Sentimento de missão cumprida

Guto Nejaim fala sobre a saída do Grupo Globo após 17 anos de casa, o fim das transmissões do Mundial de Motovelocidade no SporTV, a honra por ser a voz da MotoGP no Brasil, a carreira como dublador e a parceria histórica com Fausto Macieira: “É um irmão de outras encarnações”

Fernando Silva, de Sumaré

Foram 17 anos de carreira no Grupo Globo. Ao longo de quase duas décadas, Guto Nejaim narrou alguns dos grandes eventos esportivos transmitidos pelo SporTV: Jogos Olímpicos de Verão e Inverno, Paralimpíadas, Jogos Pan-Americanos, partidas da NBA, do NBB, Copas do Mundo, inúmeros jogos de futebol e até o recorde mundial de César Cielo nos 50 m livres. Mas o carioca de quase 43 anos — que vão ser completados em 17 de fevereiro — ficou marcado mesmo pela sua trajetória como narrador do Mundial de Motovelocidade. Como grande voz da MotoGP desde 2009, Guto eternizou dupla com o comentarista Fausto Macieira e tornou eternos grandes vitórias de Valentino Rossi, Marc Márquez, Jorge Lorenzo, Andrea Dovizioso e, dentre tantos outros, tem lembranças especiais dos triunfos do brasileiro Eric Granado e do luso Miguel Oliveira.

Em janeiro deste ano, o sonho acabou. O Grupo Globo decidiu não renovar o contrato de transmissão do Mundial de Motovelocidade com a Dorna, empresa que promove e organiza a MotoGP. Como consequência, a empresa carioca demitiu Fausto e Guto, fato que causou grande comoção nas redes sociais. De uma hora para outra, os fãs se viram sem garantia de ver novamente uma das competições mais empolgantes do esporte a motor na TV e também sem uma das duplas mais marcantes do jornalismo esportivo nos últimos anos.

Trata-se de um período bastante movimentado nos bastidores das TVs esportivas. O Grupo Globo, por exemplo, perdeu uma das suas maiores referências no automobilismo: Reginaldo Leme, que decidiu deixar a empresa no fim do ano passado.

Meses antes, em meio a um processo de reestruturação, a emissora também dispensou dois narradores: Roby Porto e Paulo Stein. No começo de 2020, anunciou a contratação de Paulo Vinícius Coelho, o PVC. E, nesta semana, definiu a vinda de um dos grandes talentos do microfone, Everaldo Marques, que iniciou sua carreira no GRANDE PRÊMIO.

Ano novo que traz mudanças, novos horizontes e transformações. É assim também para Guto Nejaim. Com exclusividade ao GRANDE PREMIUM, o narrador e também dublador de longa data fala sobre como encara este novo ciclo na sua carreira após a saída do Grupo Globo. E deixa claro que não tem mágoa de ninguém. Tanto que, horas antes da entrevista, Nejaim reencontrou velhos companheiros do velho canal. “Ontem fui dar um abraço nos amigos do SporTV e acabei ficando rouco”, revela.

Daí em diante, Guto se mostra muito aberto sobre a forma como tudo aconteceu, fala sobre a honra por ter sido a grande voz da MotoGP no Brasil e até em Portugal — sendo muitas vezes destaque na imprensa lusitana pelas narrações das vitórias de Miguel Oliveira — e destaca os desafios da carreira como dublador. Nejaim também deu um depoimento emocionado ao falar daquele que é considerado muito mais que um amigo, mas um “irmão de outras encarnações”.

Guto Nejaim garante que já assimilou o baque sofrido há três semanas. “A ficha caiu no dia em que recebi a notícia que a Moto não iria mais renovar. Mas, como tenho grandes projetos pela frente, não fiquei tão triste pela minha saída. Fiquei triste por não ter a Moto no Grupo Globo. Porque é um produto maravilhoso, em que os próprios colaboradores, que são os funcionários, também gostavam bastante. Plasticamente, era um produto que conseguia manter uma boa audiência no domingo, especialmente na hora da largada, às 9h, onde a gente batia todos os canais pagos [esportivos] naquele dia, a gente era líder de audiência em todos, sem exceção. As etapas asiáticas e da Oceania a gente tinha liderança no horário por conta da MotoGP, o que mostrava o que era o produto”.

