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Análise

Hamilton não assumiu a liderança, mas já virou o jogo na F1

Com vitórias consecutivas, o britânico anda pulverizando a desvantagem para o Verstappen (oito pontos), a duas corridas para a definição do título inédito ou do octacampeonato

Lewis Hamilton, GP do Catar 2021,
(Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

Há algumas semanas, não faz muito tempo, os torcedores mais empolgados de Max Verstappen imaginavam que o GP do Catar, disputado neste domingo (21), poderia marcar o primeiro título mundial de Fórmula 1 do holandês, ainda com duas corridas de antecedência. Lewis Hamilton não assumiu a liderança propriamente, mas já virou o jogo com mais uma vitória, desta vez, no circuito de Losail.

Verstappen ainda é o líder do Mundial, com 351,5 pontos, oito a mais que Hamilton. Agora, restam apenas duas provas para o inédito título de um ou o octacampeonato de outro. O GP da Arábia Saudita (em 5 de dezembro) e o de Abu Dhabi (12) serão os compromissos derradeiros.

O holandês, com nove vitórias na temporada contra agora sete do rival, vê a sua vantagem derreter na liderança. O #33 havia chegado em Interlagos com 21 pontos e deixou São Paulo com 14 de vantagem. Menos mal para ele, que ainda conseguiu um estratégico ponto extra no Catar, pela volta mais rápida da corrida — esses míseros pontinhos, inclusive, dos postulantes ao título ou dos companheiros, apenas bloqueando os rivais, podem muito bem fazer a diferença no final.

“Felizmente, tivemos um bom começo de prova. Consegui largar bem e logo voltar para as primeiras posições. No final do dia, conquistar o ponto pela volta mais rápida foi muito bom”, reconheceu Verstappen, na entrevista após a prova no Catar, que também celebrou um ano para o pontapé inicial da primeira Copa do Mundo no país.

largada GP do Catar 2021,
Verstappen largou bem e recolou as coisas em ordem depois de cinco voltas (Foto: Reprodução/Twitter/@F1)

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As mensagens trocadas entre o #44 e a equipe dão o claro tom da empolgação para as próximas corridas. “O jogo ainda não acabou”, depois do GP de São Paulo, e “vamos para a Arábia Saudita”, agora, ajudam a compreender melhor o clima de quem sabe muito bem o que é preciso para levar mais um campeonato para casa.

“Vencer corridas consecutivas nos dá uma sensação muito boa e prepara bem para as duas provas finais”, destacou Hamilton, mais sorridente que o rival, apesar de estar atrás na liderança.

Verstappen, Alonso, GP do Catar 2021,
Nem a estratégia ajudou Verstappen a sair com a vitória no Catar (Foto: Reprodução/Twitter/@F1)

Não que Verstappen e a Red Bull, tetracampeão de 2010 a 2013 com Sebastian Vettel, não saibam. Acontece que o clima da garagem preta e prateada é infinitamente melhor apesar dos touros vermelhos ainda estarem na frente. Para piorar, a inquisição da FIA pode tirar o foco de quem acredita que está lutando contra tudo e contra todas.

Max nem de longe tinha o melhor carro para a corrida no deserto. Tanto é que a Mercedes, mesmo com um motor problemático de Hamilton, conseguiu ampla vantagem nos treinos e confirmou na corrida. A diferença de velocidade no ritmo de reta de um e de outro era assustadora. Mas é verdade que o holandês foi prejudicado com a punição de cinco posições, por desrespeitar a dupla bandeira amarela, ainda na classificação. Com isso, saiu de segundo para sétimo colocado no grid.

Em cinco voltas, a ordem estava reestabelecida com o holandês na segunda posição, mas já era (e seria de qualquer maneira) tarde para qualquer reação. Nem mesmo a estratégia de boxes adiantou, já que caberia a Hamilton apenas repetir os passos de Verstappen e se livrar dos estouros dos pneus que marcaram as últimas voltas da prova — Valtteri Bottas (Mercedes), Lando Norris (McLaren), George Russel e Nicholas Latifi (ambos da Williams) sofreram com o mesmo problema.

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