Com pinturas pouco chamativas, carros acabam refletindo a falta de vida da própria F1

Uma categoria que luta para reencontrar um rumo e carros com layouts tão insossos que incomodam. Os bólidos exageradamente 'monocromáticos' são espelho da F1 que não brilha

Vitor Fazio, de Porto Alegre

Preto, prata, branco, cinza, cinza escuro. Parece a descrição do trânsito de uma grande metrópole, mas é o grid da F1 mesmo. A categoria, outrora conhecida por seus grids coloridos e pelos carros atraentes, se afundou em pinturas insossas e na falta de criatividade. Enquanto o certame luta para resgatar sua alma nas pistas, tentando dar vida para uma entidade que sofre para sustentar, a falta de vida acaba se refletindo na palidez de grande parte dos 22 carros que vão alinhar no grid na Austrália.

Salvo o tradicional vermelho da Ferrari, o amarelo da Renault, o azul da Sauber e o tricolor da Manor, será um grid ainda menos colorido do que o de 2015. Prata para Mercedes, Force India e Haas; cinza para McLaren; azul escuro para Red Bull e Toro Rosso; branco para Williams. Há quem não se importe com isso, mas as poucas cores acabam por refletir uma transformação muito recente da F1. 

As cores apagadas acabam por revelar como o mundo corporativo se apropriou da F1. Antes, quando o grid era recheado de equipes garageiras, era muito mais fácil pintar um carro de verde, amarelo ou azul. Não havia um comitê, uma equipe de marketing ou reunião de sócios para aprovar ou não um layout mais agressivo.

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