Afetada pela Red Bull, Renault volta à F1 para preservar nome. Agora, precisa provar capacidade

Os dois últimos anos da parceria com a Red Bull suscitaram na Renault a necessidade de levantar seu nome. Para isso, restou voltar à baila como equipe de fábrica cinco anos após deixar a condição em 2011

Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

O retorno da Renault à F1 como equipe de fábrica começou há dois anos, quando a F1 inaugurou o novo regulamento com as unidades de força e o motor V6 turbo. O trabalho impecável da marca francesa junto aos parceiros da Red Bull, com quatro títulos seguidos de Pilotos e Construtores, então precisaria ser reconstruído em novo desenho. Isso nunca aconteceu — ao menos não com êxito.

Desde o início de 2014 era claro que a Renault não teria a vantagem de antes. De passagem, a Mercedes tomou frente e foi-se embora vendo a unidade de força da rival apenas pelo retrovisor. Obviamente, a Red Bull, extremamente mal acostumada, não gostou. Mesmo assim foram três vitórias no ano, todas com Daniel Ricciardo, que ainda mostravam o time como a segunda força de um grid que tinha um motor Ferrari bastante desencontrado numa fábrica em erupção.

Em meio à relação vulcânica de Luca di Montezemolo, Stefano Domenicali e Fernando Alonso no final do ano os três estariam fora —, os novos ares da Ferrari apontaram para Sebastian Vettel. E assim, do dia para a noite e com um ano de contrato vigente, Sebastian decidiu sair. O 2014 que preocupava para Red Bull e Renault não foi, porém, sombra de um 2015 onde os motores franceses estiveram a um universo de distância de Mercedes e Ferrari.

Longe das equipes de fábrica rivais e da Williams, a Red Bull começou a chiar. Publicamente culpou a unidade de força repetidamente até minar completa e irreversivelmente a relação entre as duas. Após decidir deixar a marca dos energéticos como equipe oficial, a Renault teve uma decisão a tomar: sair da F1 ou retornar como equipe de fábrica. A crise financeira da Lotus exatamente a antiga Renault tornou tudo mais fácil. A fábrica assumiu as dívidas espadaúdas da sucessora/antecessora e voltou.

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