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Os novos chefes são os mesmos de antes

Dez anos se passaram, mas Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen, agora em posições invertidas, ainda se juntam no pódio de Silverstone. Sorte de Mercedes e Ferrari

O mundo era certamente um lugar diferente em 2007. Michael Jackson, por exemplo, estava vivo; 'Avatar' ainda era apenas um projeto megalômano do cara que dirigiu 'Titanic'; Anita tinha 14 anos de idade; o futebol brasileiro vivia os anos dourados do Muricybol e começava a acreditar que talvez Dunga não fosse uma escolha tão ruim para dirigir a seleção, afinal estava arrasando a Argentina na final da Copa América; e a primeira geração do iPhone ganhava o prêmio de Invenção do Ano segundo a revista 'Time'. 

De lá para cá, uma década fez com que as coisas fossem diferentes. Michael Jackson saiu de cena repentinamente numa noite de verão na Califórnia; 'Avatar' não apenas foi lançado como se tornou a maior bilheteria da história do cinema e um clássico instantâneo; Anita se transformou no maior sucesso da música brasileira no mercado exterior talvez desde que Frank Sinatra e Sammy Davis Jr. deram o microfone a Tom Jobim; Muricy Ramalho está aposentado, enquanto Dunga, claro, foi um óbvio erro; e o iPhone tornou os smartphones algo fundamental nas mãos de qualquer um.

O pódio do GP da Inglaterra de 2007 (O pódio do GP da Inglaterra de 2007 (Foto: Reprodução))

 

Poucas coisas não mudaram em dez anos. 2/3 do pódio do GP da Inglaterra, por exemplo, não mudou. Em 2007, Kimi Räikkönen venceu a corrida na mesma Silverstone de agora, enquanto Lewis Hamilton completou o pódio no que era sua primeira corrida caseira na F1. Dez anos depois, no GP da Inglaterra do último domingo, os dois inverteram as posições mas se reencontraram no pódio. Em 2017, Valtteri Bottas substituiu Fernando Alonso no segundo lugar.

Era um 2007 de dicotomias para os dois pilotos. Kimi, como agora, na Ferrari; Hamilton era piloto da McLaren. Kimi era de certa forma um veterano, na F1 desde 2001 e vencendo corridas desde 2003; Hamilton era um novato, fazia sua temporada de estreia tendo uma briga interna sufocante contra o então bicampeão mundial Alonso.

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O início foi nada menos que brilhante para Lewis. Chegava a Silverstone para a nona etapa do campeonato, e havia terminado no pódio em cada uma das primeiras oito e com direito a duas vitórias. Com o terceiro lugar, espantou o mundo. Tinha 70 pontos e liderava o Mundial frente aos veteranos e favoritos Alonso, Räikkönen e Felipe Massa, numa briga ferrenha entre as escuderias de Maranello e Woking.

 

(AFP)

O aceno do vitorioso Hamilton (Lewis Hamilton venceu a quarta seguida em Silverstone (Foto: Mercedes))
 

Os anos passaram, Hamilton se tornou tricampeão mundial e está na luta pelo tetra agora guiando as lendárias Flechas Prateadas que um dia foram de Juan Manuel Fangio e Stirling Moss. Räikkönen, por sua vez, se aposentou da F1 e voltou, ainda conseguindo se mostrar competitivo e disputando título pela Lotus antes de voltar à casa que o fez campeão.

Os dois dividiram o pódio daquele ano na Austrália, Malásia, Bahrein, França, Inglaterra, Hungria, Itália e Japão muitas das vezes acompanhados de Alonso e Massa. No Brasil, a temporada de Hamilton desabou.

É difícil manter a qualidade e relevância por dez anos. Hamilton e Räikkönen conseguiram se manter relevantes e em grandes equipes mesmo com todas as incertezas do período. É um feito para ambos, de fato.

 

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(O sorriso de quem manda em casa (Foto: Mercedes))

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