Mesmo tendo um bom retorno por parte dos fãs, o Grupo Globo optou por não seguir com o evento, procurando assim outros caminhos para sua grade de programação. Guto evita questionar os motivos que levaram a empresa a abrir mão do evento, mas reitera sua tristeza pela forma como tudo ocorreu.

“Gostaria ver um produto como esse continuando a ser valorizado. Infelizmente, não aconteceu, por N motivos. Motivos que não cabem ser julgados por mim porque era só um funcionário, e tem coisas muito maiores do que nós que são discutidas no andamento de uma grande empresa. Então, para mim, espero que a Moto se encontre em outro lugar. Embora, mais uma vez, fico triste por não estar por lá”, diz.

Sobre o futuro da MotoGP nas telas brasileiras, o GP* pode afirmar que a Dorna negocia os direitos de transmissão com a Record TV. O intermediário na negociação é justamente JR Pereira, empresário que está à frente do projeto que mira a construção do Autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro. Não à toa, a Dorna já anunciou que tem contrato para levar a MotoGP de volta ao Rio a partir de 2022. Só falta o autódromo...

“Vi o SporTV ser um canal miúdo e se transformar na potência de hoje. Sou muito grato à TV Globo”
Guto Nejaim


Ainda que a demissão do Grupo Globo tenha sido sacramentada de forma um tanto repentina, Guto Nejaim avisa que não guarda mágoa da empresa em si. O carioca prefere analisar a situação de forma positiva. “Meu sentimento quanto à Globo é de uma gratidão muito grande. Eu sou muito grato pelo que fizeram por mim. Acho que as pessoas têm de aprender a ser gratas nos dias de hoje. São dias de pouca tolerância, pouca paciência e de mais ódio do que amor. Então acho que a gente tem de ter amor por tudo”.

“Tanto se eu trabalhar em outro lugar, onde vou trabalhar com muito amor, como para olhar para trás e ver o que foi que eu deixei e o que foi que eu pude absorver. E quando nós temos essa oportunidade de exercer a humildade e tudo o que mais pudermos alcançar por conta daquilo, é muito gratificante”, explica Guto, feliz pela trajetória que construiu ao longo de quase duas décadas.

“Então volto a dizer que sou muito grato à TV Globo. Cresci junto com o grupo. Vi o SporTV ser um canal miúdo e se transformar na potência que ele é hoje. Sou muito grato por ter feito parte desta história até então”, acrescenta.

Nejaim já sente falta do que ficou para trás. Não necessariamente das atividades na sua função como narrador e produtor, mas sim de quem trabalha para fazer a engrenagem funcionar. “Sinto saudade das pessoas. Porque as empresas são feitas de pessoas. Há pessoas de bem e há pessoas que precisam, digamos assim, reciclar seus conhecimentos e renovar o seu amor próprio. Então existem pessoas que ainda não passaram pelo que tem de passar para serem melhores, isso faz parte da evolução do ser humano. Então, sinto falta de todas as pessoas, porque tive pessoas que todos poderiam considerar ruins, mas foram pessoas extremamente importantes para meu crescimento profissional e pessoal...”, conta.

“Existem pessoas ótimas, a grande maioria, diria, 99%, e essas pessoas foram muito importantes no meu crescimento. Foram muito importantes porque, durante 17 anos, pude estar dentro de uma família. Então, quando a gente sai, a gente não sente falta propriamente de uma empresa ou de uma atividade, a gente sente falta de quem está ao nosso lado fazendo aquilo acontecer. Então sinto falta das pessoas, pessoas maravilhosas”, diz.

