Juventude, currículo e dinheiro até dizer chega: como Stroll chegou à F1

Lance Stroll chega à F1 como uma escolha totalmente avessa ao que a Williams tinha com Felipe Massa. Mais jovem da F1, vindo do título da F3 Euro e podre de rico, é fácil entender como Stroll foi o escolhido e vai colocar o Canadá de volta no grid 11 anos depois

Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

A escolha da Williams por fazer o anúncio de sua dupla de pilotos para esta semana foi o ponto de exclamação num dos segredos mais mal guardados em questão de alinhamento de pilotos na F1 nos últimos anos. A decisão, não há a menor dúvida, está tomada há algum tempo. Será o canandense Lance Stroll, de 18 anos e cinco dias de idade, o substituto de Felipe Massa no cockpit da equipe de Grove na temporada 2017.

Stroll não é um nome surpreendente. O jovem é piloto de desenvolvimento da Williams, está num ano excelente no nível de pilotagem e, caso haja alguma dúvida, tem dinheiro. Na verdade, dizer que Lance tem dinheiro talvez seja subestimar o que sua família possui. Lance Stroll tem dinheiro saindo pelas ventas.

Com essa tríade de atributos fica fácil compreender o interesse no piloto. Primeiro, há de se imaginar que a experiência Max Verstappen é uma facilitadora na decisão. O fato de ficar provado que um piloto de 17 anos pode lidar com um carro e a atmosfera da F1 certamente entra na equação de colocar seu futuro nas mãos de um jovem de 18 anos. Stroll vai estrear não apenas numa temporada qualquer, mas numa de grandes mudanças de regulamento na F1 e onde os pilotos terão grande parte no desenvolvimento dos carros. Claro, Stroll vai ter Valtteri Bottas a seu lado, mas de forma nenhuma isso dá para a Williams o direito de um passe livre de feedback para um de seus pilotos. 

Quer ler esta matéria na íntegra?