O primeiro rali a gente nunca esquece

Jamais imaginei que participaria de um rali. Mas, graças a Mitsubishi, foi exatamente isso que aconteceu no último dia 24. Em família, debutei no mundo off-road como ‘Zequinha’ em uma ASX pilotada pelo meu irmão

Juliana Tesser, de Mogi Guaçu
Participamos da Super Final dos ralis Mitsubishi a bordo de um ASX
(Foto: Felipe Tesser)

 

 

 

O mundo off-road não era exatamente um desconhecido para mim. Eu já tinha acompanhado etapas dos ralis Mitsubishi em Mafra e Mogi Guaçu e já tinha até mesmo testemunhado duas largadas promocionais do Rali Dakar na Argentina. Mas nunca imaginei estar dentro de um carro de rali. 

Quer dizer, isso já tinha meio que acontecido. Há pouco mais de três anos, em Mafra (SC), eu dei uma volta com um carro de rali, mas, na ocasião, quem pilotava era Guilherme Spinelli e eu era apenas uma passageira. Era um circuito fechado, o Guiga não precisava das minhas ― inexistentes ― habilidades de navegadora e eu me ocupei em olhar a paisagem e bater papo. 

Depois daquele dia, eu tive algumas outras oportunidades de voltar ao rali. Além dos muitos convites vindos da marca dos três diamantes, também tive propostas caseiras. É, o pessoal aqui em casa gosta de rali!

Mas, como setorista da MotoGP que sou, quase nunca consegui encontrar uma brecha no meu calendário para acompanhar meu irmão e minha mãe, os dois aventureiros da família Tesser, no rali. Só que isso mudou no fim do mês passado.

Escalada pelo GRANDE PREMIUM para acompanhar a Super Final dos ralis Mitsubishi no Velo Città com uma equipe GP, recebi ainda um segundo presente: ter meu irmão Felipe como parceiro desta aventura. E, como eu sempre ouvi dizer que rali era um programa familiar, colocamos a teoria à prova.

 

Não pode faltar um splash no rali
(Foto: Cadu Rolim/Mitsubishi)

 

Já que a família é cliente Mitsubishi, ninguém queria deixar uma Pajero TR4 parada na garagem. Tão logo as inscrições para a prova do Velo Città foram abertas no site da montadora, fizemos a inscrição da minha mãe, Sônia, que teria como parceira em uma dupla 100% feminina a minha cunhada, Vanessa Felfele. As duas já tinham experiência no rali, tal qual meu irmão.

Assim, na sexta-feira deixamos São Paulo em direção a Mogi Guaçu, onde passamos a noite para irmos logo cedo para o autódromo. 

O sábado, porém, amanheceu com chuva. O que, claro, mudava consideravelmente as condições da pista, com o chão de terra dando lugar ao barro. Mal chegamos ao autódromo e já estávamos todos sujos de lama.

Preparada pela Mitsubishi, a ASX que usaríamos na prova já estava adesivada e prontinha a nossa espera. Todo participante dos ralis da Mitsubishi recebe uma série de adesivos de patrocinadores, que devem ser colados nos carros antes da largada, além de rastro, que serve para monitorar o desempenho de cada veículo, e um número. 

Orientada pelo meu irmão para levar uma coleção de celulares, instalei os aplicativos necessários para a prova e fui devidamente instruída pela organização sobre o funcionamento daquela planilha eletrônica. Confesso, aliás, que a planilha era meu maior medo em relação ao rali, já que aqueles desenhos todos pareciam um tanto incompreensíveis para uma leiga como eu.

Antes de largar, mais uma aula. Acompanhada da minha mãe e cunhada, fui orientada por Thiago Padovanni, da assessoria de imprensa da Mitsubishi, em relação à planilha impressa.

Seja no formado digital ou no analógico, as duas planilhas fornecem as mesmas informações e podem ser usadas de forma complementar. A digital, porém, tem sinalizações sonoras relativas à performance em termos de regularidade.

Antes de largar, porém, percebi que não seria possível navegar e produzir conteúdo para as redes sociais ao mesmo tempo. Assim, como sabia que teríamos companhia no carro, optei por perguntar aos nossos acompanhantes sobre a disponibilidade de um deles para navegar. 

Gerente de marketing e comunicação da Pirelli, Thaís Chiara aceitou o desafio de navegar, enquanto eu e André Oliveira, especialista em produto da fabricante italiana, ficamos com o posto de ‘Zequinhas’, nome que é dado aos passageiros de carros de rali.

Ligeiramente atrasados para alinhar em nossa posição de largada, abastecemos o carro com garrafas de água e partimos, dando início à prova. Alguns metros adiante, porém, eis que toca o telefone. Era minha cunhada ligando.

― Ju, seu irmão ficou com a chave do carro?

― ...

 

Lama foi uma marca do sábado em Mogi Guaçu
(Foto: Cadu Rolim/Mitsubishi)

 

Estávamos no primeiro neutro ― um ponto onde deveríamos ficar parados a espera da fase seguinte do rali ― quando Felipe deu meia volta para retornar ao autódromo. Devolvida a chave da TR4, voltamos ao percurso da prova, mas já atrasados por causa do tempo perdido com a nossa pequena distração.