“Quando escrevi no Instagram sobre isso, diretores, coordenadores, produtores, comentaristas de todos os esportes, repórteres, produtores, todos os chefes, todos tiveram uma parcela tão importante na minha vida, e dessas pessoas eu sinto falta. Quando elas saem [sinto falta], e agora, eu saindo, também vou sentir falta delas. Ciclos são feitos de início e fim; esse ciclo, neste momento, encerrou. Essas pessoas continuam ali, e eu espero que, em algum dia, seja na empresa ou em algum outro lugar, possa encontrar com essas pessoas, porque é muito bom você conviver com todo mundo. É um aprendizado fantástico conviver. Viver é fácil, conviver é o grande desafio”, enfatiza Guto.
 

Recorde de Cielo, jogos do Flamengo e hino italiano
 

Olhar tudo o que já fez e se orgulhar é algo inevitável para um narrador com tantos anos de história e com tantos eventos aos quais emprestou sua voz. Claro, Guto Nejaim ficou muito mais marcado pelas transmissões do Mundial de Velocidade, mas o carioca recorda com carinho de outras tantas e importantes competições marcantes.

“Tive várias narrações de futebol, jogos do Flamengo neste crescimento”, conta. “Jogos de basquete, em que pude ver grandes equipes surgindo, crescendo, como foi o caso do Guaros de Lara, que era metade do time da Venezuela e que colocou a Venezuela pela primeira vez numa olimpíada. O recorde, que até hoje ninguém bateu, do César Cielo, nos 50 m livre, foi uma narração histórica”, relembra Guto.


O leque dos grandes momentos de Nejaim no SporTV fica muito maior quando o narrador recorda os momentos inesquecíveis como voz da MotoGP.

“Tenho algumas narrações que pude lembrar, narrações muito importantes na minha vida. As narrações da moto, várias: Lorenzo vencendo com o Márquez tirando um pouco a mão na reta final... Uma do Márquez, em que ele estava ainda na 125cc e passou 14 pilotos numa volta. Naquele dia, disse que nascia um mito ali, que as pessoas tivessem muita atenção ao piloto que estava nascendo... e hoje o Márquez é o que é”, conta.


“Quando o Rossi venceu, que foi a última vez em que pude narrar uma vitória do Valentino, depois ele não venceu mais, e cantei o hino da Itália. Foi uma história bem legal. Estava guardando esse hino para cantar em Mugello e Misano, para onde viajamos, e o Fausto insistiu: ‘Canta se o Valentino ganhar em uma dessas etapas porque está difícil para ele ganhar de novo’. E aí ele ganhou, e eu acabei cantando o hino mesmo [narrando] no Brasil, e foi muito legal. As vitórias do Dovizioso sobre o Márquez, foram muito boas. E, principalmente, as vitórias do Miguel Oliveira e do Eric Granado. Na do Eric, agora, mais recente, pude falar sobre nosso país, sobre o Brasil, recitar sobre o Brasil, foi maravilhoso, maravilhoso..”.

Ao recordar as narrações que fez das vitórias de Miguel Oliveira nas categorias de base antes da MotoGP, Nejaim deixa expresso todo o seu amor por Portugal, onde ficou famoso justamente pelo trabalho que fez ao microfone do SporTV.

“Ele é um piloto absolutamente sensacional, que veio do nada, que teve um pai por trás dele, que dormia no carro junto com ele porque não tinha dinheiro para o hotel. É um piloto com histórias maravilhosas. Um piloto como esse a gente tem de ter muito respeito. As vitórias dele, as poesias de [Miguel] Torga, que é um ícone da literatura portuguesa, falar sobre Camões, falar sobre o hino português, exaltar um povo como o nosso, que luta bastante, que é tão caloroso, tão amoroso, tão receptivo, como o brasileiro é. Nós somos lusófonos, nós fizemos parte de uma história com Portugal e fazemos até hoje. Acho que é importante lembrar sempre disso e fazer uma menção honrosa e respeitosa a respeito. Foram narrações que me marcaram muito”, lembra.


A voz da MotoGP
 

Ser lembrado pelo público pelo seu trabalho é o desejo de praticamente todo profissional. Guto alcançou tal feito por conta da sua trajetória ao lado de Fausto Macieira nas transmissões da MotoGP no SporTV. E ser quase um sinônimo do esporte ao qual mais emprestou sua voz deixa o carioca lisonjeado.

