Red Bull Racing

A temporada passada representou um verdadeiro temporal pelos lados de Milton Keynes. Com a pouca potência do motor Renault, a Red Bull ficou para trás e agora sonha em viver seus anos de glória no esporte

Fernando Silva, de Sumaré

Por muito pouco, Dietrich Mateschitz não tirou da F1 a Red Bull e, na esteira dela, a Toro Rosso. A crise dos motores, pauta que acabou dominando boa parte do noticiário no segundo semestre foi deflagrada por uma série de problemas nas unidades de potência da Renault fornecidas às equipes taurinas, que impediram a exploração de toda a performance dos carros construídos em Milton Keynes e Faenza. Mas depois de muito suspense, idas e vindas, eis que a Red Bull permanece no grid e segue empurrada pela Renault, ainda que não oficialmente.

A volta da Renault como equipe de fábrica resultou em uma debandada do apoio oficial, que antes era da Red Bull, para Viry-Châtillon. Assim, saiu a Infiniti, outrora patrocinadora máster da equipe tetracampeã do mundo. Em contrapartida, chegou a TAG Heuer, que passou a estampar a sua marca nos carros taurinos depois de décadas de parceria com a McLaren e, de quebra, agora rebatiza o motor Renault usado nos carros de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat.

O belo e fosco modelo RB12 tem como sua maior força, assim como a maioria dos carros da Red Bull, o equilíbrio do chassi, que acaba compensando o déficit de potência do motor Renault-TAG Heuer. A expectativa de Christian Horner e Helmut Marko, os cabeças da equipe, é que o propulsor francês melhore aos poucos e ajude a colocar a Red Bull em boa posição para voltar ao top-3 neste ano depois de um 2015 negativo e que marcou a primeira temporada do time sem vitórias desde 2008.

Se o RB12 contar com um motor verdadeiramente competitivo, como promete a Renault, aí Ricciardo e Kvyat poderão sonhar não apenas com pontos frequentes e pódios, mas até mesmo com vitórias na F1. Não se pode jamais subestimar o trabalho de quem dominou a F1 com a autoridade imposta pela Red Bull no começo da década.

Sede: Milton Keynes
Carro: RB12
Motor: TAG Heuer (Renault)
Principais dirigentes: Dietrich Mateschitz, Christian Horner, Helmut Marko, Adrian Newey
Piloto reserva: Pierre Gasly
Em 2015: 4º colocado no Mundial de Construtores (187 pontos)
Melhor resultado: 4 Títulos de Pilotos; 4 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s525 (Daniel Ricciardo, 9º, pneus ultramacios)

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