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A fase ruim da McLaren virou uma série

O GRANDE PREMIUM assistiu ao primeiro episódio de ‘Grand Prix Driver’, que traz os preparativos para o último ano da parceria entre o time inglês e a Honda

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O último ano de um casamento falido, com inúmeras intrigas, desgostos e reclamações. Poderia ser a sinopse da próxima novela da Globo, mas é, na realidade, o enredo da nova série documental da Amazon Prime Video: 'Grand Prix Driver'. A produção, que tem quatro episódios e estreia no dia 9 de fevereiro, traz os detalhes da pré-temporada 2017 da McLaren na F1, incluindo acesso à construção dos carros na sede em Woking e aos testes em Barcelona, na Espanha. O GRANDE PREMIUM já assistiu ao primeiro episódio e antecipa alguns dos detalhes do programa.

Talvez, neste momento, você deva estar se perguntando os motivos que fariam alguém produzir uma série sobre um dos piores momentos de uma das mais vitoriosas equipes da Fórmula 1. No entanto, é justamente isso é o principal trunfo da produção.

(Stoffel Vandoorne)

Pôster da nova série sobre a McLaren

Falar sobre tempos de glória e vitórias é fácil. O que ‘Grand Prix Driver’ faz (de certa forma, parecido com o recente filme ‘Williams’) é revelar de peito aberto os problemas. Eles não são algo para se esconder. Na verdade, são barreiras para superar em nome do legado da equipe.

É por isso que o primeiro episódio já abre, logo nos primeiros minutos, com Fernando Alonso reclamando do carro da McLaren em um teste. Depois, a falta de resultados nos últimos anos também é relatada. Isso tudo é apenas o cartão de visitas para o grande assunto seguinte: Ron Dennis.

Não, a produção da Amazon não ignorou o elefante no meio da sala. Na voz do narrador Michael Douglas (sim, o ator), somos informados da importância de Dennis para o histórico vencedor da McLaren. E sabemos, também, que ele estava sendo desligado do time.

O curioso é que os cinegrafistas tiveram acesso a quase todos os bastidores da equipe, menos à reunião que derrubou o antigo chefão. Mas, mais uma vez, isso não é problema para ‘Grand Prix Driver’: com uma interessante câmera subjetiva, vemos os sócios da empresa (incluindo o sheikh Mohammed Isa Al Khalifa e Mansour Ojjeh) quase como se fossemos espiões, se espreitando nos cantos para ver a chegada dos figurões. Assistimos, também, aos preparativos na sala de reunião, incluindo um estranho gabarito para garantir a mesma distância entre cada uma das cadeiras colocadas à mesa – e a palavra “traição” é dita, por meio de um rápido trecho de uma reportagem da Sky Sports

Montagem do MCL32, carro da McLaren em 2017

Para nós, pobres portais, importa a reunião que vem depois, entre Zak Brown (diretor executivo), Jonathan Neale (diretor de operações) e Éric Boullier (diretor de corrida). Ela é histórica: naquele momento é declarado um triunvirato em uma das maiores equipes da história na F1, com os três dividindo as funções que, antes, eram de apenas um.

São justamente estas novas funções que começam a pesar a partir dali. O segundo elefante na sala (sim, a sala da McLaren é bem grande) é uma das responsabilidades nas costas de Brown: o patrocínio máster, assim como a nova identidade visual do time. Com todas as palavras, o diretor executivo deixa claro que a pintura vista em 2017 é uma tentativa de mostrar que as coisas mudaram na equipe. 

Como você pode ver, cabem muitos elefantes na sala da McLaren

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Claro, não são apenas os problemas que movimentam a série. Neste primeiro episódio há destaque para o novato Stoffel Vandoorne, os testes em simulador, os compromissos com patrocinadores e tudo mais. Até o preço exorbitante do relógio que Vandoorne precisará representar no encontro vira piada.

Tudo isso se reflete em uma verdadeira joia para os fãs de automobilismo: conhecer os bastidores do que passa muito longe das câmeras de transmissão dos GPs.

No entanto, a maior mensagem talvez não seja aquilo que está na tela, mas sim o contexto da série. Ela revela que a McLaren deixou os anos sisudos de Ron Dennis no passado e, hoje, é um time que quer não só enfrenta as dificuldades de peito aberto, mas que também aproveita a viagem que terá até conseguir voltar aos tempos de vacas gordas.

Ganham eles e os fãs. 

(Divulgação/McLaren)

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