“Ser a voz da MotoGP é uma honra. Criei um vínculo com as pessoas, com os telespectadores. Ainda hoje, as pessoas me param para conversar. Mesmo sem o evento dentro do canal, ainda não sabemos para onde vai e não sabemos se seremos contratados... Mas eu me sinto muito honrado por ter feito parte de uma história por 11 anos e por ter segmentado essa modalidade dentro do país, ter feito os telespectadores crescerem com nossa transmissão cada vez mais”, afirma Nejaim, feliz com o estilo que conseguiu imprimir em meio a jornadas bastante longas.

“A minha intenção era sempre colocar as pessoas à vontade na transmissão, curtindo a transmissão como se nós fôssemos os amigos deles, conversando durante aquele evento. Uma transmissão de 5 horas é muita coisa”, lembra.
 

Irmãos de alma
 

A chance de dividir as cabines das transmissões da MotoGP ao lado de Fausto Macieira ainda emociona Guto Nejaim. Ao todo, os dois formaram uma parceria que durou mais de dez anos no chamado canal campeão, interrompida somente com a demissão de ambos anunciada em janeiro. O narrador deixa claro que não vê a situação como o fim da dupla e espera retomar a união nas transmissões em breve.

Guto não escondeu o sentimento ao falar sobre quem é visto como um verdadeiro irmão de alma.  “O Fausto é de outras vidas. Ele é um irmão de outras encarnações. Acredito muito nessa coisa que a gente vem para cá e volta várias vezes. E nós temos ramificações nas nossas vidas, e o Fausto é, com certeza, uma delas. A gente volta e tem condição de encontrar algumas pessoas, algumas energias. E essa energia chamada Fausto Macieira é uma baita energia”.

“É um cara que tem mais de 60 anos e se comporta como se tivesse menos de 40. Então, ele é mais novo do que eu [risos]. Uma pessoa fantástica, um irmão, um amigo... Não digo que nós não tivemos nossas desavenças ao longo de 11 anos, tivemos várias, o que fez com que amadurecêssemos nosso relacionamento e melhorássemos nossa transmissão”, revela.

O que vem aí para o futuro? Guto prefere esperar enquanto sonha em trabalhar novamente ao lado de Macieira. “Hoje, o Fausto, tanto ele quanto a família dele, tenho um orgulho muito grande dele, um carinho muito grande por ele e sei que a recíproca é verdadeira, tanto para mim quanto para minha família. Os projetos que a gente se coloca a trabalhar... Acredito que nossa história não tenha terminado. Vamos aguardar. Só Deus sabe o que reserva o futuro”.

Guto Nejaim e Fausto Macieira
Reprodução/Twitter

Respirar antes de voltar
 

A inesperada demissão do Grupo Globo, obviamente, mudou a trajetória traçada por Nejaim. Deixar de seguir a MotoGP e seu noticiário? Não, definitivamente, não é uma possibilidade. “Vou acompanhar, como estou acompanhando”, garante. Entretanto, o narrador prefere respirar, analisar tudo o que aconteceu e o que vem acontecendo antes de dar o próximo passo na carreira.

“Com relação a projetos, neste momento estou descansando minha cabeça. Foram 17 anos de TV Globo, quase 20 anos, é uma vida... Então, acho que é importante você entender que, quando termina um ciclo, você não pode emendar um outro tão drasticamente, de forma brusca, a não ser que a vida te jogue daquela forma. Ela não me jogou neste momento. Então é o momento de ter tranquilidade”, avisa.

“Tenho projetos pessoais e familiares muito grandes. Projetos que incluem outros países, então esses projetos têm de ser feitos com muita calma, muita tranquilidade. Mas isso não significa nem que eu vá trabalhar com emissoras daqui, do Brasil, e nem que eu vá deixar de trabalhar com o Fausto”, reforça.

