Daniel Serra

Daniel Serra é atualmente o melhor piloto em atividade no Brasil. No auge da carreira e da vida, o paulista de 34 anos fala ao GRANDE PREMIUM sobre o desafio para seguir no topo da Stock Car e também sobre a satisfação de representar a Ferrari em Le Mans

Fernando Silva, de Santa Cruz do Sul &
Vitor Fazio, de Santa Cruz do Sul

Há quase um ano, mais precisamente em 18 de junho de 2017, Daniel Serra escrevia a história nas 24 Horas de Le Mans de forma marcante. Logo na sua estreia na mais icônica corrida de resistência do esporte a motor, o paulista, então com 33 anos, cruzava a linha de chegada na frente na classe LMGTE-PRO com o Aston Martin Vantage #97 e, ao lado de Jonny Adam e Darren Turner, festejava um marco na carreira. Vencer em Le Mans é para poucos, e Daniel Serra chegou lá.

Aquela vitória em Le Mans foi significativa de várias formas. Em vídeo gravado com exclusividade para o GRANDE PRÊMIO um dia depois da corrida, Daniel ainda não tinha a ideia da dimensão do feito que acabara de alcançar, mas era claro: “Vai ficar marcado na minha vida, na minha carreira”.

De certa forma, a vitória em Le Mans também serviu como motivação extra e como ponto de partida para a arrancada de Serra rumo ao título na Stock Car. Duas semanas depois de ter vencido em Sarthe, Daniel alcançava outro triunfo importante na carreira: a vitória na Corrida do Milhão, em Curitiba, representou sua ascensão à liderança do campeonato, posição que manteve até o fim para comemorar o título da principal categoria do automobilismo brasileiro em 2017.

Desde a vitória milionária em Curitiba, Serra jamais foi demovido do topo da Stock Car. Não somente no ano passado, mas também nas nove primeiras corridas desta temporada. Com duas vitórias, seis pódios e top-10 em todas as provas, o piloto da RC Eurofarma soma um total de 152 pontos, nada menos que 43 à frente do vice-líder, Marcos Gomes. Uma vantagem e tanto para quem aspira ao bicampeonato da Stock Car.

Mas assim como a Stock Car fez sua pausa em razão da Copa do Mundo da Rússia, Serra põe de lado, por alguns dias, seu foco da categoria nacional. Tudo em nome de outro objetivo grandioso: repetir a vitória em Le Mans. Desta vez, contudo, Daniel vai viver o sonho de representar a marca mais lendária de todo o esporte a motor: a Ferrari, por meio da equipe oficial AF Corse, é a casa de Serrinha nesta jornada rumo ao bi em Sarthe. O piloto vai acelerar a Ferrari 488 GTE Evo #51, compartilhando o volante com Alessandro Pier Guidi e James Calado.

Dias antes de seguir para Spa-Francorchamps para o último teste antes de Le Mans, Serra recebeu com exclusividade com o GRANDE PREMIUM nos boxes da RC Eurofarma em Santa Cruz do Sul, no fim de semana da última etapa da Stock Car antes da pausa para a Copa. Foi um fim de semana atípico por conta da chuva torrencial que desabou na sexta e, principalmente, no sábado, tanto que a classificação acabou sendo adiada para domingo pela manhã. Também fez muito frio no interior gaúcho, com a temperatura ambiente girando entre 10 e 14ºC.

O filho de Chico Serra caminha para repetir alguns dos feitos do pai com uma performance contundente nas pistas. Depois de ter corrido por dez anos pela Red Bull, desde o ano passado Daniel representa a equipe de Rosinei Campos, o ‘Meinha’, uma das lendas da Stock Car e o único preparador a fazer parte da categoria desde a primeira corrida, em 22 de abril de 1979, em Tarumã. O encaixe foi perfeito, e isso é refletido com os resultados: pódios, vitórias e os títulos de equipes e de pilotos no ano passado. E, pelo jeito, o desfecho em 2018 tem tudo para ser o mesmo.

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