Estreante no rali, Thaís ia se familiarizando com a navegação, enquanto Felipe acelerava mais do que o orientado pela planilha ― as velocidades são bem baixas no rali de regularidade, quase sempre abaixo dos 40 km/h. Não demorou, lá estávamos nós dentro do tempo previsto.

Com passageira, pude ir observando o percurso e abastecendo o Instagram do GRANDE PRÊMIO com conteúdo. Como era de se esperar, chacoalha bastante dentro de um carro de rali. Mas posso atestar a qualidade do cinto de segurança da ASX. Suspeito, inclusive, que ele tenha uma espécie de ‘castigo’ para o usuário, já que uma vez que tinha minha movimentação barrada pelo dispositivo, tampouco podia me mover nos segundos imediatamente a seguir.

A prova do Mitsubishi Motorsports é composta por duas partes, com um intervalo de meia hora na metade da disputa. Aproveitamos a parada em um posto de combustível comprar suprimentos ― basicamente comida e salgadinhos ― e nos preparamos para o reinício da prova.

De volta à estrada de terra, encontramos o #186, a TR4 Tesser/Felfele. Depois de uma conversa breve com o resto da família, voltamos todos à disputa. Minha mãe e cunhada tinham largado cerca de 1h depois de nós e, assim, ainda tinham um trecho a percorrer antes do descanso de 30 minutos.

Na segunda fase do rali, já estávamos todos mais habituados à planilha, especialmente à digital, que estava visível no painel do carro e, sem atrasos, conseguimos nos manter mais ou menos dentro do tempo ― no rali de regularidade, você tem de se manter atento à velocidade, aos check-points e, claro, permanecer dentro do percurso.

Tivemos ainda mais um revés: encontramos um caminhão atravessado na pista e, assim, fomos forçados a dar ré para que ele pudesse manobrar e, então, abrir caminho para nossa passagem. 

Com cerca de ¾ da prova completada, a volta da chuva provocou uma mudança de última hora. A organização teve de interromper a disputa por conta das condições do piso, que ficou bastante mais difícil. Recebemos, então, uma nova planilha, mas também a orientação de que o Waze poderia nos indicar o caminho de volta ao autódromo.

 

O rali é repleto de belas paisagens
(Foto: Cadu Rolim/Mitsubishi)

 

Com o sinal do celular de volta após chegarmos à estrada, soubemos que minha mãe estava parada em determinado ponto da prova por conta de um carro atolado. Ficamos ligeiramente preocupados, mas logo fomos informados de que a organização já estava no local ajudando.

Assim, seguimos para o autódromo. No Velo Città, acompanhamos a chegada dos demais participantes, esperando pelo #186. No período em que esperamos, vimos a chegada de outros dois carros conhecidos: o do Vitor Larizza, um amigo de adolescência do meu irmão, e o da Miriam Jatkoski, que o Felipe conheceu fotografando trilhas organizadas por uma concessionária da Mitsubishi e que participou da prova da Outdoor, o rali de estratégia.

Quando o segundo carro chegou, partimos para a festa. Ao fim de toda a etapa, a Mitsubishi promove um ‘comes e bebes’ para os participantes, com food trucks devidamente preparados para atender os famintos.

Em meio à festa, eis que chega a Miriam contando que o marido dela, Edneu, tinha tido a chance de guiar um Eclipse na pista do Velo Città! Bastava se inscrever e, voilà, lá ia você para a pista com um dos carros da marca dos três diamantes. Claro, desde que fosse alguém habilitado e estivesse devidamente sóbrio ― tinha até um bafômetro para comprovar. 

Felipe, óbvio, não perdeu a oportunidade e também foi para a pista a bordo de um Eclipse. Eu, que tenho carta, mas não uso, não fui nem para dentro do carro, já que seria daquelas que fica: ‘Fe, para de acelerar’. Coisas de irmã mais nova, né...

Quando saiu do carro, meu irmão era o retrato da felicidade! Também pudera...

Era hora, então, de conferir nosso desempenho. No rali de regularidade, você perde pontos quando deixa de seguir as orientações da planilha. A bordo do ASX #122, o time de Tesser/Tesser/Chiara/Oliveira perdeu um total de 8015 pontos e, assim, ficou com a gloriosa 87ª posição. O #186 terminou na 105ª colocação, todos nós muito distantes de ficar com o ‘troféu Indiana Jones’, concedido a Adriano e Alessandra Mendonça, que perderam 140032 pontos e acabaram o rali em 115º.

Vinda de uma família recém-acostumada com os ralis da Mitsubishi, eu já sabia mais ou menos como ‘a coisa’ funcionava. Mas, quando a gente vai até lá, fica evidente o cuidado e o empenho que a marca tem para oferecer oportunidades únicas para seus clientes.

O rali, definitivamente, ganhou de vez mais uma apaixonada. E a Mitsubishi tem meu amor e gratidão eternos por ter proporcionado um dia tão divertido e prazeroso para mim e minha família!

 

Ao fim do rali, Velo Città recebe participantes para festa e premiação
(Foto: Felipe Tesser)