“A meta, minha e dele, é que continuemos a trabalhar juntos. Porque a gente sabe que virou uma referência, uma marca, especialmente, e acho que essa marca não está envelhecida, ela está no auge. Então temos de aproveitar e, cada vez mais, sedimentar essa marca no Brasil e, quem sabe, até fora”, reitera, indicando que a chance de retomar as narrações com o amigo do outro lado do Atlântico é real.

As mil vozes de Guto Nejaim
 

Muito antes de ficar conhecido como a voz da MotoGP no SporTV, Guto Nejaim empreendeu uma muito bem-sucedida e longeva carreira como dublador. Foram inúmeras as vezes em que o carioca emprestou sua voz a personagens de filmes, séries, animações e novelas.

Victor Krum, em ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’, Coleman Reese, em ‘Batman, o Cavaleiro das Trevas’, Roy, em ‘Família Dinossauro’, Harvey Bent, o Duas Caras de ‘Batman — Ano Um’, e Walter Dickerson, de ‘Todo Mundo Odeia o Chris’, têm a marca da voz de Nejaim para o público brasileiro.

Recentemente, Guto emprestou sua voz à versão brasileira de ‘Rush - No Limite da Emoção’, em que dublou Daniel Brühl, ator que interpretou Niki Lauda.


A chance de dublar e, de quebra, interpretar, é algo visto como trabalho, mas também uma grande diversão pelo narrador. “Rapaz, a dublagem é minha cachaça. Sou apaixonado pela dublagem”, conta. “É um caminho muito difícil, muito árduo. A gente tem de ter a humildade de entender o momento quando a gente é chamado por um diretor para fazer um ‘homem 1’, e outro diretor te chama para fazer o protagonista. Num outro, o ‘boneco’ é seu, aquele ator que você já está acostumado a dublar... É uma coisa que amo de paixão”, diz.

“Graças a Deus, sou uma pessoa bastante reconhecida no meio da dublagem. Fiz bastante filme, fiz bastante série, continuo fazendo. Espero que, com os ciclos que se iniciam, eu continue a trabalhar, digamos assim, sistematicamente como dublador”, complementa Guto, que traça um paralelo com a outra face da sua carreira.

“É algo diferente da narração, uma vez que [na dublagem] você tem a oportunidade de errar. No ao vivo, você não tem essa chance errar. Errou? Foi para o ar ao vivo mesmo. Quando está gravando, você tem infinitas chances de errar e voltar àquela cena e fazer tudo de novo. O que é uma coisa muito boa também porque, às vezes, você faz uma cena muito melhor do que anteriormente. A dublagem você tem de chorar, rir, gaguejar, tossir, gemer. Isso mostra todo o teu lado artístico, é a expressão vocal sendo colocada dentro da corporal porque você tem de colocar tudo o que você tem de sentimento na tua voz”, lembra.

“É muito bom até para uma transmissão ao vivo, para a locução ao vivo. As dublagens me ajudaram muito nos eventos. O fato de você estar ao vivo, improvisando, é uma coisa muito boa para os dois lados. Quando você está às vezes fazendo uma cena e tem a chance de improvisar e ver que aquilo ficou muito bom, ou você tem a criatividade que geralmente usa na dublagem para mascarar alguma coisa ao vivo, que você se mostra um bom profissional naquilo que você faz porque você está interpretando, improvisando, jogando aquilo ali de forma que ajuda muito”, complementa.

Mesmo triste pelo fim do ciclo da MotoGP na tela do SporTV, Nejaim se mostra feliz. Feliz pelo que conquistou desde que teve a chance de fazer parte do grupo, em 2002. Ciente que, aos 43 anos, tem muito ainda para construir e conquistar, Guto garante não ter arrependimentos

“Me sinto com a missão totalmente cumprida. Totalmente. Muito feliz, muito em paz e muito satisfeito por todo o trabalho que fiz no SporTV, e sei que o Grupo [Globo] também se sente satisfeito pelo meu trabalho. Não saí por algum erro, saí pelo fim de um produto e também por projetos futuros que tenho e que, se Deus quiser, vão dar muito certo”, finaliza Guto Nejaim.