Manor Racing

A Manor ainda será uma nanica em 2016, mas uma nanica com potencial de crescimento: agora com os bons Pascal Wehrlein e Rio Haryanto, somados ao motor Mercedes, a equipe pode ser uma surpresa já no GP da Austrália

Vitor Fazio, de Porto Alegre

A Manor parte para 2016 como uma equipe completamente repaginada. Depois de superar a quase falência do fim de 2014, a equipe tratou de estabilizar as finanças em 2015 para poder partir para o ataque agora. E as coisas parecem positivas: pilotos mais talentosos, investidores pesados e o melhor motor da categoria formam um pacote ainda humilde, mas certamente mais promissor.

Agora a escuderia conta com o campeão do DTM Pascal Wehrlein, fruto da parceria com a Mercedes. O alemão surge como um dos nomes mais promissores de sua geração – ninguém vira o garoto de ouro das Flechas de Prata por acaso. Além disso, Rio Haryanto – longe de ser um piloto horrível – traz dinheiro de petrolíferas da Indonésia. Certamente é um pacote muito mais sólido do que Roberto Merhi e Will Stevens.

O carro em si também deve apresentar melhoras significativas. A equipe abandona o carro utilizado pela Marussia em 2014 e, com a versão mais moderna do motor Mercedes, pode crescer em pistas de alta velocidade. Quem sabe a gente volta a ver uma nanica pontuando em 2016?

Os testes de Barcelona já servem para descartar um salto espetacular de desempenho: a equipe segue sem um carro muito veloz e parece estar sofrendo com confiabilidade – algo que, incrivelmente, não foi um problema em 2015. Para ser mais rápida, a escuderia pode estar abrindo de um ou outro trunfo.

Sede: Banbury, Inglaterra
Carro: MRT05
Motor: Mercedes
Principais dirigentes: Stephen Fitzpatrick, Pat Fry, Justin King
Piloto reserva: Jordan King, Alexander Rossi
Em 2015: 10ª colocada (0 pontos)
Melhor resultado: 19º em Pilotos (Merhi , 2015), 10º em construtores (2015)
Melhor tempo em Barcelona: 1min24s714 (pneus ultramacios)

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