Williams Martini Racing

Restabelecida como equipe grande, a Williams tem como grande desafio se manter no top-3 do Mundial de Construtores. O time de Grove tem de olhar com atenção para Red Bull, Force India e até mesmo a Toro Rosso

Fernando Silva, de Sumaré

Sonhar não custa nada, já diz o clássico verso de samba-enredo. Pois Felipe Massa e Valtteri Bottas sonham em trilhar o caminho rumo ao topo do pódio na F1 em 2016. Nada, absolutamente nada é impossível no mundo do esporte, e jamais a Williams deve ser descartada. Contudo, no contexto atual, é fato que o lendário time britânico ainda está bem atrás de Mercedes e Ferrari. Uma luta mais realista é para se manter no top-3 da F1. E, ainda assim, a missão da Williams para este ano é bastante espinhosa.

A performance do novo FW38 — que, ao menos visualmente, pouca coisa tem de novo — deixou um pouco a desejar na primeira semana de pré-temporada, mas empolgou os titulares na segunda sessão em Barcelona, a ponto de Massa e Bottas chegarem a falar em vitórias. Porém, os pódios são objetivos mais realistas nesta fase de transição do regulamento, com o equilíbrio de forças quase inalterado em relação ao ano passado.

Assim, os resultados dos testes mostram a Williams em pé de igualdade, neste primeiro momento, com Red Bull, Force India e até mesmo a Toro Rosso. O novo carro parece ter nascido sem os problemas que tanto atrasaram os lados do time de Grove em termos de velocidades baixas e em desempenho debaixo de chuva. Mas tudo só vai ganhar uma imagem mais clara a partir de Melbourne. O que dá para ter certeza é que a Williams, como vem acontecendo nos últimos anos, vai seguir no pelotão da frente da F1.

Sede: Grove, Inglaterra
Carro: FW38
Motor: Mercedes
Principais dirigentes: Frank Williams, Claire Williams, Pat Symonds, Rob Smedley
Piloto reserva: Paul di Resta
Em 2015: 3ª no Mundial de Construtores (257 pontos)
Melhor resultado: 7 Títulos de Pilotos; 9 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s193 (Felipe Massa, 6º, pneus macios)

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