Hamilton contra-ataca

Depois do desastre austríaco, o tetracampeão dá tudo de si em uma classificação equilibrada na Inglaterra e garante a pole por apenas 0s044

Renan Martins Frade, de São Paulo



“Football's coming home”, adoram dizer os ingleses desde a Eurocopa de 1996. Não voltou, ao menos até agora. Mas, no automobilismo, eles podem falar que está voltando para casa, sim. É que Lewis Hamilton fez a pole do GP da Inglaterra neste sábado, 7 de julho, após uma classificação extremamente equilibrada.

Trata-se da quarta pole consecutiva do piloto inglês em Silverstone, justamente a pista que iniciou o Mundial de Fórmula 1 no já longínquo ano de 1950. Mais em casa do que isso, só se Lewis vencer a corrida neste domingo – e voltar a liderar o campeonato.

Quem disse que não teve futebol em Silverstone?
Mercedes



Não será fácil, claro. A Ferrari voltou a equilibrar o jogo na Terra da Rainha. Com mudanças em seus bólidos, os italianos estiveram próximos ou até melhores que as Flechas de Prata em certos momentos. No grid, por exemplo, Hamilton terá o carro vermelho de Sebastian Vettel ao lado, em P2, enquanto verá Kimi Räikkönen no retrovisor, em P3.

Digamos que a largada e as primeiras curvas serão importantíssimas nessa disputa. Isso, claro, se a Mercedes ou Vettel não cometerem algum erro depois, não é?

Desta vez, a Red Bull corre por fora. Max Verstappen ficou apenas em quinto na classificação, com Daniel Ricciardo em sexto. Em condições normais de temperatura e pressão, os Touros Vermelhos devem apenas acompanhar a disputa pela vitória entre Mercedes e Ferrari. Uma mudança nessa perspectiva acontecerá apenas se a equipe austríaca conseguir um ritmo muito melhor de corrida, ou que os adversários que largam na frente cometam algum erro grave.

Será que Vettel conseguirá superar Hamilton no domingo?
Ferrari



Logo atrás das Red Bulls estão aquelas surpresas que não são mais surpresas: os dois carros da Haas, com Kevin Magnussen e Romain Grosjean, e a Sauber de Charles Leclerc. Em classificação, a corrida norte-americana pode ser considerada, no momento, a quarta força da F1. Já Leclerc, mesmo que se considere que a Sauber evoluiu muito em 2018, vai tirando leite de pedra – o companheiro dele, Marcus Ericsson, largará apenas em 15º.

E o que falar da Williams? Com um carro que mal se mantém na pista, a equipe inglesa está dando vexame em casa – tal qual o pessoal que sempre cantou “football's coming home” e ficou pelo meio do caminho.

Ao menos as glórias da equipe fundada por Frank Williams são mais recentes que 1966, não é?