Renault F1 Team

A Renault resolveu voltar a ser uma equipe de fábrica para provar que seus motores não são tão horríveis assim. Além da base sólida da Lotus, a equipe se reforçou com os promissores Kevin Magnussen e Jolyon Palmer

Vitor Fazio, de Porto Alegre

A Renault, tadinha, levou porrada de tudo que é lado em 2015. Tida como culpada pelo fraco desempenho da Red Bull, a equipe perdeu suas duas últimas equipes parceiras na F1. Para evitar o fiasco de ficar sem equipes em 2016, medidas drásticas foram tomadas: Carlos Ghosn permitiu que os franceses voltassem a ter uma equipe de fábrica no certame. O projeto é ambicioso, mas a palavra de ordem na equipe é clara: cautela.

Depois de ver gigantes como McLaren e Honda afundando abraçados em 2015, a Renault não é boba de acreditar que seu caso será diferente. A mudança, então é de perfil: nada de salto alto, nada de metas ambiciosas. O fim da novela da Lotus foi tardio e a equipe também nem pôde fazer todas as alterações que desejava no carro. Com isso, a equipe começa 2016 já pensando em 2017, 2018, 2019... Todos dirigentes frisam: é um projeto ao longo prazo.

Na pré-temporada o que se viu foi um carro que quebra muito, mas que consegue ser relativamente rápido. Jolyon Palmer usou o adjetivo “desastroso” para definir a pré-temporada, mas o ritmo do carro sem pneus ultramacios é bastante decente. Talvez o sofrimento de 2016 não seja tão absurdo assim, no fim das contas. 

Sede: Viry-Châtillon, França; Enstone, Inglaterra
Carro: R.S.16
Motor: Renault
Principais dirigentes: Carlos Ghosn, Cyril Abiteboul, Frédéric Vasseur
Piloto reserva: Esteban Ocon, Carmen Jordá, Nicholas Latifi
Em 2015: 6ª colocada (78 pontos) (correndo como Lotus)
Melhor resultado: 2 títulos de Pilotos (2005 e 2006),  2 títulos de Construtores (2005 e 2006)
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s933 (pneus supermacios)

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