Santo de casa realmente não faz milagre

Em uma classificação caótica, Lewis Hamilton faz a pole do GP da Itália – enquanto os pilotos da Ferrari vão ter que fazer uma corrida de recuperação

Renan Martins Frade, de São Paulo

Os fãs da Ferrari lotaram as arquibancadas de Monza, torcendo por uma boa classificação dos carros vermelhos para a prova italiana – e, claro, por um encaminhamento do título no Mundial de Pilotos, que não vem desde 2007. Mas, da mesma forma que o mar laranja não deu sorte para Max Verstappen na corrida da Bélgica, o mar vermelho não adiantou muito para os pilotos da Ferrari neste GP da Itália. Até agora, ao menos.

Como diz o velho ditado brasileiro, “santo de casa não faz milagre”.

Tudo começou com uma classificação imprevisível, que ficou parada por cerca de 2h30 por causa da chuva. Na teoria, as condições de pista equilibravam o jogo: mesmo com a Ferrari mais próxima da Mercedes em desempenho, as Flechas de Prata possuem ainda uma unidade de potência mais poderosa no Q2 e no Q3, principalmente em um circuito rápido como é o de Monza. Se em pista seca parecia quase certo que a pole seria de Lewis Hamilton (ou, na pior das hipóteses, de Valtteri Bottas), a pista molhada apresentava mais possibilidades.

No entanto, na prática, Hamilton foi o rei da chuva. Após a classificação ser retomada, o inglês quase sempre ficou na frente – e quando não estava era porque as condições de pista tinham melhorado e o tricampeão ainda não havia fechado uma nova volta rápida. 

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