pódios. O que era um déficit enorme para Valtteri Bottas já não é tão grande, o que ajuda demais a Red Bull na briga pelo Mundial de Construtores. E Verstappen? Bom, campeão ou não, o holandês é uma certeza inconteste.

Leclerc e Sainz são acerto da Ferrari (Foto: Ferrari)

Ferrari – Charles Leclerc e Carlos Sainz

Havia quem achasse, quando 2021 chegou, que Sainz sofreria para acompanhar o ritmo de Leclerc. Não é o caso. O espanhol mostra que a evolução dos anos de McLaren era de verdade: a consistência de corrida, o conforto para gerenciar pneus e a inteligência estratégica. Os dois passaram a temporada grudados na pontuação. Agora, Leclerc tem 8.5 pontos de vantagem, mas o que está claro é que a Ferrari achou a dupla do futuro com os dois.

Lando Norris, McLaren, GP da Rússia 2021, pneus intermediários
Norris vive temporada especial (Foto: Reprodução/Twitter/@McLaren)

McLaren – Lando Norris e Daniel Ricciardo

A temporada de Norris é de almanaque. A evolução do inglês ano a ano desde que chegou à F1, em 2019, é bastante evidente. Norris se tornou o grande nome da equipe, fazendo a McLaren andar entre os primeiros colocados mesmo quando Ricciardo tinha dificuldades claras com a nova equipe. Veja: as coisas melhoraram para o australiano recentemente, com direito até a uma vitória na Itália, mas Lando foi o #1 da McLaren em 2021. A melhor parte então é saber que Daniel evolui bem para se apresentar no ano que vem. A McLaren, assim como a Ferrari, tem uma dupla que oferece respostas.

A vitória de Esteban Ocon significa muito, mas tirando isso temporada da Alpine é insossa (Foto: Alpine)

Alpine – Esteban Ocon e Fernando Alonso

O carro da Alpine pode não ser a maior decepção da temporada, mas isso não impede de ser uma gigantesca decepção. Se olharmos para o campeonato de 2021 sem a Hungria, onde Ocon venceu e Alonso foi quarto colocado numa prova em que as circunstâncias ajudaram bastante, nenhum dos dois pilotos descolou um top-5 somente no ano. Raramente a Alpine teve o quarto melhor carro do grid, mas não foi incomum ter o sexto ou sétimo. Alonso ainda é Alonso: talvez não o homem do auge, mas um piloto que tira bastante do carro, ainda que com certa inconstância; Ocon é o campeão da falta de constância. Alonso e Ocon são bons pilotos, mas não empolgam muito mais que seu carro.

Pierre Gasly mais uma vez faz AlphaTauri alçar voos maiores que deveria (Foto: Red Bull Content Pool/Getty Images)

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AlphaTauri – Pierre Gasly e Yuki Tsunoda

No campeonato que conta com 18 pilotos e exclui Hamilton e Verstappen, Gasly é aquele que mais tira do equipamento que tem nas mãos. O campeonato do francês é brilhante pelo segundo ano seguido tanto com desempenho de classificação quanto de corrida. Até quando ficará preso na equipe B? Já Tsunoda ainda não provou que merece fazer parte da F1, mas a Red Bull parece investida nele mesmo assim. Para que a vida no grid siga além do ano que vem, terá de mostrar uma evolução imensa na segunda jornada.

Vettel foi ao pódio pela Aston Martin num dos raros momentos bons da equipe em 2021 (Foto: Red Bull Content Pool/Getty Images)

Aston Martin – Lance Stroll e Sebastian Vettel

A Alpine não é a maior decepção da temporada porque existe a Aston Martin. Depois de voar rumo ao quarto lugar do Mundial de Construtores – e primeira vitória de sua existência – em 2020, ainda como Racing Point, a expectativa estava nas estrelas para a nova fase, marcada por um nome e cacife de uma marca história como a Aston Martin. As coisas desmoronaram. O quarto pior carro do grid com boa distância dos outros seis, a Aston Martin vive um 2021 à espera de farelos e de um carro muito melhor no ano que vem. Lance Stroll faz segunda metade da temporada assustadora de tão ruim, enquanto Sebastian Vettel tem alguns brilharecos aqui e acolá. Não dá para pedir muito mais nesta situação.

