O calvário da McLaren

Após a separação nada amigável com a Honda, os motores Renault não mostraram ser a solução para a equipe inglesa – e escancaram a verdadeira crise em Woking

Renan Martins Frade, de São Paulo



“Motor de GP2! Motor de GP2!”, bradava Fernando Alonso ao rádio – e para o mundo ouvir. Era o GP do Japão de 2015, em Suzuka, justamente a casa do fabricante daquele motor. Retrato de um casamento desgastado com a McLaren ainda em seu primeiro ano de existência.

Corta para 2018. Depois de tantas reclamações públicas, Honda e McLaren se separaram. Os japoneses, hoje, fornecem motores para a Toro Rosso – e já anunciaram um acordo com a tetracampeã Red Bull para 2019. Os resultados ainda não são de encher os olhos, é verdade, mas parece que finalmente a evolução entrou nos eixos.

Os ingleses passaram a ter as unidades de potência da Renault, uma união inesperada há alguns anos. Os motores Renault não são os melhores do atual grid, também é verdade, mas a própria Red Bull consegue beliscar uma vitória aqui e outra ali com eles. Seria a oportunidade para a McLaren provar o que dizia: que tinha um carro ótimo, só não tinha uma usina que o empurrasse. “É a primeira vez em três anos que as coisas dependem apenas de nós. E isso é o mais importante”, destacou Alonso ainda no comecinho do ano, antes da segunda etapa do campeonato, no Bahrein. “Agora depende de nós. Temos de continuar trabalhando e desenvolvendo o carro. Na Austrália, tivemos aquele top-5 por causa do abandono da Haas, mas espero transformar isso em algo normal. Que seja normal para nós brigar agora pelo top-5”, seguiu.

Será mesmo?

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