Nunca na história

2018 vem sendo surpreendentemente equilibrado. Tanto é assim que, passadas nove corridas, Ferrari, Mercedes e Red Bull somam três vitórias cada – até agora algo único na trajetória de quase 70 anos da F1. A MotoGP também exigiu uma corrida espetacular em Assen e traz seus números

Equipe Grande Premium, de Curitiba

 

 

 

 

 

 

Que campeonato 


Poucos imaginavam, depois do que se viu na pré-temporada, que 2018 na F1 fosse se mostrar tão equilibrado. Embora algumas corridas tenham deixado a desejar, o GP da Áustria foi agitado e ratificou o quão disputado está o atual campeonato.

Com a vitória de Max Verstappen no Red Bull Ring, agora as três primeiras equipes da tabela têm três triunfos cada em nove corridas disputadas até aqui. Sabe quando foi a última vez que isso aconteceu? Nunca.

Essa é a primeira vez na história da maior das categorias que três times diferentes vencem três corridas nas nove primeiras etapas. Quer mais?

 

 

 

 

 


Outrora líder do Mundial, Lewis Hamilton abandonou o GP da Áustria. Foi a primeira vez, desde o GP da Malásia em 2016, que o tetracampeão deixou de completar uma corrida.

Mais que isso, foram 33 provas seguidas terminando na zona de pontos. O revés ainda alçou Sebastian Vettel para o comando da temporada. Novamente, apenas 1 tento separa os dois postulantes ao título.

 

 

 

 

 


E o fim de semana foi para esquecer não só para o inglês, mas também para a Mercedes. A poderosa equipe alemã amargou duas quebras e viu seus dois pilotos voltarem a pé para os boxes.

Na era moderna, essa é a primeira vez que o time prata sofre um abandono duplo por conta de falhas técnicas. A última vez mesmo tinha sido em 1955, na Itália.

Também foi o primeiro DNF de ambos os carros desde o GP da Espanha de 2016, quando um toque entre Hamilton e Nico Rosberg, logo depois da largada, tirou ambos da corrida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se a Mercedes viveu um pesadelo na Áustria, a Red Bull, dona da casa, saiu com um gosto agridoce na boca. Por um lado, teve de lidar com o terceiro abandono de Daniel Ricciardo no ano. Mas, por outro, celebrou a vitória de Max Verstappen. Foi o primeiro triunfo do jovem holandês em 2018 e o quarto da carreira na F1.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Quem também teve motivos para festejar foi a Haas. A equipe norte-americana terminou a corrida austríaca com seus dois pilotos no top-10. E melhor que isso, Romain Grosjean foi o quarto, enquanto Kevin Magnussen foi o quinto. O que isso quer dizer? É que o time de Gene Haas conquistou simplesmente seu melhor resultado na F1 até aqui.

E mais, a melhor apresentação da Haas veio em seu GP de número 50 na maior das categorias do automobilismo.
 

 


Considerada a melhor equipe do resto até o ano passado, a Force India também teve razões para abrir a champanhe na Áustria. A simpática esquadra indiana colocou seus dois pilotos no top-10: Esteban Ocon foi sexto e Sergio Pérez, sétimo. E tudo isso aconteceu em seu 200º GP na F1.
 

 

 

 

 

 

 

Não dá para esquecer da Sauber. A menor equipe do grid fez bonito no Red Bull Ring e colocou a sua dupla na zona de pontos. O brilhante Charles Leclerc foi nono, trazendo consigo o companheiro Marcus Ericsson, em décimo. É a primeira vez que o time suíço pontua com os dois carros desde o GP da China de 2015. E aconteceu em sua 450ª largada na F1.

 


A outra disputa pelo penta

A MotoGP se apresentou de forma espetacular no GP da Holanda, na tradicionalíssima e lotada pista de Assen. A corrida foi marcada por uma largada excepcional de Jorge Lorenzo, que saltou do décimo lugar para a ponta antes mesmo da terceira curva. Depois, a prova acompanhou uma frenética troca de posições no bloco da frente, em que se viu muito arrojo, coragem e também alguns toquinhos e erros entre os pilotos. No total, foram 175 ultrapassagens. Mas a vitória ficou nas mãos do maior talento das duas rodas: Marc Márquez. O jovem espanhol levou mais uma e já caminha para embolsar mais um título.
 

 


Com Marc Márquez e Dani Pedrosa separados por 16s043, o GP da Holanda ainda superou a etapa deste ano do Catar e registrou o top-15 mais apertado da história da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O espanhol Maverick Viñales foi o autor da melhor volta no GP da Holanda ― 1min34s113 ―, mas outros 17 pilotos rodaram no mesmo segundo do #25 em Assen.

 


Fora do topo do pódio em Assen, a Yamaha chegou a 18ª corrida sem vencer, igualando seu mais longo jejum, que tinha sido registrado entre as duas últimas corridas da temporada 2002 e as 16 de 2003. Também na Holanda, Johann Zarco ficou fora das primeiras duas filas do grid pela terceira vez seguida.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Com Marc Márquez (Honda), Álex Rins (Suzuki) e Maverick Viñales (Yamaha), o GP da Holanda marcou a primeira vez que o pódio da classe rainha teve três pilotos da Espanha guindo por três fábricas diferentes. Ainda , o pódio da MotoGP também foi o mais jovem desde o GP da Holanda de 2016.
 

 

 

 


Jorge Martín se tornou o primeiro piloto a vencer o GP da Holanda partindo da pole-position desde a introdução da Moto3, em 2012.

E ainda conquistou, em Assen, sua 14ª pole-position na Moto3 e se tornou o piloto que mais vezes largou na frente na história da categoria, superando as 13 de Álex Rins.

 

 

 

 

 

 

Reportagem produzida por Evelyn Guimarães, Juliana Tesser, Nathália de Vivo e Fernando Silva. 

Fotos: AFP, Red Bull Content Pool, Michelin.