Mick Schumacher, Haas, GP da Emilia-Romanha, F1 2021,
Difícil entender qual o nível do ano de Mick Schumacher (Foto: Reprodução/Twitter/@HaasF1Team)

Haas – Mick Schumacher e Nikita Mazepin

O que tirar da dupla quando uma equipe tem um carro tão pior que o restante? O que dá para dizer, por exemplo, é que Mazepin é muito constante para mostrar dificuldades em entender as nuances de qualquer pista. Lento, muitos erros e nenhuma intenção de desenvolver boas relações com o restante do grid (mundo?). É fraco demais. Schumacher, assim, tem sua avaliação prejudicada. É muito melhor que o companheiro, está claro, mas o quanto isso significa? Ao menos, o histórico do alemão nas categorias-satélites é de sempre mostrar importante evolução do primeiro para o segundo ano.

George Russell, Mercedes, GP de Sakhir 2020,
Russell volta à Mercedes que defendeu no GP de Sakhir de 2020 (Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

Mercedes – Lewis Hamilton e Valtteri Bottas/George Russell

Mudança! Hamilton é Hamilton, e assim será também em 2022 não importa se como campeão vigente ou não. A questão está do outro lado. Bottas está na história da Mercedes. Dos cinco anos, foi papel ativo em quatro títulos entre 2017 e 2020; se o de 2021 vier, será novamente. Ganhou suas corridas, sempre esteve atrás dos pontos necessários para complementar o brilhantismo de Lewis – acha que é fácil? Pergunta à Red Bull. Bottas é segurança, mas Russell oferece algo mais. O que se espera da carreira de Russell é mais do que Bottas jamais teve: um campeão mundial em construção. Se essa obra vai terminar durante a parceria com Hamilton ou apenas mais tarde, é outra questão. Mas contar com o inglês é mirar nas estrelas e garantir que a Mercedes não perderá seu extremamente talentoso pupilo.

Alexander Albon está de volta ao grid da F1 (Foto: Red Bull)

Williams – Nicholas Latifi e George Russell/Alexander Albon

Latifi segue firme com a Williams, embora a opinião geral fosse que a relação entre as partes morreria depois do segundo ano. É evidente que o canadense evoluiu, mas não bastante. Ainda é um dos mais fracos da F1. Do outro lado, o efeito de perder Russell tende a ser interessante e abre a porta para Albon mostrar o talento que a instabilidade da Red Bull acabou fazendo tremer. O tailandês teve bom começo na então Toro Rosso, mas a pressa para promovê-lo à equipe de cima fez o chão tremer. A velocidade aparecia vez ou outra, mas faltava alicerce para o sucesso. À frente da Williams, poderá começar de novo sem muito drama ao longo de seu primeiro ano. É uma baita chance.

Valtteri Bottas, Mercedes 2021,
Bottas será piloto da Alfa Romeo em 2022 (Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

Alfa Romeo – Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi/ Valtteri Bottas e Guanyu Zhou

A única equipe que mudou tudo foi aquela comandada por Fréderic Vasseur. Räikkönen e Giovinazzi é uma dupla irremediavelmente sem sal. Não o Kimi da carreira inteira, é bom que se destaque, mas esse, passados os 40 anos de idade e aquela paixão por guiar. Não, leitor, eu não sei se Kimi deixou de gostar do carros, mas dá para notar que a garra de pista caiu nos últimos anos. Um dia, o finlandês foi o piloto mais divertido da F1, mas já não mais assim há bons anos. E Giovinazzi, coloquemos assim, é o nome mais esquecível do grid. Em 15 anos, quando tentarmos lembrar o grid da F1 2021, é o nome dele que vamos esquecer e teremos de recorrer a algum motor de busca para recordar.

A dupla do ano que vem ao menos deixa uma interrogação. O que é Bottas longe da Mercedes? Na Williams, foi um excelente piloto de equipe intermediária, mas já não é o caso dele há mais de meia década. É interessante ver se a inconstância olímpica seguirá um traço na nova vida. Por fim, Zhou é uma incógnita. Chega à Fórmula 1 mais provado na carreira que Mazepin e com mais experiência de Tsunoda. É seguramente um piloto melhor que os dois neste 2021. O quão mais que isso, porém, é algo que terá de ser resolvido quando o ano começar. O palpite: é um piloto razoável.

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